Política Nacional

Senadores destacam trajetória de Paulo Paim em mais de 30 anos como parlamentar

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O senador Paulo Paim (PT-RS) recebeu homenagens de seus colegas durante a sessão deliberativa remota desta quinta-feira (4). Durante as votações, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) abriu um espaço em sua fala para destacar a atuação de Paim no Congresso. Para Jean Paul, o Legislativo brasileiro deve muito ao senador pelo Rio Grande do Sul, cuja trajetória “é suficiente para desmentir qualquer campanha de forças obscurantistas contra a representação popular”.

— Exercer um mandato ao lado de Paulo Paim é um privilégio para todos nós. E tenho certeza de que este é um sentimento partilhado por todos, não só por mim, que sou um senador estreante. Em 33 anos de mandato, Paim tem sido um exemplo de retidão e também de tenacidade. É um campeão das causas consideradas perdidas, mas que, com seu afinco e capacidade de diálogo, tornaram-se vitoriosas — afirmou Jean Paul.

Entre essas causas, ele lembrou o fim do voto secreto nas decisões do Congresso Nacional e o salário mínimo de pelo menos US$ 100. Para Jean Paul, várias das causas “perdidas” de Paim são hoje uma realidade e representam linhas divisórias da jornada civilizatória: o Estatuto do Idoso, o Estatuto da Igualdade Racial e as cotas raciais e para estudantes em instituições públicas.

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Emocionado, Paim agradeceu a homenagem do colega e disse que a fala de Jean Paul, ao apresentar uma retrospectiva de sua história, tem muito valor em tempos de agressão à comunidade negra.

— Nestes tempos, eu tenho homenageado as caminhadas que acontecem nos Estados Unidos de negros e brancos, exigindo paz, justiça, liberdade, respeito a todos os seres humanos — disse ele, que chamou o colega de “irmão”.

Manifestações

A fala de Paim foi uma referência aos protestos que têm tomado as ruas de várias cidades nos Estados Unidos há nove dias, devido à morte de George Floyd, homem negro de 46 anos. A onda de indignação começou após a divulgação de um vídeo que mostra um policial branco usando o joelho para asfixiá-lo durante vários minutos, enquanto Floyd dizia que não conseguia respirar.

Após a fala de Paim, Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou que, diante desses acontecimentos, não poderia deixar passar a oportunidade de juntar-se a Jean Paul Prates nas homenagens ao senador. Para Tasso, Paim é uma unanimidade no Senado e tem o respeito mesmo de quem discorda dele em alguns dos temas discutidos na Casa.

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— Eu mesmo, que já discordei dele em várias ocasiões, não deixo de respeitá-lo e admirá-lo. Justamente esse senador, que é essa unanimidade dentro do Senado há mais de trinta anos, por todas as legislaturas, é um negro. E é a referência dentro do Senado — lembrou Tasso, ao lamentar o “brutal assassinato” de Floyd.

Também se juntaram às homenagens os senadores Esperidião Amin (PP-SC), que elogiou o “conteúdo” do colega; Jaques Wagner (PT-BA), que disse considerar merecida a reverência; e Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), que classificou Paim como estimado, competente e combativo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Política Nacional

Desmatamento será tema de debate com Hamilton Mourão na terça-feira

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O Senado vai realizar na próxima terça-feira (14), a partir das 16h, audiência por videoconferência com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Ele vai debater as ações do governo federal para enfrentar o desmatamento na Amazônia, além de responder a questionamentos dos senadores.

O convite partiu da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que coordena a Frente Parlamentar Ambientalista no Senado. Ela quer que o governo explique o alto índice de desmatamento e os focos de incêndio na região. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as queimadas na Amazônia em junho atingiram o maior índice para o mês nos últimos 13 anos. A senadora acusa o Executivo de agir com “desleixo”.

— O Senado não pode silenciar num momento em que parte significativa do maior patrimônio natural do nosso país está sendo queimado – disse ela na última segunda-feira (6), ao defender a aprovação do seu requerimento para a audiência com o vice-presidente.

Mourão preside desde o início do ano o Conselho Nacional da Amazônia Legal, que é responsável pela gestão do Fundo Amazônia — que recebe investimentos de empresas e de outros países para ações de preservação da floresta.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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