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Curiosidade Cobras

Cobras modernas evoluíram de sobreviventes de asteroide que dizimou dinossauros

Tudo aconteceu em apenas um momento evolutivo. Sessenta e seis milhões de anos atrás, um enorme asteroide surgiu em uma bola de fogo no seu caminho à atmosfera da Terra e aniquilou os dinossauros não-aviários.

15/09/2021 às 19h31
Por: Redação Fonte: https://universoracionalista.org/cobras-modernas-evoluiram-de-sobreviventes-de-asteroide-que-dizimou-dinossauros/
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Créditos: Chris Curry / Unsplash.
Créditos: Chris Curry / Unsplash.

Por Jacinta Bowler
Publicado na ScienceAlert

Os sobreviventes – mamíferos, sapos, répteis e outros – se espalharam, se diversificaram e se tornaram muitas das espécies que conhecemos hoje. Porém, uma nova pesquisa apontou o que as cobras estavam fazendo durante esse período, chamado de extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno (K-Pg). Agora, parece que apenas um punhado de cobras sobreviventes do asteroide evoluiu para todas as espécies de serpentes atuais. “É notável, porque não apenas elas sobreviveram a uma extinção que exterminou tantos outros animais, mas dentro de alguns milhões de anos elas inovaram, usando seus habitats de novas maneiras”, disse a autora principal e filogeneticista Catherine Klein, que realizou o trabalho enquanto estava na Universidade de Bath, no Reino Unido.

Houve um certo vaivém científico sobre quantos escamados – répteis como lagartos e cobras – foram afetados pela extinção em massa.

Originalmente, pensava-se que eles sofreram baixas mínimas, mas na América do Norte, particularmente, havia evidências de uma alta taxa de extinções de escamados na fronteira K-Pg.

“A história evolutiva das cobras através da fronteira K-Pg tem sido particularmente difícil de avaliar”, escreve a equipe em seu novo estudo.

A falta de fósseis de cobras primitivas significa que a análise genética evolutiva de cobras depende de um conjunto muito restrito de características. Isso pode resultar em padrões tendenciosos que podem não refletir sua verdadeira história genética, explicou a equipe.

Porém, ao combinar diferentes abordagens de modelagem envolvendo dados genéticos e amostragem de fósseis em diferentes períodos de tempo, os pesquisadores forneceram uma visão abrangente das cobras modernas. Então, o asteroide colidiu, os dinossauros pereceram e, de repente, havia muito mais espaço para se mover. Como as cobras se saíram?

A extinção de competidores (incluindo outras espécies de cobras) significou que os sobreviventes poderiam rastejar livremente e mover-se para novos nichos, novos habitats e até mesmo novos continentes.

“Nossa pesquisa sugere que a extinção agiu como uma forma de ‘destruição criativa’ – eliminando espécies antigas, permitiu que os sobreviventes explorassem as lacunas no ecossistema, experimentando novos estilos de vida e habitats”, disse um dos membros da equipe da Universidade de Bath, o pesquisador evolutivo Nick Longrich.

“Esta parece ser uma característica geral da evolução – são os períodos imediatamente após grandes extinções em que vemos a evolução no seu estado mais experimental e inovador. A destruição da biodiversidade abre espaço para que novas coisas surjam e colonizem novas massas de terra. No final das contas, a vida torna-se mais diversificada do que antes”.

Existiam cobras do cretáceo antes deste período – sabemos disso porque suas vértebras eram diferentes naquela época. Mas, quando essas cobras quase foram extintas, cobras modernas em todas as suas formas incríveis começaram a surgir após a destruição. Víboras e serpentes, arbóreas e cobras marinhas, jiboias e pítons – todos elas surgiram depois que o enorme asteroide de 10 quilômetros dizimou a Terra.

“A extinção em massa do Cretáceo-Paleógeno (K-Pg) causou a extinção de vários grupos de vertebrados e suas consequências viram a rápida diversificação dos mamíferos, pássaros, sapos e peixes teleósteos sobreviventes”, escreveu a equipe.

“Nossos resultados ajudam a corroborar o papel fundamental da extinção em massa do K-Pg na formação da biodiversidade de vertebrados que ocupa nosso planeta hoje”.

O estudo foi publicado na Nature Communications.

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