Saúde

Prefeitura investiga suspeita de 2ª morte por contaminação de cerveja

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A Secretaria de Saúde de Pompéu (MG), a cerca de 170 quilômetros de Belo Horizonte, informou hoje (14) que uma mulher internada em um hospital da cidade com sintomas da síndrome neufroneural – que a Polícia Civil atribui ao consumo da cerveja pilsen Belorizontina, da Backer -, morreu no dia 28 dezembro.

A secretaria municipal trata o caso como mais uma ocorrência de intoxicação de consumidores da cerveja pela substância tóxica o dietilenoglicol, utilizada em sistemas de refrigeração devido a suas propriedades anticongelantes. A substância já foi encontrada em três lotes da cerveja Belorizontina.

Em nota, a secretaria municipal afirma que a mulher, cujo nome não foi divulgado, esteve em Belo Horizonte entre os dias 15 e 21 de dezembro. Segundo parentes da vítima, ela teria consumido a cerveja Belorizontina, da Backer, durante este período.

Se confirmado que a morte está associada à ingestão da cerveja, este será o segundo óbito decorrente da intoxicação pela bebida. Além disso, trata-se da segunda mulher a apresentar os sintomas da síndrome nefroneural – insuficiência renal aguda de evolução rápida (ou seja, que leva a pessoa a ser internada em até 72 horas após o surgimento dos primeiros sintomas) e alterações neurológicas centrais e periféricas que podem provocar paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, alteração sensório, paralisia, entre outros sintomas.

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Consultada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais afirma que ainda não foi oficialmente notificada da ocorrência. Por isso, segue contabilizando apenas uma morte entre os 17 casos de internação já notificados. A Secretaria de Saúde de Pompéu afirma que já notificou o caso ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-MG).

 Backer,cerveja artesanal, Belo Horizonte

Ministério da Agricultura determinou que a Backer retire de circulação todas as cervejas e chopes produzidos desde outubro de 2019 até o dia de ontem – Divulgação/Backer cervejaria

Cervejaria Backer

Desde que as suspeitas de contaminação das cervejas Belorizontina vieram a público, a cervejaria Backer afirma que não utiliza dietilenoglicol em sua fábrica. Em nota divulgada nesta segunda-feira (13), a Backer promete prestar a ajuda necessária aos pacientes e suas famílias.

“A empresa prestará o suporte necessário, mesmo antes de qualquer conclusão sobre o episódio. Desde já, se coloca à disposição para o que eles precisarem”, informa a cervejaria, que garantiu colaborar, “sem restrições”, com as investigações. A empresa também informou que está tomando as medidas necessárias à apuração do que aconteceu. “Na semana passada, solicitamos uma perícia independente e aguardamos pelos resultados.”

Ministério da Agricultura

Ontem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou que a Cervejaria Backer retire de circulação todas as suas cervejas e chopes produzidos desde outubro do ano passado até ontem (13). A suspensão da venda se manterá até que fique assegurado que os outros produtos da Backer não estão contaminados. “A medida é para preservar a saúde dos consumidores”, informou o ministério.

Investigação

A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese, nem mesmo a suspeita de que um ex-funcionário demitido pela Backer possa ter agido por vingança. “Não posso afirmar se foi uma sabotagem ou um erro. Ainda não é o momento da investigação para isso”, disse o delegado Flávio Grossi. “Hoje, o que afirmamos é que os elementos tóxicos encontrados nas garrafas [de cerveja], no sangue das vítimas e dentro das empresas [provém] de produtos em comum. Crime acreditamos que houve. Por isto instauramos um inquérito policial”, disse o delegado.

Edição: Denise Griesinger
Fonte: EBC Saúde
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Saúde

SP investiga histórico clínico de 2 jovens que morreram por covid-19

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A morte de dois jovens, um de 26 e outro de 33 anos, pelo novo coronavírus (covid-19) está sendo investigada em São Paulo para saber se eles tinham alguma comorbidade. A informação é da Secretaria da Saúde de São Paulo. Os dois jovens morreram neste domingo (29), na capital, e estão entre as 14 pessoas que morreram vítimas do covid-19 que foram contabilizadas hoje. Todos os óbitos ocorreram na rede privada de saúde.

Segundo balanço da secretaria, São Paulo somou 98 mortes por coronavírus. Entre os 14 óbitos contabilizados, além dos dois jovens, há um homem de 89 anos, que morava em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Os demais são todos da capital e tinham mais de 60 anos de idade. São Paulo tem, até o balanço divulgado na tarde de hoje, 1.451 casos confirmados para coronavírus.

Os últimos balanços divulgados pela Secretaria da Saúde ainda não contabilizaram a morte de um rapaz de 56 anos, estudante da Faculdade de Química da Universidade de São Paulo (USP), ocorrida nesse sábado (28). A morte foi confirmada em comunicado da USP, que informou que ele morreu no Hospital Universitário.

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Por meio de nota, a USP lamentou a morte: “A USP lamenta profundamente o ocorrido e informa que está tomando providências para identificar eventuais colegas, professores e funcionários que estiveram em contato com o aluno e orientá-los como proceder. As aulas de graduação e de pós-graduação da universidade estão suspensas desde o dia 17 de março e os estudantes estão em regime de aulas a distância”, diz o comunicado.

Prefeito de São Bernardo

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, que teve confirmado o diagnóstico para coronavírus na última quarta-feira (25), precisou ser internado hoje (29) em uma Unidade de Terapia Intensiva. Segundo comunicado, divulgado nas redes sociais do prefeito, ele não teve melhoras em seu quadro de saúde e hoje, após um médico passar em sua residência e ter constatada a oxigenação baixa no prefeito, decidiu encaminhá-lo ao Hospital São Luiz.

Edição: Aécio Amado

Fonte: EBC Saúde

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