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Os 3 níveis de liderança: tática, operacional e estratégica

Embora exista uma base comum de teoria e prática, os requisitos da liderança tática são bem diferentes dos da liderança estratégica

14/01/2022 às 18h29
Por: Redação
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Fabio Lima*

Um dos desafios que muitos gerentes e líderes enfrentam é entender as distinções entre os níveis de liderança. Embora exista uma base comum de teoria e prática, os requisitos da liderança tática são bem diferentes dos da liderança estratégica, por exemplo. Além disso, há todo um nível de liderança operacional que muitas pessoas sequer percebem que existe.

Liderança Tática

A liderança tática está preocupada com o aqui e agora, com decisões de curto prazo e gerenciamento de riscos para ganhos imediatos.

No nível tático, os líderes devem equilibrar as necessidades dos membros da equipe com as necessidades da missão ou situação. Isso geralmente envolve negociar e convencer os seguidores a cooperar para alcançar o objetivo.

Também significa criar um ambiente em que eles estejam dispostos a fazer sacrifícios ou contribuir com a equipe por causa de uma lealdade sentida ao líder e outros membros da equipe.

A liderança tática é, portanto, altamente transacional. Isso ocorre porque o líder não possui muitas das ferramentas de liderança transformacional à sua disposição.

Segundo pesquisas sobre o assunto, líderes transformacionais eficazes fornecem motivação inspiradora, consideração individualizada, estímulo intelectual e influência idealizada.

Os três primeiros desses fatores dependem muito dos objetivos gerais da organização e também de sua cultura e modo de operação, que dependem da liderança estratégica e operacional.

Como resultado, eles estão muito além da influência do líder tático que trabalha na face de carvão. O único fator realmente sob o controle do líder tático é o nível de influência idealizada, em outras palavras, o carisma.

Liderança Operacional

Os líderes operacionais são os heróis desconhecidos das organizações. Eles constroem as estruturas e sistemas que permitem que a visão e os objetivos do líder estratégico sejam alcançados, enquanto fornecem uma estrutura para a ação inspirada dos líderes táticos da organização.

Em outras palavras, criam sistemas para apoiar os valores da organização e sua liderança e incentivar padrões de cultura e comportamento que são congruentes com eles.

Por exemplo, uma organização que valoriza o trabalho em equipe e a colaboração em grupo em detrimento de contribuições individuais precisa de um sistema de recompensas que apoie esse objetivo.

Se uma equipe obtiver um resultado significativo por meio de um trabalho eficaz em equipe, toda a equipe deverá ser reconhecida e recompensada, não seus membros individuais. Isso também não exige necessariamente recompensas financeiras, pois sabemos que o aumento de salários e bônus tem uma meia vida muito curta.

Recompensas específicas, como maior reconhecimento da equipe, posicionamento competitivo e projetos mais interessantes e vitais, podem ser muito eficazes no longo prazo na criação de equipes altamente motivadas, com alto moral e coesão.

Essa abordagem da eficácia operacional deve permear toda a organização e todos os seus sistemas, estruturas e processos de suporte. Além disso, tem que haver consistência, congruência e coerência entre esses fatores da dinâmica organizacional.

Não é bom se as recompensas forem inconsistentes de um projeto ou equipe para o próximo, ou se eles não tiverem as ferramentas e os sistemas adequados para obter as tarefas e funções atribuídas.

A liderança estratégica preocupa-se com o propósito e as metas de longo prazo de uma organização, movimento ou instituição.

Um líder estratégico está tentando criar uma organização viável, capaz de funcionar em todas as circunstâncias, que seja resiliente e, melhor ainda, robusta diante de ameaças e obstáculos.

Os líderes estratégicos podem usar punições e recompensas transacionais para atingir seus objetivos organizacionais, mas geralmente tem apenas um efeito no curto prazo e podem até ser contraditórios no longo prazo.

É por isso que é bem mais eficaz e eficiente construir liderança estratégica com base em fatores transformacionais.

Por ter uma visão e missão convincentes, um líder estratégico atrairá as pessoas certas para a organização, comprometidas com seus objetivos e objetivos de longo prazo, proporcionando motivação diante de dificuldades e contratempos. Isso também fornece um ambiente estimulante e desafiador para as pessoas crescerem, liberando assim seus talentos e habilidades na consecução dos objetivos organizacionais.

Os membros da organização sabem que suas contribuições são valorizadas e que são uma parte essencial da equipe. Por acreditarem nos valores e no objetivo da organização e acreditarem que seus líderes tem seus melhores interesses no coração, estão dispostos a fazer sacrifícios pelo bem da instituição.

Enquanto um líder estratégico deve fornecer uma visão idealizada do futuro e da organização, não é necessário que ele seja altamente carismático. De fato, isso pode ser mais um fardo do que vale, pois todo mundo fica dependente da presença contínua do líder.

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*Fábio Lima* é consultor e mentor de empresários e executivos, especialista em gestão empresarial. CEO da LCC – Light Consulting e Coaching.

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