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Relatório da Segurança Pública mostra redução de roubos no Paraná

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O número de roubos reduziu em 11,4% em todo o Estado durante o primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o Relatório Estatístico Criminal da Secretaria da Segurança Pública.

Houve registro de 11.091 ocorrências somando janeiro, fevereiro e março de 2020, contra 12.531 no mesmo intervalo de tempo do ano anterior. Foram 1.440 roubos a menos, resultando em uma redução média de 15 por dia em todo o Estado.

As modalidades de roubo analisadas seguiram a tendência de queda a nível estadual: roubos de veículos (-4,6%), ambiente público (-14%), residência (-7,6%) e comércio (-3%). “Sempre aplicamos nosso policiamento em todo o Estado e desenvolvemos diversas ações no sentido de fazer com que o cidadão paranaense se sinta seguro”, disse o secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.

“Estamos desenvolvendo constantemente atividades de combate à criminalidade nas regiões, de forma ostensiva e preventiva, além de um maior enfoque nas investigações para combater grupos criminosos”, destacou o secretário. “A intenção é sempre prestar o melhor serviço possível e assim ajudar a transformar o Paraná em um lugar melhor para se morar”, completou.

ÁREAS – As Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP), que mais tiveram queda nas ocorrências de roubo foram a de Laranjeiras do Sul (-42,4%), Francisco Beltrão (-27,4%), Toledo (-24,7%) e a de Maringá (-22,3%).

A 10º AISP de Francisco Beltrão também apresentou queda em todas as modalidades criminais de roubo: veículo (-77,7%), ambiente público (-16%), residência (-38,8%) e comércio (-10%).

CURITIBA – A queda no índice de roubos também ocorreu em Curitiba durante o primeiro trimestre do ano. Com redução de 12,25%, foram 624 ocorrências a menos nos três primeiros meses de 2020, resultando em uma média de seis ocorrências a menos por dia em toda a capital.

FURTOS – O número geral de furtos se manteve estável no período, com aumento de 0,1%. Foram registradas 39.593 ocorrências de janeiro a março de 2020, contra 39.545 do mesmo período do ano anterior. As modalidades do crime de furto analisadas apresentaram redução: residência (-16,16%), ambiente público (-12,4%), comércio (-5,7%) e veículos (-2,7%).

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RESIDÊNCIAS – O número de furtos a residências teve queda em vinte e duas das vinte e três Áreas Integradas de Segurança Pública. A região que não acompanhou a diminuição é a 16ª AISP de Paranavaí, que apontou aumento de 3,73% no número de ocorrências do crime.

 As regiões que mais tiveram queda foram: AISP de Campo Mourão (-44,2%), de Laranjeiras do Sul (-32,6%), Cascavel ( -31,2%), e a de Toledo (-28,5%).

As ocorrências de roubos a residências diminuíram em quinze, das vinte e três Áreas Integradas de Segurança Pública. Em todo o Paraná, a queda foi de 7,6%.

Dentre as maiores reduções, está a AISP de Cornélio Procópio (-43,4%), seguida pela de Francisco Beltrão (-38,8%), Laranjeiras do Sul (-33,3%) e pela de Toledo (-27,4%).

COMÉRCIO – A queda no índice criminal de roubo a comércio foi de 3% em todo o Paraná. A AISP de União da Vitória apresentou a maior redução do Estado (-87,5%). Também apresentaram expressivas reduções as AISP de Guarapuava (-74%), de Umuarama (-33,3%) e a de Maringá (- -34,6%).

A AISP de São José dos Pinhais, que abrange 22 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, também teve diminuição (-23,7%). Foram 88 roubos a comércio a menos durante o período: 371 no primeiro trimestre de 2019 e 283 nos três primeiros meses deste ano.

“A polícia tem se adequado a uma nova forma de atuação, de combate a esse tipo de crime, uma vez que parte do comércio está fechada devido à pandemia do coronavírus no Estado”, diz o secretário Romulo Marinho Soares.

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 Os furtos a comércio também apresentaram queda de 5,7% no trimestre em todo o Estado. Quinze, das vinte e três Áreas Integradas de Segurança Pública registraram redução nas ocorrências.

A AISP de Laranjeiras do Sul teve a maior redução do Paraná (-59%), seguida pela de União da Vitória (-32%) e de Paranaguá (-25%).

Curitiba, também teve queda nas ocorrências de furto a comércio. De janeiro a março deste ano foram 80 ocorrências a menos do crime (de 1.074 no primeiro trimestre de 2019, para 994 no mesmo período deste ano

VEÍCULOS – Furtos de veículos reduziram em 2,6% e os roubos em 4,6%. Foram 107 furtos e 69 roubos a veículos a menos no período de janeiro a março de 2020 comparado com o mesmo intervalo de tempo de 2019.

Na AISP de Toledo a queda de roubos a veículos foi de 44,7% (67 em 2019 e 37 em 2020), e a de Laranjeiras do Sul teve  redução de 40%: cinco roubos no ano anterior e três neste ano. A AISP de Pato Branco teve queda de 35,7% (de 14 no ano passado para 9 neste ano).

 Já em relação aos furtos de veículos, na AISP de Campo Mourão a queda foi de 29,3% (150 no trimestre em 2019 e 106 no mesmo período deste ano). Na 5ª AISP de São Mateus do Sul a redução nos furtos de veículos foi de 24% (29 em 2019 e 22 em 2020).

