Estadual

Parques de montanha voltam a fechar a partir desta sexta-feira

Publicados

em


.

Os Parques Estaduais Pico Paraná, Pico do Marumbi, Serra da Baitaca e Ibicatu, na Região Metropolitana de Curitiba, voltam a ser fechados para visitação pública a partir desta sexta-feira (18), de acordo com a Portaria IAT nº 269/2020. A crise hídrica e os incêndios que ocorreram na última semana foram o principal motivo para o fechamento.

A decisão foi discutida pelo Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública, Corpo de Socorro das Montanhas, Federação Paranaense de Montanhismo (Fepam) e as prefeituras de Piraquara, Quatro Barras e de Campina Grande do Sul.

“A estiagem e os incêndios trazem riscos aos visitantes. Além disso, foi frequente o não cumprimento das regras dentro das Unidades de Conservação”, disse o diretor do Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.

Pessoas estavam entrando nos Parques por acessos privados. “Presenciamos acampamentos e fogueiras nesses lugares. Esta prática está proibida”, afirmou o coronel Adilson dos Santos, do Batalhão da Polícia Ambiental – Força Verde. “Este tipo de atividade aumenta os riscos de incêndios nas UCs”.

Leia Também:  Reservatório Passaúna é tema de conferência internacional

Mesmo após apagadas, as fogueiras acendidas clandestinamente mantêm o calor no local, tornando a área um potencial foco de incêndio. Com o tempo seco e os ventos, estes fogos se proliferam rapidamente, que dificultam o controle da queimada e prejudicam uma grande área de preservação ambiental.

A superlotação nos finais de semana, aglomeração nas filas, uso incorreto das máscaras e o descarte de lixo nas unidades também foram motivos para a decisão.

“Mesmo com a operação Serra do Mar, as pessoas insistiam em descumprir as regras”, afirmou o coronel Adilson dos Santos.

PENALIDADES – Visitantes que forem flagrados no interior desses Parques Estaduais estarão sujeitos a advertências e multa no valor mínimo de R$1.500, de acordo com o Decreto Federal nº 6.514/2008, Artigo 92.

Os proprietários de terrenos próximos às unidades que facilitarem ou induzirem o acesso de pessoas não autorizadas também receberão penalidades por crime ambiental.

FISCALIZAÇÃO – Para garantir o cumprimento da Portaria, oficiais do Batalhão de Polícia Ambiental e voluntários da Fepam fiscalizarão as áreas de proteção.

Leia Também:  Resolução determina proteção de peixes nativos

A medida é por tempo indeterminado. Será observado o comportamento das pessoas nesse período, assim como a situação da pandemia e estiagem.

O diretor-presidente do IAT, Everton Souza, afirma que é necessária maior conscientização por parte dos visitantes. “Muita gente que não está acostumada com as visitações em áreas de preservação natural tem frequentado os parques como forma de lazer durante a pandemia, mas é importante reforçar as medidas de segurança e de preservação ambiental para o bom funcionamento dos parques”.

OUTROS PARQUES – Os demais Parques Estaduais reabertos no dia 15 de agosto, pela portaria nº 223/2020, continuam em funcionamento. No entanto, os municípios que optarem por manter as UCs fechadas possuem autonomia garantida pelo Supremo Tribunal Federal para continuar com a suspensão.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Estadual

Resolução determina proteção de peixes nativos

Publicados

em

Por


Alguns peixes nativos das bacias hidrográficas do Paraná estão protegidos a partir desta segunda-feira (19). Não são permitidos a posse e o abate das principais espécies até 1º de novembro, quando tem início o defeso da piracema. Em caso de captura acidental das espécies protegidas, o peixe deve ser devolvido imediatamente ao rio.  

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado, através da Resolução 052/2020 da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo. O documento protege as espécies paty ou barbado chata (Pinirampus pirinampu), mandi-amarelo (Pimelodus maculatus), pintado (Pseudoplatystoma corruscans), mandi-prata (Iheringychtys labrosus), Piracanjuva (Brycon orbignyanus) e o Jaú (Zungaro zungaro).

O superintendente das Bacias Hidrográficas e Pesca da Secretaria, Francisco Caetano Martin, explica que a medida é necessária devido às condições climáticas atípicas atuais. “A falta de chuvas provocou a redução dos níveis dos rios do nosso Estado, em especial o Piquiri e o Ivaí, onde existe a maior reprodução de espécies nativas do Paraná”, afirmou.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS – O calor acima da média aguça os instintos de reprodução, mas, com nível dos rios abaixo da média, os peixes não têm estímulo para sua migração, condição essencial para que se reproduzam.

Leia Também:  Estado lança campanha contra violência infantil

O Instituto Água e Terra (IAT) monitora diariamente os níveis dos rios em 80 pontos das bacias hidrográficas do Paraná. Conforme balanço divulgado na semana passada, através do aplicativo Hidroinfoparaná, todos os rios estão com os níveis abaixo da média (Acesse AQUI).

PIRACEMA – O defeso da Piracema é decretado anualmente entre 1º de novembro e 28 de fevereiro do ano seguinte. No período, fica proibida a pesca de todas as espécies nativas em todas as bacias hidrográficas do Paraná. O objetivo é que as espécies reofílicas (migratórias) possam se reproduzir sem a intervenção da pesca. Para isso, o Paraná segue a Instrução Normativa n° 26/2009 do Ibama.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo