Política Estadual

Paraná vai punir com rigor aumento abusivo de preço durante calamidade pública

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O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) reafirmou nesta quinta-feira (6) que o Paraná vai proibir a participação nas licitações públicas de empresas que praticarem, em casos de calamidade pública, preços abusivos no fornecimento de insumos e equipamentos de proteção individual.

É o que dispõe o projeto de lei 214/2020 aprovado em dois turnos na Assembleia Legislativa do Paraná. A votação da redação final do texto está prevista para a próxima segunda-feira (10). Após isso, a proposta seguirá para a sanção ou veto do Poder Executivo.

Romanelli é um dos autores da proposta que altera a lei estadual 15.608/2007, que trata de normas e princípios da licitação e contratação no âmbito dos poderes públicos, com a inclusão do inciso IX ao artigo 156 da legislação.

O artigo em questão apresenta normas para incluir como inidôneo o fornecedor de compras públicas. Com a proposta em análise na Assembleia Legislativa, será impedido de participar de processos licitatórios do poder público àquele que “praticar, em casos de calamidade pública, preços abusivos no fornecimento de insumos e equipamentos de proteção individual”.

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“Não podemos permitir que em um momento crítico como o que vivemos por conta da pandemia, empresas ajam de má fé e aumentem os preços dos produtos, com o claro objetivo de obter lucro exorbitante, aproveitando-se da necessidade do consumidor”, disse o deputado.

Romanelli destaca que a proposta busca evitar a prática abusiva de aumento do preço de insumos e equipamentos individuais utilizados no combate à pandemia da covid-19, evitando os descasos cometidos por algumas empresas.

“É de conhecimento de todos que empresas aproveitam situações como as que estamos vivendo para aumentar o preço de produtos necessários para a segurança do consumidor. É uma prática lesiva e abusiva”, lamenta.

Além de Romanelli, a proposta é de autoria dos deputados Delegado Francischini (PSL), Soldado Adriano José (PV), Alexandre Amaro (Republicanos), Arílson Chiorato (PT), Emerson Bacil (PSL), Delegado Fernando Martins (PSL), Delegado Jacovós (PL), Luiz Fernando Guerra (PSL), Marcel Micheletto (PL), Soldado Fruet (Pros), Boca Aberta Jr. (Pros), Michele Caputo (PSDB), Nelson Luersen (PDT), Do Carmo (PSL), Ricardo Arruda (PSL) e Tercilio Turini (CDN).

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Política Estadual

Uso de plasma do sangue para combater coronavírus tem resultados positivos

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O uso do plasma (parte líquida do sangue) para combater o novo coronavírus tem dado resultados animadores no Paraná. O projeto-piloto desenvolvido pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) permite a utilização do líquido como procedimento experimental no combate ao vírus. O experimento consiste em utilizar o plasma convalescente coletado de pacientes que se recuperaram da doença e utilizar em novos infectados. “Os pacientes já estão recebendo estes plasmas e estamos tendo resultados positivos em relação a esta terapia”, revelou a chefe da Divisão de Hemoterapia do Hemepar, Renata Pavese, em entrevista ao programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia.

Segundo Renata, a injeção de plasma já com os anticorpos de quem se recuperou da infecção permite a criação de uma barreira protetora em quem recebe o sangue. O objetivo é evitar que a doença tenha um agravamento e, em muitos casos, a necessidade de uma transferência para unidade de terapia intensiva (UTI). “O plasma não oferece a cura, mas minimiza o agravamento. Evita que paciente vá para uma UTI, por exemplo”, explicou ela.

De acordo com o Hemepar, 40 pessoas já foram beneficiadas pela técnica, todos com um índice de 100% de reação positiva. “O plasma é a porção líquida do sangue, onde estão contidos anticorpos de pacientes já recuperados da covid-19. Ele é rico em anticorpos”, disse Renata Pavese.

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Os estudos começaram a ser desenvolvidos pelo Hemepar em março. Agora, uma campanha pretende angariar mais doadores. A intenção é conseguir de 10 a 15 doações por dia, em todas as 23 unidades que formam a rede do Hemepar no Estado. Os doadores de plasma têm de ter critérios específicos, além dos já exigidos para doadores normais de sangue, as pessoas devem ter entre 16 e 59 anos. Entre as mulheres, só podem doar as que não estiveram grávidas. Os doadores também não podem nunca ter se submetido à ventilação mecânica ou recebido transfusão de sangue na vida. Quem pretende doar plasma também deve levar impresso o exame positivo de covid-19. As doações têm de ocorrer a partir de 45 dias após o diagnóstico do coronavírus, com um prazo que não ultrapasse 180 dias.

Estoques baixos – Por causa do novo coronavírus, os estoques de sangue do Hemepar estão baixos. Por isso, Renata Pavese convida a todos para doarem. De acordo com ela, o Hemepar oferece um ambiente seguro para os doadores. “Não é necessário ter receio de vir doar sangue. O Hemepar está preparado, tomando todas as precauções necessárias”, explicou.

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Entre os cuidados, o local não permite a lotação das unidades, adota práticas de distanciamento, verifica a temperatura de todos, além de obrigar a utilização de máscara e de álcool gel. Também é realizada a desinfecção das bancadas entre uma doação e outra. “Lembrando que o banco de sangue é um local de pessoas sadias. Apenas pessoas sadias podem doar, mesmo assim estamos tomando as precauções. Todo processo leva entre 45 minutos a uma hora. O procedimento é tranquilo e seguro”, lembrou.

A seleção dos doadores de plasma é realizada presencialmente e os interessados devem fazer o agendamento pelo fone (41) 3281-4074, em Curitiba, ou nas unidades do Hemepar no interior do Estado. Já as doações de sangue podem ser feitas após o agendamento, no site www.saude.pr.gov.br/Pagina/Doacao-de-Sangue.

A íntegra do programa com a chefe da Divisão de Hemoterapia do Hemepar, Renata Pavese, pode ser assistida pela TV Assembleia, através da Claro/Net canal 16 e 10.2 em canal aberto e também no canal do Youtube nesta sexta-feira (25) a partir das 16 horas.

 

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