Mais informações estão disponibilizadas no Relatório Estatístico Criminal, no site da Secretaria da Segurança Pública. O relatório pode ser acessado AQUI

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Compras do Governo garantem renda às famílias, afirmam agricultoras

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A agricultora Eliane Teresinha de Abreu Silva até deixa a timidez de lado e os afazeres na cozinha, com a polenta e o frango caipira que cheiram de longe, para destacar a ação do Governo do Estado. Ela é uma das tantas pequenas produtoras de Chopinzinho, na Região Sudoeste, entusiasta da manutenção da compra da merenda escolar, mesmo com a suspensão das aulas presenciais da rede pública de ensino, por causa da pandemia de coronavírus.

Eliane conta que está sobrevivendo com as contas em dia graças ao programa estadual de compra de alimentos da agricultura familiar. Por decisão do governador Carlos Massa Ratinho Junior, mesmo com as escolas fechadas desde março, para evitar aglomerações e a circulação do vírus, os produtos são comprados e enviados quinzenalmente para as famílias de cerca de 230 mil estudantes do Paraná. São entregues nos centros de educação junto com o Programa Leite das Crianças e kits para famílias vulneráveis.

E é justamente o fornecimento de pão, bolo, bolacha, mandioca e morango que está garantindo emprego e renda na pequena propriedade da Eliane. “É essa iniciativa do Governo do Estado que está segurando o pequeno agricultor. Um programa ótimo, uma ajuda para todos nós da região”, destaca.

Segundo a agricultora, a parceria comercial com o Poder Público possibilita amenizar outra baixa no orçamento. Ela conta que, apesar de o leite ter ficado mais caro nos mercados durante a pandemia, o lucro de quem produz diminuiu. “Estamos no máximo empatando”, conta.

ASSOCIAÇÃO – Eliane integra a Associação de Mulheres Rurais (AMR) de Chopinzinho. Ali, 35 agricultoras de um total de 176 associadas fornecem algum tipo de alimento para a merenda escolar. Presidente da entidade, Evanir Acorsi produz e entrega diversos produtos panificados para reforçar a merenda.

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Ela faz coro com a colega de cooperativismo. “O que seria dos pequenos agricultores se o Governo tivesse parado de comprar os produtos da merenda? A maioria das pessoas aqui sobrevive disso. Só podemos agradecer, agradecer muito”, destaca.

Marli Batisttuz é encarregada de fornecer polpas de fruta e doces em calda para os alunos. Por meio da AMR, ela concentra a produção de outras associadas e encaminha às escolas. “Sobrevivemos dessa venda. Sem a entrega não sei o que seria dos pequenos produtores rurais”, diz.

AMPLIAÇÃO – Também por determinação do governador Ratinho Junior a compra de alimentos da agricultura familiar foi inclusive ampliada durante a pandemia. O programa recebeu um aporte extra de R$ 20 milhões, acrescentando mais 3 mil famílias de agricultores, totalizando 25 mil produzindo em todo o Paraná.  

“Essa crise afetou muita gente humilde e não vamos admitir pessoas passando fome. O Paraná vem respondendo à crise com planejamento, olhando efetivamente para quem mais precisa”, ressalta Ratinho Junior. “Com a manutenção da merenda escolar, ajudamos os pequenos agricultores do Estado e também levamos alimentos de qualidade para a mesa das famílias mais carentes”, acrescenta.

PRODUTOS – Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara explica que a compra é feita através de 179 associações e cooperativas de pequenos agricultores. São entregues para as famílias frutas, verduras, legumes, hortaliças, temperos, panificados, sucos, entre outros itens. O investimento é estimado em R$ 86 milhões.

Além disso, o kit padronizado é composto também por um pacote de 5kg de arroz, dois pacotes de 1 kg de feijão, dois pacotes de 1 kg de farinha milho, quatro pacotes 500g de macarrão espaguete, uma unidade de 900 ml óleo de soja e três unidades de 340 g molho de tomate pronto.

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“Em março, logo no começo da pandemia, decidimos que não iríamos suspender a compra. É uma importante ferramenta para manter o campo produzindo. É tarefa do Estado dar amparo às famílias mais vulneráveis e é isso que estamos fazendo com mais este programa”, ressalta Ortigara.

COMPRA DIRETA – Outro projeto do Governo do Estado tem impacto direto na vida dos pequenos agricultores. Lançado no mês passado, o programa Compra Direta Paraná vai fornecer alimentos a 907 entidades sociais.

Os alimentos repassados pelo programa serão fornecidos por 148 associações e cooperativas da agricultura familiar que se credenciaram por meio de edital de chamada pública. Ao todo, 12,5 mil agricultores estão envolvidos.

O governo estadual destinou R$ 20 milhões para o Compra Direta, recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). Entre as entidades beneficiadas estão Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que poderão distribuir cestas básicas diretamente à população vulnerável.

O restante é formado por hospitais filantrópicos; unidades de acolhimento para crianças, adolescentes, mulheres vítimas de violência e idosos; unidades terapêuticas; instituições de atendimento a indivíduos em situação de rua; casas de passagem; restaurantes populares; cozinhas comunitárias; bancos de alimentos e similares.

“São aproximadamente 500 mil pessoas beneficiadas pelo programa. É um conjunto de ações do Estado visando apoiar a parte mais vulnerável de quem vive no campo”, afirma Ortigara.

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