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Uruguai anuncia medidas econômicas para combater coronavírus

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O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou um pacote de medidas para diminuir os impactos econômicos, sanitários e sociais decorrentes da pandemia do novo coronavírus. O país registra hoje (20), 94 casos de contaminação pelo Covid – 19.

O adiamento do pagamento de impostos, o aumento de linhas de crédito com juros baixos e a suspensão das aulas durante um mês são algumas das medidas adotadas.

Entre as medidas econômicas aplicadas, está a abertura de linhas de crédito com juros baixos no Banco República (banco estatal uruguaio), empréstimos para pequenas e médias empresas e adiamento dos pagamento de impostos e Previdência Social. 

Um regime especial de seguro-desemprego também foi flexibilizado para todos os setores. Esse seguro é para os funcionários que tiverem suas horas de atividade reduzidas pela metade. A empresa paga 50% do salário e o governo paga outros 25%. 

“O Banco República terá uma linha de crédito com condições flexíveis no valor total de 50 milhões de dólares e estamos trabalhando com organizações multilaterais de crédito para aumentá-la para 120 milhões de dólares”, disse a ministra da Economia, Azucena Arbeleche.

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Os bancos e administradores de crédito foram autorizados a adiarem as parcelas de empréstimos para pessoas físicas e jurídicas, medida que já começou a ser implementada. 

Lacalle Pou afirmou que “embora estejamos no meio desse processo e não possamos calcular quando ele terminará, entendemos que neste momento já existem danos econômicos”.

Saúde Pública

Na noite de ontem, milhares de uruguaios foram às janelas e varandas para aplaudir o trabalho dos profissionais da saúde, ato que também aconteceu no Brasil. 

Lacalle Pou afirmou que adere à manifestação em apoio a esses profissionais e agradeceu também o amplo trabalho desenvolvido por voluntários que prestam apoio e ajuda, principalmente, aos mais idosos. 

“Em gratidão às tarefas e ao esforço do pessoal de saúde, o governo adere (às manifestações)”, disse o mandatário, que pediu aos cidadãos que cumpram as medidas de isolamento. 

Suspensão das aulas

Na última sexta-feira, dia 13, após o anúncio dos primeiros casos confirmados pelo novo coronavírus, o governo anunciou a suspensão de todas as aulas, tanto de escolas públicas como privadas, por duas semanas. 

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Agora, o governo ampliou a suspensão por mais uma semana, até sexta-feira 3 de abril. No entanto, na prática os alunos ficarão um mês sem aulas, já que a semana seguinte é Semana Santa e, no Uruguai, não há aulas. 

Os alunos ficarão sem ir ao colégio do dia 13 de março ao dia 12 de abril, retomando os estudos no dia 13 de abril. Mesmo assim, Lacalle Pou ressaltou que o prazo de quarentena pode ser novamente alongado, se houver necessidade. 

“Eu não tenho bola de cristal. Acreditamos que essas são as medidas que nos ajudarão a sair dessa situação da melhor maneira possível. Se esse vírus se espalhar exponencialmente, certamente iremos informá-los de outras medidas”, afirmou o presidente uruguaio.

Edição: Valéria Aguiar

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OMS reconhece evidências sobre transmissão da covid-19 pelo ar

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu nessa terça-feira (7) “evidências emergentes” de transmissão pelo ar do novo coronavírus, depois que um grupo de cientistas cobrou do organismo a atualização de suas orientações sobre como a doença respiratória se espalha.

“Temos conversado sobre a possibilidade de transmissão pelo ar e transmissão por aerossol como uma das modalidades de transmissão da Ccvid-19”, disse Maria Van Kerkhove, principal autoridade técnica da OMS para a pandemia de Covid-19, em entrevista coletiva. 

A OMS havia dito anteriormente que o vírus que causa a doença respiratória se dissemina principalmente por meio de pequenas gotículas expelidas pelo nariz e pela boca de uma pessoa infectada, que logo caem no chão.

Em carta aberta, enviada à agência sediada em Genebra e publicada na segunda-feira (6) no periódico científico Clinical Infectious Diseases, 239 especialistas de 32 países indicaram indícios que, segundo eles, mostram que partículas flutuantes do vírus podem infectar pessoas que as inalam.

Como essas partículas menores que são exaladas podem permanecer no ar, os cientistas pediram à OMS que atualize suas diretrizes.

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Em entrevista em Genebra, Benedetta Allegranzi, principal autoridade técnica em prevenção e controle de infecções da OMS, disse que há evidências emergentes de transmissão do novo coronavírus pelo ar, mas que elas não são definitivas.

“A possibilidade de transmissão pelo ar em locais públicos – especialmente em condições muito específicas, locais cheios, fechados, mal ventilados que foram descritos – não pode ser descartada. Entretanto, os indícios precisam ser reunidos e interpretados, e continuamos a apoiar isso”, afirmou.

Qualquer alteração na avaliação de risco de transmissão pela OMS pode afetar seus conselhos atuais sobre manter o distanciamento físico de um metro. Governos, que contam com a agência para definir suas políticas de orientação, também podem precisar ajustar as medidas de saúde pública destinadas a conter a propagação do vírus.

Mais informações na Radioagência Nacional:

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