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Projeto do Corcovado homenageia comunicador da Rádio Nacional

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Em comemoração aos seus 135 anos, o Trem do Corcovado lançou hoje (4), no Rio de Janeiro, o Projeto Trem das Seis, com o objetivo de prestigiar personalidades que fazem parte da história do esporte e da cultura carioca.

Na primeira edição do evento, o projeto homenageia o radialista e historiador do segmento samba, Adelzon Alves, o amigo da madrugada, que apresenta o mesmo formato de programa há mais de 10 anos, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de meia-noite às três da madrugada. Em mais de 50 anos de carreira, Adelzon continua com o programa, sempre voltado aos artistas das escolas de samba e da música popular brasileira, muitos em início de carreira.

Desde o início de sua trajetória, aos 19 anos, o radialista prestigia a cultura brasileira. Em 1966, criou seu próprio programa o “Amigos da Madrugada” na Rádio Globo, que ia ao ar de meia-noite às quatro da manhã, onde interagia com artistas do morro como Cartola, Candeia, Nelson Cavaquinho, Dona Ivone Lara e outros compositores, como Paulinho da Viola e Martinho da Vila.

A maioria desses sambistas não tinha espaço no rádio e foram lançados por Adelzon Alves. Nos anos 60, os artistas não tinham acesso às mídias com facilidade. Os sambas eram lançados nas quadras das escolas de samba, em rodas de pagode. Adelzon trouxe os sambistas para as ondas do rádio e muitos ficaram consagrados mostrando suas obras para além dos morros e rodas de samba.

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Adelzon lançou e produziu artistas como Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Bezerra da Silva, Jackson do Pandeiro, entre outros. Hoje, as cantoras Graça Rangel do Salgueiro, Sáloa Farah, Dora Rosa e Ale Maria embarcaram no Trem das Seis para homenagear um dos maiores nomes do rádio brasileiro.

O presidente do Trem do Corcovado, Sávio Neves, autor do projeto Trem das Seis, Sávio Neves, falou dessa iniciativa que vai ocorrer a cada dois meses, trazendo figuras de destaque no futebol e no samba. “A nossa intenção é homenagear hoje essa trincheira da cultura que é Adelzon Alves. Uma pessoa do bem. O grande ícone que a gente quer homenagear em vida”, afirmou.

Adelzon Alves, disse que sugeriu a Sávio Neves, cantar o Corcovado. Ele gostou da ideia e lançou o Projeto Trem das Seis, o título é uma paródia a canção Trem das Onze, de Adoniran Barbosa.

A música de Tom Jobim e Nilton Mendonça, Corcovado composta no apartamento de Tom, de onde se avistava o Morro do Corcovado, serviu de inspiração para o projeto, cuja letra diz, em um trecho: Da janela vê-se o Corcovado/ O Redentor que lindo.

Adelzon falou da estreia do projeto e disse que a música está diretamente ligada ao turismo.

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“Sou um radialista ligado à música. E o samba é a música que mais projeta o Brasil no mundo, através dos desfiles das escolas de samba”. Adelzon também falou sobre o ambiente no alto do Corcovado. “Todo mundo que vem ao Rio quer ir ao Cristo Redentor. O Corcovado é a maior atração do Brasil no mundo. Todo mundo que vem ao Brasil, e passa pelo Rio de Janeiro, não deixa de dar uma chegada para pedir benção ao Cristo Redentor. E nós estamos aqui para cantar o Corcovado”, afirmou.

Edição: Maria Claudia
Fonte: EBC Geral
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Câmara discute ações de combate à covid-19 no sistema prisional

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A Câmara dos Deputados promoveu audiência hoje (4) para discutir as ações de prevenção e combate à pandemia do novo coronavírus no sistema prisional. Enquanto representantes dos Executivos federal e estaduais defenderam as iniciativas por eles realizadas, defensores públicos, juízes e peritos criticaram a assistência dada até o momento e defenderam mudança nas estratégias visando ampliar a proteção de presos e servidores dessas unidades.

O chefe da Assessoria de Assuntos Estratégicos do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça, Diego Mantovaneli do Monte, apresentou dados sobre a pandemia nesse segmento. Conforme informações atualizadas, houve desde o início da pandemia 80 mortes e 12.667 casos confirmados de covid-19 no sistema prisional brasileiro, restando ainda 3.331 casos suspeitos.

O representante do Ministério da Justiça argumentou que a taxa de infecção é de 1,69% entre presos, contra 1,31% na população. A taxa de letalidade (número de óbitos entre os casos confirmados) é de 0,63% nas cadeias, enquanto na população está em 3,44%. Já a taxa de mortalidade (soma de mortes pela covid-19 em relação ao total da população) é de 0,11 em presos, contra 0,45 na população.

