Política Nacional

Senadores se manifestam sobre anúncio de que Bolsonaro contraiu covid-19

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Senadores se manifestaram, nesta terça-feira (7), sobre a confirmação do presidente Jair Bolsonaro do seu teste positivo para o novo coronavírus. O exame foi feito na última segunda-feira (6) e seu resultado saiu no fim da manhã desta terça-feira. Nas manifestações, os senadores desejaram a recuperação do presidente. Vários deles também disseram esperar que Bolsonaro reflita sobre declarações passadas e reconheça a gravidade da pandemia de covid-19.

“Desejo pronta recuperação ao nosso presidente Jair Bolsonaro. Meus votos são para que se restabeleça em breve e possa continuar o grande trabalho que vem realizando no enfrentamento da pandemia e na retomada do crescimento”, disse, pelo Twitter, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Para o líder do PT, senador Rogério Carvalho (PT-SE), Bolsonaro demonstrou pouca empatia e pouco sentimento diante das vidas perdidas ao longo da pandemia. Ao desejar a recuperação ao presidente da República, o senador, que já teve covid-19, disse esperar que Bolsonaro entenda a gravidade da doença e trabalhe para evitar que mais mortes aconteçam no país.  

— Esperamos que a partir de agora o presidente possa ter o espírito de coordenar uma ação integrando governadores e prefeitos, e que a gente consiga mais rápido sair do sufoco, com uma ação coordenada por parte do governo central que, até agora, ficou muito fragmentada e gerou um tempo maior de pandemia no país, um maior número de casos e, inclusive, um maior número de mortos — disse Rogério durante a sessão deliberativa remota.

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (Cidadania-MA) também desejou a pronta recuperação de Bolsonaro, mas disse esperar que o presidente reflita. “Que aproveite este momento para refletir sobre seus posicionamentos em relação à covid-19. O diagnóstico do presidente revela a importância do isolamento e do uso de máscara, prevenções que ele se recusou a fazer”, apontou.

Na mesma linha, o líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), desejou que o presidente se recupere, mas destacou que suas ações são incompatíveis com as recomendações de saúde relacionadas à doença. “Bolsonaro promoveu aglomerações. Vetou a obrigatoriedade das máscaras. Minimizou os efeitos da covid-19 diante de mais de 65 mil mortos. Hoje, após o anúncio de seu teste positivo, tirou a máscara e expôs os jornalistas. De tão aliado do coronavírus, Bolsonaro e ele viraram um só”, lamentou.

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O líder do DEM no Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), lembrou das perdas que a pandemia tem provocado e prestou solidariedade ao presidente. “O mesmo sentimento tenho para com aqueles que sofrem com a doença, muitos próximos a mim. De fato, não tem sido fácil conviver com a pandemia. Mas tenhamos fé e disciplina”, escreveu o senador nas redes sociais.

Discurso

Filho do presidente, Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ) compartilhou pelo Twitter uma mensagem sobre as pessoas que desejam mal ao presidente. “Discurso de ódio é só o dos outros. Esse é ódio do bem, então pode”, diz a mensagem replicada pelo senador.

Humberto Costa (PT-PE) compartilhou outra notícia, sobre a afirmação do presidente de que parou de se sentir mal horas após tomar cloroquina. Para ele, Bolsonaro está usando a doença para promover o remédio. “Até na doença o presidente aproveita para fazer política, é triste. Bolsonaro não aprende”, lamentou

Rodrigo Cunha (PSDB-AL) afirmou que a notícia do exame positivo de Bolsonaro mostra que a doença não faz distinção. “Bolsonaro se soma a mais de 1,6 milhão de brasileiros infectados e é o quarto líder mundial a contrair a covid-19, demonstrando que a doença atinge a todos”, declarou Rodrigo, que desejou a recuperação do presidente e disse esperar que o governo amplie pelo tempo necessário medidas de apoio aos mais vulneráveis.

Em plenário, Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que as dificuldades sociais e a dor enfrentada pelos brasileiros é também a dor dos parlamentares. Ele lamentou as mortes de brasileiros por covid-19, estimadas em mais de 66 mil, e desejou a recuperação de Bolsonaro e dos que ainda lutam contra a doença.

— Espero, da mesma forma, que isso [a recuperação] aconteça com o presidente da República, Jair Bolsonaro. Que todos nós tenhamos a responsabilidade de entender que este é um momento difícil para todos e que todos devem ajudar de igual forma, como tem acontecido no Senado Federal e na Câmara dos Deputados — disse Otto.

Testes

Os senadores de Santa Catarina, que estiveram com o presidente nos últimos dias, informaram que farão testes para determinar se foram infectados e deram notícias sobre seu estado de saúde.

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Esperidião Amin (PP-SC) disse que não apresentou sintomas e que seguirá em isolamento. “Como todos sabem, no último sábado tivemos contato com o presidente Jair Bolsonaro. Diante disso, estamos seguindo o protocolo da Secretaria de Estado da Saúde”, informou pelas redes sociais.

Jorginho Mello (PL-SC) desejou o restabelecimento de Bolsonaro e agradeceu a preocupação das pessoas com a sua saúde. “Meus votos de pronto restabelecimento ao nosso presidente Jair Bolsonaro, que testou positivo pra covid-19. Aproveito para agradecer aos amigos pela preocupação também com a minha saúde. Informo que, apesar de assintomático, estou fazendo o teste”, ressaltou.

Dário Berger (MDB-SC) também afirmou que fará o teste.Diante da confirmação de que o presidente Jair Bolsonaro está infectado com o novo coronavírus, e como acompanhei sua visita recente a Santa Catarina, informo que também realizarei o teste nas próximas horas, por precaução, já que pertenço ao grupo de risco. Desejo rápida recuperação ao presidente”, disse pelo Twitter.

Coragem

Também pelas redes sociais, Vanderlan Cardoso (PSD-GO) citou frase do presidente, que disse que “soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde”. Ele disse estar em oração pela saúde de Bolsonaro e de todos os que estão com a doença.

Fabiano Contarato (Rede-ES) e Kátia Abreu (PP-TO) também se solidarizaram com o presidente. “Em razão das últimas informações, venho desejar que a saúde não falte ao presidente Jair Bolsonaro e a nenhum de nós, brasileiros”, publicou Kátia Abreu pelo Twitter.

Ao desejar a recuperação de Bolsonaro, Styvenson Valentim (Podemos-RN) disse esperar que ele “retome o comando da presidência da República” e conduza o Brasil com saúde.

Marcio Bittar (MDB-AC) lembrou dos desafios que o país ainda vai enfrentar. “Desejo o pleno restabelecimento do presidente Bolsonaro. Há muito por fazer na reconstrução do país. Que Deus o abençoe. Força Bolsonaro”, declarou.

Fernando Collor (Pros-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM) também publicaram mensagens em que desejam saúde ao presidente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Política Nacional

Senado rejeita veto à regulamentação da profissão de historiador

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Os senadores rejeitaram, em sessão remota nesta quarta-feira (12), o veto do Poder Executivo (VET 10/2020) à regulamentação da profissão de historiador: 68 senadores votaram pela rejeição do veto, enquanto um foi votou pela sua manutenção. Conforme acordo entre lideranças do Congresso e representantes do governo, a derrubada do veto será confirmada na Câmara dos Deputados.

A regulamentação da profissão de historiador estava prevista no Projeto de Lei do Senado (PLS) 368/2009, que teve como autor o senador Paulo Paim (PT-RS). Essa matéria recebeu alterações na Câmara e foi devolvida ao Senado na forma de um texto alternativo (SCD 3/2015), que acabou sendo aprovado pelos senadores no início deste ano.

Ao recomendar o veto, o Ministério da Economia e a Advocacia-Geral da União argumentaram que o projeto, ao disciplinar a profissão de historiador com a imposição de requisitos e condicionantes, restringe “o livre exercício profissional” e fere o princípio constitucional que determina ser livre “a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

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O projeto prevê o exercício da atividade de historiador a quem tem diploma de curso superior, mestrado ou doutorado em história, nacional ou estrangeiro com revalidação; a quem tem diploma de mestrado ou doutorado obtido em programa de pós-graduação reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com linha de pesquisa dedicada à história; e a profissionais diplomados em outras áreas que comprovem ter exercido a profissão de historiador por mais de cinco anos.

Paulo Paim destacou que o historiador atua além da área acadêmica e oferece seus serviços a outros setores, como turismo e artes. A regulamentação, segundo o senador, é uma forma de valorizar e reconhecer esses profissionais. Zenaide Maia (Pros-RN), que elogiou o acordo para a derrubada do veto, defendeu o trabalho dos historiadores e disse que reconhecer a profissão é motivo de orgulho.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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