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Nova inteligência artificial consegue ler toda a internet e aprender com ela

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Inteligência artificial lê toda a web

A empresa americana Difbot criou uma inteligência artificial que aprende lendo todos as páginas públicas da web , em diferentes línguas. A IA analisa e extrai a maior quantidade de fatos possíveis desses locais, transformando os dados em pequenos parágrafos informativos.

A tecnologia funciona com a criação de uma rede interconectada e extensa de fatos, utilizando uma técnica conhecida como gráfico de conhecimento. A mesma base é empregada em pesquisas do Google para apresentar um pequeno resumo de informações sobre uma busca, em um quadro acima dos resultados encontrados pela ferramenta na web.

Mas, diferentemente do Google, que utiliza a técnica apenas em buscas populares, a Difbot quer que sua inteligência artificial aplique-a em tudo, criando o maior gráfico de conhecimento possível.

Para coletar fatos, a IA navega a web em uma versão “turbinada” do Chrome , categorizando as páginas que encontra com um algoritmo de reconhecimento de imagens. Então, ela identifica os elementos mais importantes dessas páginas, (manchete, autor ou a descrição e o preço de um produto, por exemplo) e utiliza o processamento de linguagem natural para extrair essas informações.

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O sistema da Difbot navega pela internet sem pausas e reconstrói seu gráfico de conhecimento de quatro em quatro dias, recolhendo cerca de 150 milhões de novos dados por mês. Com seus algoritmos de aprendizagem, a ferramenta conecta esses novos fatos com os antigos, aumentando sua rede de informações.

Snapchat e DuckDuck Go

A IA da Difbot rendeu à empresa cerca de 400 clientes. O Snapchat é um deles, utilizando a ferramenta para destacar manchetes em sites de notícia. A ferramenta de pesquisa DuckDuckGo também usa a plataforma, para ter caixas de informações semelhantes às do Google.

Até mesmo empresas como a Nike e a Adidas fazem uso do mecanismo, para encontrar de forma rápida páginas que comercializam produtos pirateados das marcas.

Por enquanto, os clientes da Difbot ainda precisam interagir com a inteligência artificial por meio de códigos. Mas a meta da companhia é criar uma interface para usuários, o que Mike Tung, CEO da empresa, chama de “sistema universal de respostas com factoides”. Apesar do nome, ele afirma que o objetivo não é tão pretensioso: “Nós não estamos tentando redefinir o que é inteligência. Só queremos construir algo útil”, disse.

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O jeito como você se mexe pode definir os anúncios que você recebe online

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Posição do celular pode fornecer dados importantes a empresas

O modo como empresas coletam seus dados na web para personalizar anúncios pode estar mudando. Google e Apple , por exemplo, têm unido esforços para uma abordagem mais sutil, também por isso os métodos atuais podem estar direcionados para uma mudança.

A nova estratégia deverá utilizar sensores já acoplados em smartphones para identificar a localização do usuário, tornando mais importante onde a pessoa se encontra do que o que ela está fazendo na web. Tal ferramenta poderá ser incorporada considerando a maior consciência por parte dos clientes de serviços digitais quanto a sua própria privacidade.

Para isto, empresas poderão usar os sensores que possibilitam acesso às bússolas diretamente no telefone, por exemplo. O componente também pode ser percebido na simples virada automática de tela quando se quer assistir a um filme na posição horizontal. O objetivo seria combinar o que já se sabe sobre o usuário com o que ele está fazendo fisicamente por meio destes sensores.

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Sen, um dos fundadores da Number Eight, startup de inteligência contextual do Reino Unido, afirma ao site Ars Technica que, desta forma, é possível saber se os donos dos celulares estão correndo ou sentados, perto de um parque ou museu, dirigindo ou andando de trem.

Já nesta linha, a Number Eight construiu uma tecnologia que coleta dados de viagens de passageiros do transporte público de Londres por meio de sensores. A ferramenta foi baseado na tarifa de ônibus e trens que varia de acordo com a distância percorrida pelo indivíduo. Com a ideia, foi possível cobrar a taxa de forma automática assim que alguém saia do trem ou do ônibus.

Comportamento físico

Outra possibilidade seria direcionar anúncios para smartphones cujos sensores indicam atividade no celular depois de horas de descanso, ou às pessoas que viajam de trem depois das 17 horas, por exemplo. Considerando os dados apresentados pelos sensores, seria possível elaborar um contexto sobre o comportamento físico do usuário em questão.

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“As marcas são obrigadas a repensar suas campanhas, que sempre foram: ‘Quero conhecer o indivíduo e saber suas preferências'”, disse Sen. “Você não precisa conhecer o indivíduo. Você só precisa saber se o seu produto ou serviço vai chegar ao público certo”, acrescentou.

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