“Comparando com outros países, o Brasil tem taxa de infecção parecida com Canadá e Colômbia, abaixo dos EUA. Já na taxa de mortalidade [óbitos em proporção à população] o país fica próximo da Argentina (0,12%) mas abaixo do Canadá (0,33%) e Estados Unidos (0,35%)”, comparou Diego do Monte.

Até o momento, acrescentou, 34.576 foram testados, o equivalente a 4% da população prisional. Entre os brasileiros, o índice é de 0,95%. Em relação à população de risco, há 31,7 mil ocorrências de comorbidades (o dado é por problema de saúde, mas não especifica quantas pessoas) e 10,2 mil idosos. Já a prisão domiciliar abarca 49,7% dos apenados.

Entre as ações de prevenção, o representante do Ministério da Justiça citou as medidas de prevenção e controle recomendadas pelo Ministério da Saúde, medidas progressivas de restrição de visitas, remoção e transporte de presos, priorização da população carcerária nas campanhas de vacinação para outras doenças e envio de insumos, como álcool em gel, máscaras e aventais.

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O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Justiça (Consej) e secretário de Justiça de Pernambuco, Pedro Eurico de Barros, elencou entre as providências a decisão conjunta após reunião entre estados e governo federal de fechamento das unidades, que classificou como “acertada”.

Sobre a testagem, reivindicou mais kits de exames de diagnóstico. “O Depen [Departamento Penitenciário Nacional] mandou testes rápidos. Foram importantes. A gente sabe que a pandemia não vai terminar hoje. Precisamos de teste para identificação real dos presos contaminados. Sabemos que o Depen está em negociação para essa liberação”, assinalou.

Sistema prisional

O juiz da Vara de Execuções Penais de Santa Catarina, João Marcos Buch, declarou que a pandemia aprofundou os problemas do sistema prisional, como a superlotação e a falta de condições aos presos e trabalhadores. Ele afirmou que há risco de um colapso do sistema. Ele alertou para os impactos negativos da proibição das visitas.

“Muito do sistema prisional é sustentado pelas famílias. Elas levam alimentação e produtos de higiene. Quando isso foi proibido, os presos começaram a passar fome, frio. Precisamos reavaliar as visitas. Temos que ter diálogo e isso só vai ocorrer se governo federal trouxer este diálogo”, enfatizou.

“Muitas unidades não possuem condições de promover alternativa à visita na modalidade virtual e muitas pessoas ficaram isoladas do mundo externo. Quando a unidade tem tecnologia, a família não tem condições de estabelecer essa visita”, acrescentou a coordenadora geral do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, Bárbara Suelen Coloniese.

A coordenadora de saúde e de tutela coletiva na Defensoria Pública Geral do Rio de Janeiro, Thaisa Guerreiro de Souza, relatou a realidade do seu estado, observando que diversas unidades prisionais não possuem médicos, o que dificulta o monitoramento adequado dos casos e a resposta em caso de agravamento dos casos de covid-19.

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“Só descobrimos se pessoa tem ou não covid-19 quando agrava, quando consegue internar, e muitos não conseguem. Além disso, a causa mortis nem sempre é computada, uma vez que muitas vezes a causa nem aparece na certidão. Não temos monitoramento, isolamento rápido, isso só faz com que a gente esteja agindo no escuro.”

Conversão de regimes

Uma das questões trazidas pelos deputados que participaram da audiência foi a recomendação 62 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que sugeriu a conversão para regime domiciliar de presos dentro do grupo de risco. O deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM) criticou a decisão. “A recomendação 62 foi muito danosa. No Amazonas, a Vara de Execução Penal liberou 185 presos de alta periculosidade”, comentou.

Já a deputada Natália Bonavides (PT-RN) defendeu a iniciativa e criticou o fato de juizados não estarem seguindo a recomendação. “Tenho uma preocupação com o não cumprimento da recomendação do CNJ. Não é possível que mantenhamos esse espaço como espaço maior de violação de direitos”, ponderou.   

O juiz auxiliar da Presidência e Coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, Luís Geraldo Santana Lanfredi, pontuou que a decisão visou proteger a vida e que a escalada de casos no sistema prisional teria impacto geral uma vez que contribuiria para pressionar o sistema de saúde.

“Diferentemente de algumas críticas de que pessoas estariam sendo soltas, houve cuidado de se enfatizar que as medidas devem levar em consideração o caso concreto, buscando a redução dos riscos em face do contexto local de disseminação do vírus. Não foi constatado aumento de riscos com as liberdades colocadas. Apenas a forma de cumprimento da pena foi alterada”, opinou.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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