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Em Campo Mourão; Ecobarreira criada por servidores da Sanepar ajuda a preservar rio

Eles utilizaram peças de aeradores (conhecidos como “barquinhos”) provenientes da modernização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e outros materiais de obras da Sanepar

Redação
Por: Redação Fonte: Tribuna do Interior
14/10/2025 às 12h23
Em Campo Mourão; Ecobarreira criada por servidores da Sanepar ajuda a preservar rio
Reprodução

Em um notável exemplo de iniciativa e cidadania, dois funcionários da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em Campo Mourão decidiram ir além de suas funções para enfrentar um problema ambiental que afetava diretamente seu trabalho. Preocupados com o volume de lixo que poluía o Rio do Campo, um dos principais mananciais de abastecimento da cidade, Plínio da Silva Garcia e Alexsandro da Silva projetaram e construíram uma ecobarreira, reutilizando materiais que seriam descartados pela empresa.

A ideia nasceu da observação atenta de Alexsandro da Silva durante sua rotina no laboratório. Ao coletar amostras de água para análise, ele testemunhava diariamente a quantidade de resíduos que se acumulavam perto da unidade de captação. Foi então que, inspirado pelo projeto bem-sucedido da Ecobarreira do Rio Atuba, em Curitiba, ele procurou o colega Plínio Garcia, que possui habilidades em soldagem.

"O Alexsandro me trouxe a ideia e abraçamos o desafio", conta Plínio, que trabalha no Setor de Manutenção de Redes. "Após pesquisas e com a experiência que tenho de metalúrgica, solicitamos autorização da Coordenação para dar um novo destino a materiais que estavam ociosos. O resultado foi essa barreira eficaz que instalamos."

A dupla demonstrou criatividade e compromisso com a sustentabilidade ao construir o equipamento. Eles utilizaram peças de aeradores (conhecidos como "barquinhos") provenientes da modernização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e outros materiais de obras da Sanepar. "A ecobarreira é toda construída em plástico e inox, materiais não corrosivos e de alta durabilidade, o que garante uma solução permanente e de baixo custo", explica Plínio.

Para Alexsandro, o objetivo vai além da simples contenção do lixo. "Queremos contribuir para a preservação do manancial e, consequentemente, para a qualidade da água que é tratada e distribuída para as casas da população", afirma. Ele ressalta que o compromisso agora é com a manutenção: "A disciplina é fundamental. Faremos a limpeza do material retido após cada chuva e semanalmente, garantindo o funcionamento contínuo."

A iniciativa recebeu elogios do diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, que a conectou diretamente à missão da empresa. "Todas as iniciativas, das pequenas às grandes, que trazem resultados positivos para o meio ambiente são vitais. Este é um exemplo palpável de cidadania, engajamento e consciência ambiental que espelha a vocação da nossa companhia", destacou.

O projeto que serviu de inspiração, a Ecobarreira do Atuba, foi idealizado pelo paranaense Diego Saldanha. Desde 2016, ele se dedica a salvar o rio de sua infância, e seu esforço já resultou na retirada de mais de 20 toneladas de lixo. Agora, esse legado de cuidado com os recursos hídricos se multiplica e ganha força em Campo Mourão, graças à atitude proativa de dois servidores públicos.

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