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Publicado primeiro zoneamento agrícola para Sistema Agroflorestal

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Foram publicadas nesta terça-feira (12), no Diário Oficial da União, portarias com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para as culturas de milho e feijão 2ª safra. A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou também o primeiro Zarc que contempla, além do sistema convencional de cultivo, o Sistema Agroflorestal (SAF).

A cultura contemplada no estudo foi o cacau, que contou com avaliação de risco para implantação, produção do pomar e cultivo irrigado. O estudo foi realizado pela Embrapa e contou com a parceria da Ceplac.

O Sistema Agroflorestal é reconhecidamente o modelo de exploração que mais se aproxima ecologicamente da floresta natural e é considerado como uma forma sustentável de utilização dos recursos naturais disponíveis. Dentre os benefícios dos SAFs, merecem destaque: recuperação de áreas degradadas, reflorestamento, aumento da capacidade produtiva do solo, conservação ambiental, redução do desmatamento e das queimadas ao tempo em que oferecem uma possibilidade de geração de renda. Esse modelo de cultivo permitiu, após uma cuidadosa avaliação por especialistas, a indicação do plantio em sistema SAF nas áreas de uso controlado, de acordo com as indicações do Zoneamento Ecológico-Econômico de cada estado.

Foram publicados o zoneamento do cacau para as seguintes unidades da Federação: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

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Os agricultores, a partir da publicação do Zarc do cacau, terão maior facilidade de acesso ao crédito e aos instrumentos de gestão de riscos ofertados pelo governo federal.

Feijão 2ª safra

Foram publicadas as portarias de zoneamento para o feijão 2ª safra para o Distrito Federal e os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Acre, Rondônia, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 Milho

A cultura do milho para Região Nordeste também foi destaque, com grande potencial para produção de grãos, principalmente milho e soja, a região denominada SEALBA, acrônimo para Sergipe, Alagoas e Bahia, teve o Zarc renovado para safra que será semeada em 2020, o que confirma a aprovação do Mapa e da Embrapa para essa importante área de produção. 

Para que serve o zoneamento?   

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos, a partir de uma metodologia validada pela Embrapa.

O sistema considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

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Os agricultores são obrigados a seguir as indicações do Zarc para contratar recursos do crédito rural, da agricultura familiar e do seguro rural. O zoneamento é constantemente atualizado. 

>> Confira aqui as portarias do Zarc

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Estados Unidos reabrem mercado para carne in natura do Brasil

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Serviço de Inspeção e Inocuidade Alimentar (FSIS) informaram nesta sexta-feira (21) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a abertura de mercado para carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos a partir de hoje.

“Hoje recebemos com muita satisfação uma notícia esperada há muito tempo: a reabertura do mercado de carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos. Uma notícia que esperávamos com ansiedade há algum tempo e que hoje eu tive a felicidade de receber. É uma ótima notícia, porque isso traz o reconhecimento da qualidade da carne brasileira por um mercado tão importante como o americano”, disse a ministra Tereza Cristina. 

O Brasil poderá começar a enviar produtos de carne bovina in natura derivados de animais abatidos a partir de hoje. No comunicado encaminhado ao Mapa, o FSIS disse que o Brasil corrigiu os problemas sistêmicos que levaram à suspensão e está restabelecendo a elegibilidade das exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos a partir de hoje. Além disso, o FSIS encerrará os casos pendentes de violação de pontos de entrada associado à suspensão de 2017.

Antes da primeira remessa, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa (Dipoa) deve enviar uma lista atualizada de estabelecimentos elegíveis certificados. 

As compras de cortes bovinos do Brasil foram suspensas pelos Estados Unidos em 2017, devido às reações (abcessos) provocadas no rebanho, pela vacina contra a febre aftosa.

Desde o início do ano passado, a ministra tem feito diversas reuniões com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, para tratar do assunto. Em junho de 2019, uma missão veterinária dos Estados Unidos esteve no Brasil para inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos. A missão retornou em janeiro deste ano. 

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