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Paranaguá faz manobra especial com navio de carga

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Pela primeira vez, um navio de veículos atraca no berço 213 do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Local preferencial para o carregamento dos grãos e farelos, foi preciso empenho de todos os envolvidos na operação para esta manobra. O resultado foi a otimização da ocupação do cais e mais agilidade no embarque dos carros.

Com 176 metros de comprimento, 11 andares de porão para carga e capacidade de carregar até quase 4 mil veículos, o navio General San Martin chegou nesta sexta-feira (31) por volta das 10h30. “Assim que chegou, já entrou para manobra no cais, sem espera”, disse Maurício do Carmo Alves, chefe da Divisão de Operações Portuárias da Portos do Paraná.

No porto paranaense, a embarcação carrega quase 1.900 carros das marcas Renault e Volkswagen. Segundo Alves, os ajustes para “encaixar” esse navio no local começaram a ser feitos já na quinta-feira (30). “Junto com o operador dos veículos, fomos até o local para fazer as medições. Tinha espaço para o navio, mas esse tipo de embarcação tem a rampa, por onde sobem e descem os veículos. Tínhamos que estar certos de que daria certo ali”, diz.

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Também foram envolvidos nessa operação especial a Divisão de Silos da Portos do Paraná, responsável pelas operações no Corredor. “No Corredor temos seis shiploaders e uma movimentação alta. Essa atracação só foi possível porque conversamos com os operadores dos granéis e aproveitamos que o berço está em manutenção”, explica Gilmar Francener, chefe da Disilos.

Segundo Francener, foi feito um estudo logístico e verificada a possibilidade de realocar os dois equipamentos para um dos lados do berço, deixando livre o outro lado para os carros entrarem no porão do navio. “Foi tudo muito rápido para atender essa exceção e dar agilidade”, acrescenta.

A empresa operadora da carga, a Marcon, comemorou a antecipação. Começando a carregar mais cedo, o navio também parte para o próximo porto mais cedo. A previsão é que o San Martin deixe Paranaguá na madrugada deste sábado (1º). Os carros embarcados aqui têm como destino a Argentina. Porém, antes de chegar ao país, a embarcação faz escala em Santos e no Rio de Janeiro.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
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Na Semana do meio Ambiente, Paraná lança o programa Voo Livre

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Na Semana Nacional do Meio Ambiente, o Governo do Paraná lança o Programa Voo Livre, de preservação da fauna silvestre. A ação é do Instituto Água e Terra, vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

Os proprietários de imóveis interessados em colaborar com a preservação da fauna silvestre vitimada já podem se cadastrar para as Áreas de Reabilitação de Animais Silvestres (ARAS) e Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) apreendidos no Estado do Paraná.

O chamamento destina-se a pessoas físicas ou jurídicas, que detenham a titularidade de imóveis localizados na zona urbana ou rural e tenham interesse em receber, reabilitar, tratar, soltar e monitorar espécimes da fauna silvestre nativa, provenientes de apreensões ou resgates realizados pelos órgãos ambientais e que estejam aptos a retornar à natureza.

ÁREAS ADEQUADAS – A iniciativa surgiu da necessidade de áreas adequadas à soltura de animais e também em atendimento às buscas por parte de pessoas sensíveis às demandas da fauna silvestre.

O programa vai permitir que o Instituto exerça maior controle sobre as espécies devolvidas aos seus habitats naturais e fazer o monitoramento das ações realizadas. A partir do cadastramento dessas áreas, biólogos e pesquisadores parceiros e do IAT poderão monitorar os aspectos relacionados com as espécies e o ambiente.

RECOMPOSIÇÃO E EQUILÍBRIO – O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, ressalta a importância do programa. “A iniciativa considera que a soltura de animais silvestres, de forma monitorada, é uma importante ferramenta na recomposição e equilíbrio destas áreas”, diz ele. “Um relevante mecanismo de controle e reabilitação do ecossistema que vem ao encontro dos objetivos desse governo de preservar o meio ambiente em harmonia com o desenvolvimento do Estado”, ressalta.

Para o presidente do IAT, Everton de Souza, o Programa Voo Livre é uma das muitas iniciativas que o órgão tem planejado para a gestão da fauna silvestre no Paraná. O programa cria o cadastro informatizado para as ARAS e para as ASAS, dando um caráter técnico-científico às solturas, o que beneficia os animais e os ambientes.

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“A fauna é uma prestadora de serviços ambientais e ecossistêmicos e as ações de soltura realizada de forma monitorada podem contribuir nestes processos. Até o momento, eram feitas sem condições técnicas de monitoramento e avaliação dessas áreas e dos animais. Com o programa, damos um importante passo para a preservação da fauna e de seus habitats”, explica.

INCENTIVOS – Os proprietários irão receber o selo Amigo da Fauna e o órgão estadual estuda as formas de inserir projetos específicos no programa de conversão de multas, por meio de futuros editais, de forma a apoiar a manutenção destas áreas.

A bióloga doutora em Conservação da Natureza e chefe do Setor de Fauna do Instituto Água e Terra, Paula Vidolin, considera que esse chamamento vai otimizar a gestão de reinserção da fauna vitimada na natureza. “Esses animais voltam para o local de onde nunca deveriam ter saído. É um projeto fundamental é necessário. Com ele teremos mais controle e direcionamento de nossas ações, com a possibilidade de monitoramento e avaliação constante”.

CADASTROS – Os interessados poderão fazer o cadastro para áreas de reabilitação (ARAS) e de soltura (ASAS). Deverão adequar-se à Resolução Conjunta Sedest/IAP nº 10/2019, que permite o cadastro dessas áreas, dispondo sobre conceitos, documentação necessária e instrução para a criação das mesmas.

ARAS – São áreas de reabilitação do animal antes de ser solto. O Estado tem profissionais parceiros, como biólogos e veterinários que possuem a técnicas de reabilitação, treinamento para voo, caça e recuperação de determinadas espécies. Estes profissionais ajudam de forma voluntaria o órgão ambiental e as ARAS é uma forma de reconhecer esses profissionais como parceiros.

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ASAS – São áreas de soltura que apresentam características ideais para receber os animais. Elas se dividem em duas categorias. Uma é destinada às espécies que podem ser imediatamente soltas e não precisam passar por aclimatação. Normalmente, é o animal que foi recém-tirado da natureza. São avaliados os critérios de asselvajamento e a sua possibilidade de adaptação imediata.

A segunda classe é destinada ao animal que necessita se aclimatar ao ambiente. A soltura precisa ser no meio da mata, com trilhas, por onde é ofertado o alimento por determinado período que vai sendo reduzido gradativamente.

As ARAS reabilitam, enquanto as ASAS recebem. Serão associadas aos Centros de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS) e aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), que manterão parcerias com instituições de ensino e pesquisas.

Será possível monitorar o ambiente, saber os impactos que a ação da soltura causou e avaliar a adaptação animal no local.

CRITERIOS – Para habilitação da propriedade será analisada a estrutura e funcionalidade do mosaico paisagístico onde a propriedade está inserida. Além disso, aspectos bio-ecológicos e sanitários dos animais também são critérios de avaliação.

Os interessados no cadastramento deverão adequar-se à Resolução Conjunta Sedest/IAP nº 10 de 15 de julho de 2019, que criou o cadastro destas áreas, dispondo sobre conceitos, documentação necessária e instrução para a criação das mesmas.

As solicitações podem ser realizadas através do link – Cadastro de Usuário Ambiental para solicitação de inserção no Programa Voo Livre – ARAS e ASAS.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

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