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Senadores reagem a nota do ministro do GSI

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Senadores reagiram nesta sexta-feira (22) à nota oficial do ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Augusto Heleno, sobre o pedido de apreensão do telefone celular do presidente da República, Jair Bolsonaro, no âmbito do inquérito aberto após as denúncias do ex-ministro Sergio Moro. Na nota, Augusto Heleno, que é general da reserva, diz que o pedido é “inconcebível e inacreditável” e diz que a “tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

O pedido de apreensão do celular foi encaminhado pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, à Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliação. A solicitação foi apresentada por parlamentares e partidos da oposição em notícias-crime apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) relativas ao inquérito que apura suposta interferência do presidente na Polícia Federal

Para a maior parte dos senadores que se manifestaram, a nota soou como uma ameaça. “Não vamos aceitar ameaça alguma contra a democracia! O Sr. Augusto Heleno não só deve explicações, mas deve desculpas por ameaçar as instituições. Os motivos para impeachment desse governo absurdo só aumentam”, disse o líder da oposição, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pelo Twitter.  

Ele anunciou que apresentará representação contra o ministro do GSI por infringir a Lei de Segurança Nacional e cometer crime de responsabilidade. “Vamos apresentar representação contra Heleno. Esses ataques à nossa democracia não podem existir, muito menos se tornar rotina. Que o General responda no rigor da lei!”, declarou Randolfe.

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“Inspiração autoritária”

Para o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a nota pode ser uma tentativa de desviar o foco das denúncias. “É absolutamente inadequada, pois não cabe ao GSI mandar recados ameaçadores a autoridades em uma democracia, e inoportuna, pois parece uma tentativa inútil de desviar o foco das denúncias que pesam contra o presidente. Ninguém está acima da lei”, disse o senador pela rede social.

O seandor Jean Paul Prates (PT-RN) lembrou que o pedido ainda está em fase de avaliação. “A ameaça à ‘estabilidade nacional’ pelo ministro militar da segurança institucional sobre um pedido judicial ainda em fase de avaliação denota intempestiva aflição, negligência analítica e inspiração autoritária. Não há desequilíbrio institucional além do criado pela própria nota”.

Para o líder do PSB, senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), tom “ameaçador e intimidatório” do ministro do GSI realça o perfil autoritário do Governo. “O Presidente não se vê como passível a ser investigado quando há indícios de supostas práticas anti-republicanas”, apontou.

 O líder do PT, Rogério Carvalho (PT-SE), disse Pela rede social que o presidente da República não está acima da lei. “Cabe ao STF garantir o cumprimento da lei. Chega de ameaça à Democracia. Governo precisa focar em conter a pandemia, proteger a vida e evitar novas mortes”, disse.

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“Bravata”

Também por meio do Twitter, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) afirmou que nenhum poder deve ameaçar as instituições, muito menos por meio de um subordinado do chefe do Executivo. “O general Heleno deve estar sonhando achando que comanda a tropa. Chega de bravata e beligerância”, disse.

“Essa nota desesperada do general Heleno revela as faces autoritárias desse governo. Uma postura inadequada, um verdadeiro papel de ‘Xeleléu’. A ditadura não voltará. E logo esse governo sairá de cena pelo bem dos brasileiros” criticou o senador Humberto Costa (PT-PE), que questionou o que o presidente esconde no seu celular.

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) também considerou inadequada a nota do ministro do GSI.  Para ela, é muita “ousadia e pretensão” um ministro e general do Exército ameaçar a democracia. “Faça-me o favor, meu senhor”, repreendeu a senadora.  

“Agressão à privacidade”

Já o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) repetiu a fala do ministro do GSI. Também pelo Twitter, afirmou que o pedido de apreensão do celular é uma “agressão à privacidade do presidente da República” com “consequências imprevisíveis” e que o ministro Celso de Mello busca “minutos de holofote” no fim da carreira. “Avançar na privacidade do presidente Jair Bolsonaro é um ato insano e criminoso. Temos que reagir e fazer cumprir a Constituição. Chega”, disse Arolde.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Política Nacional

“Rajadão da Damares”: ministra canta paródia de Pabllo Vittar; assista

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Damares
Reprodução/Youtube

Com a técnica de “deepfake”, ministra aparece cantando paródia de música de Vittar

Um vídeo que utiliza a técnica de deepfake e mostra a ministra Damares Alves , responsável pela pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro, cantando uma paródia da música “Rajadão”, de Pabllo Vittar, está divertindo as pessoas nas redes sociais.

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Nas imagens, produzidas pelo jornalista Bruno Sartori, que já divulgou outros vídeos musicais envolvendo integrantes do atual governo, Damares aparece falando sobre as quedas nos outros ministérios e alertando o presidente sobre um “eunuco infiel”.

Além da ministra, a música traz participações do próprio Bolsonaro , dos ex-ministros Sérgio Moro , Nelson Teich , Luiz Henrique Mandetta , com trechos de falas reais, junto com atuações de dança de Damares, da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de Regina Duarte , ex-comandante da Secretaria de Cultura .

O que é o Deepfake?

Esta é uma tecnologia que usa inteligência artificial (IA) para criar vídeos falsos , mas bastante realistas, de pessoas fazendo coisas que elas nunca fizeram na vida real. Em sua maioria, colocam pessoas famosas em situações inusitadas, mas que podem ser usadas também para divulgar conteúdo pornográfico ou difamatório, como nas chamadas “fake news”.

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Os vídeos são criados da seguinte forma: o programado fornece milhares de fotos da pessoa que será utilizada e estas imagens são processadas por uma rede neural. A partir daí, o computador aprende como é a face deste indivíduo e suas características, e começa a “costurar” as imagens sobre o vídeo original, criando a ilusão de que o deepfake é verdadeiro.

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