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Funarte 50 anos: Manaus sedia ato que projeta o futuro das artes

Ato público reuniu grupos históricos do país, lançou obras sobre preservação da cena e levou ao palco do Teatro Amazonas o premiado espetáculo Seba...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Amazonas
01/03/2026 às 16h25
Funarte 50 anos: Manaus sedia ato que projeta o futuro das artes
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Ato público reuniu grupos históricos do país, lançou obras sobre preservação da cena e levou ao palco do Teatro Amazonas o premiado espetáculo Sebastião

Manaus foi palco do segundo ato nacional de celebração pelos 50 anos da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no sábado (28/02). A programação, realizada no Centro Cultural Palácio da Justiça e no Teatro Amazonas, reuniu artistas, gestores e coletivos teatrais de diferentes regiões do país para refletir sobre memória, continuidade e futuro das políticas públicas para as artes no Brasil.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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FOTOS: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

A ação, que conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, integrou o marco comemorativo do cinquentenário da instituição, vinculada ao Ministério da Cultura, e reafirmou o papel da Funarte como articuladora de redes, fomentadora de iniciativas e guardiã das múltiplas expressões artísticas brasileiras.

“Seguiremos neste marco celebrativo de 50 anos ao lado de artistas, gestores e instituições, afirmando as artes como um ativo de direitos, liberdades e emancipação. A Funarte retomada é parte da construção do Brasil das Artes, com a missão de ampliar o acesso e fortalecer a participação social”, destacou a presidenta da Funarte, Maria Marighella.

A programação da tarde teve como eixo central a preservação da memória dos grupos teatrais brasileiros, apontada como prioridade no Encontro Nacional de Políticas para o Teatro realizado em 2025.

Durante a abertura, o gestor cultural Márcio Braz apresentou um dos próximos passos institucionais: o mapeamento nacional de grupos de teatro de ação continuada, que será realizado por meio da plataforma Rede das Artes.

“Vamos iniciar uma convocatória nacional para que coletivos compartilhem seus dados. Sabemos que somos muitos, movimentamos a economia, empregamos pessoas e estamos em todo o Brasil, mas isso precisa se tornar visível. A política pública precisa desses números para se sustentar”, explicou o gestor.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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FOTOS: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Na sequência, a roda de conversa “Grupos, Memória e Acervos do Teatro Brasileiro” reuniu representantes de coletivos históricos como: Grupo Galpão (MG); Bando de Teatro Olodum (BA); Cia Vitória Régia (AM); Grupo Imbuaça (SE); Tá na Rua (RJ); Teatro Experimental de Alta Floresta (MT); Ói Nóis Aqui Traveiz (RS).

A atriz Rosa Malagueta destacou a importância simbólica da realização do evento na região Norte. “Fazer parte dessa história com tantos artistas reunidos é muito bacana. Saber que a Funarte veio celebrar esses 50 anos na Amazônia, em Manaus, é muito prazeroso. Que venham mais 50 anos e que a gente continue fazendo cultura no Amazonas e no Brasil”, afirmou.

Lançamentos

Encerrando a programação no Palácio da Justiça, foi lançado o livro “Por um Museu de Memórias da Cena”, resultado da pesquisa da “Ói Nóis Aqui Traveiz” sobre acervos de grupos longevos do teatro brasileiro.

O autor Clóvis Dias Massa destacou o caráter provocativo da obra. “O teatro é efêmero, mas algumas materialidades ficam: figurinos, cenários e objetos. O livro propõe pensar como lidar com isso como acervo, como memória. É uma reflexão sobre como preservar a experiência teatral diante de um tempo que valoriza apenas o que é produto”, explicou.

Na ocasião, também foi lançada a edição nº 22 da revista Cavalo Louco, ampliando o debate sobre documentação e permanência das artes da cena.

No palco do Teatro Amazonas

À noite, a celebração seguiu no Teatro Amazonas com a apresentação do premiado espetáculo Sebastião, do Ateliê 23. Dirigida por Taciano Soares e Eric Lima, a montagem mergulha nas memórias do Bar Patrícia, primeiro reduto gay de Manaus na década de 1970, combinando relatos pessoais, números musicais e vivências LGBTQIAPN+, reafirmando o teatro como espaço de resistência e testemunho histórico.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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FOTOS: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Um passado que aponta para o futuro, Funarte

Instituída em 1975, a Funarte chega ao seu cinquentenário reafirmando a necessidade de políticas públicas estruturantes para as artes, entendidas como direito coletivo.

Ao reunir memória, escuta e produção artística em um mesmo ato, a celebração em Manaus não apenas revisitou trajetórias, mas projetou caminhos para a continuidade do teatro de grupo e para a consolidação de uma política cultural mais ampla, descentralizada e participativa no país.

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