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Ponte de Guaratuba é alternativa sustentável para trânsito no Litoral

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A construção de uma ponte ligando Matinhos a Guaratuba é a alternativa mais sustentável para suportar o volume de trânsito e dar mais segurança a quem circula entre as duas cidades. Um dos efeitos é a desativação das balsas utilizadas pela travessia, reduzindo riscos hoje existentes.

O secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, ressalta a necessidade de oferecer novas condições para o trânsito de cargas perigosas e ressalta que o sistema atual já oferece dois grandes impactos ambientais. “A emissão atmosférica da própria balsa e dos carros parados já gera um impacto. Outro problema é o risco de derramamento de combustível, que é maior conforme o tamanho das embarcações e o volume de trânsito pelo mar”, disse.

Nunes sustenta que a ponte pode evitar danos ambientais e que o trabalho de viabilização das obras une técnicos das secretarias estaduais do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (SEDEST) e da Infraestrutura e Logística (SEIL), que têm trabalhado fortemente para assegurar a construção da ponte com todos os cuidados necessários ao meio ambiente.

Com a finalização dos Estudos de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA), em 2019, foram propostas alternativas para o traçado da ponte. Segundo Márcio Nunes, o traçado deverá ser definido com base na alternativa que cause menos impacto ambiental, o que pode incluir, por exemplo, a construção de um túnel no trecho final.

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A extensão da ponte está estimada em pouco mais de 800 metros, com início na região da Prainha, no lado Norte da travessia, e término no lado Sul, na Praia de Caieiras, no perímetro urbano de Guaratuba. O túnel, com 260 metros de extensão, ligaria o trecho final até uma área próxima às instalações de manutenção do ferry-boat.

INTERESSE – O Governo do Estado publicou neste mês um novo aviso de Manifestação de Interesse, convocando empresas especializadas para a elaboração conjunta de novos estudos ambientais e do anteprojeto da Ponte de Guaratuba. O processo fica aberto até o próximo dia 23 de outubro.

Entre as exigências para participar do certame está a apresentação de uma relação de trabalhos similares já desenvolvidos. Os documentos devem ser entregues ao Departamento de Estrada de Rodagem (DER/PR), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, que está à frente do processo.

A opção por contratar um consórcio de empresas único para a elaboração dos estudos ambientais e dos projetos de engenharia garante maior entrosamento entre as diferentes equipes. O objetivo é de obter a melhor solução, tanto do ponto de vista ambiental, quanto técnico e econômico.

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O secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, diz que a construção da ponte na baía de Guaratuba é um importante marco para a modernização do Litoral paranaense. “Há décadas se discutia a construção da ponte, mas só agora estamos conseguindo avançar com esse empreendimento”, destacou.

VAZAMENTO – Na última quinta-feira, uma mancha, aparentemente de óleo diesel, foi vista na Baía de Guaratuba. Técnicos do Instituto Água e Terra (IAT) vistoriaram o local e informaram que o produto foi dispersado pela maré e que o incidente não ocasionou a mortandade de peixes e impactos significativos. Casos como este, contudo, podem apresentar maior gravidade.

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Consulta pública aprova modelo cívico-militar em 163 colégios

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O balanço parcial desta sexta-feira (30), quarto dia da consulta pública sobre a migração de escolas do sistema tradicional para o modelo cívico-militar, mostra que a alteração foi aprovada em 163 escolas onde o quórum de votação foi alcançado. Outras 54 escolas continuam a votação na manhã deste sábado (31) e também após o feriado.

A estimativa da equipe da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, que coordena a consulta, é que ainda na noite desta sexta-feira (30) mais 28 escolas, das 54 que ainda estão fazendo consulta, possam atingir o quórum. As demais terão um tempo maior para finalizar o processo na próxima semana.

O balanço divulgado no final da tarde aponta que mais de 72 mil pais, estudantes, funcionários de escola e professores já registraram a opinião sobre a proposta de alterar o modelo de escolas.

No total, 217 instituições de ensino, em 117 municípios do Paraná, estão com processo de consulta pública aberto para que a comunidade escolar vote.

A votação continua neste sábado, das 8 às 12 horas, nas escolas em que o quórum absoluto não tenha sido alcançado ainda. E retoma depois do feriado, com horário das 8h às 20h. O projeto, que criou o modelo Cívico-Militar e a consulta pública, permite a extensão da votação até atingir o quórum necessário.

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APROVAÇÃO – Para que a implementação seja efetivada, é preciso que mais de 50% das pessoas aptas a votar na escola participem da consulta e que a maioria simples dos votantes (50% e mais um voto) seja favorável ao programa — o maior do país na área, com investimento de cerca de R$ 80 milhões, direcionado a 129 mil alunos. Nos colégios onde a migração for aprovada, haverá implementação da modalidade cívico-militar em 2021.

As escolas contarão com aulas adicionais de Português, Matemática e Civismo, permitindo aos estudantes que aprendam sobre leis, Constituição Federal, papel dos três poderes, ética, respeito e cidadania. No Ensino Médio, haverá, ainda, a adição da disciplina de Educação Financeira.

Além de questões curriculares, outra mudança trazida pela nova modalidade de ensino — que será aplicada em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio — é a gestão compartilhada entre civis e militares.

O diretor-geral e o diretor-auxiliar permanecem sendo civis e as aulas continuam sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto o diretor cívico-militar será responsável pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá, também, de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola.

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CONSULTA PÚBLICA — É necessário levar documento pessoal com foto para a votação, e recomenda-se que cada pessoa leve sua própria caneta. Pais ou responsáveis votam de acordo com o número de matriculados sob sua tutela na escola, ou seja, uma mãe com três filhos pode votar até três vezes.

Estão sob consulta da comunidade colégios em regiões com alto índice de vulnerabilidade social, baixos índices de fluxo e rendimento escolar, conforme a legislação aprovada pela Assembleia Legislativa.

As escolas também precisam estar em municípios com mais de dez mil habitantes e que tenham ao menos duas escolas estaduais na área urbana.

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