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Geral Segurança pública

Pará: Policiais civis prendem homem acusado de desvio de dinheiro público

Equipe da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção prossegue as investigações em busca de outros envolvidos

07/04/2021 23h41
Por: Redação Fonte: Secom Pará
Foto: Reprodução/Secom Pará
Foto: Reprodução/Secom Pará

A Polícia Civil, por meio da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor), prendeu nesta quarta-feira (7) um homem por desvio de recursos públicos. De acordo com as investigações, o acusado criou, em 2011, uma associação denominada "Alvorecer da Esperança”, que seria um projeto educativo para ensinar moradores de uma ilha o potencial da colheita de açaí na região, o que nunca saiu do papel.

O acusado já prestou depoimento e foi clocado à disposição da Justiça
O acusado já prestou depoimento e foi clocado à disposição da Justiça - (Foto: Talison Lima / PCPA)
 

À época, a entidade recebeu o valor inicial de R$ 20 mil, por meio de convênio com a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). A Polícia Civil constatou ainda que uma igreja foi utilizada como sede da Associação, mas apenas como fachada.

De acordo com o diretor da Divisão de Combate à Corrupção de Recursos Públicos, delegado Vicente Leite, o crime foi comunicado à Polícia Civil em 2018, após constatação que nenhuma das iniciativas apresentadas pelo acusado foi executada. "Constatamos que o preso era o tesoureiro da quadrilha. Ele recebeu todo o dinheiro no caixa de uma agência bancária da capital. Ao constatar tal fato, representamos pela prisão preventiva dos suspeitos. Nós ainda estamos em diligência para prender os demais envolvidos, visto que já foram identificados", informou o delegado.

Delegado Vicente Leite, diretor da Divisão de Combate à Corrupção de Recursos Públicos
Delegado Vicente Leite, diretor da Divisão de Combate à Corrupção de Recursos Públicos - (Foto: Talison Lima / PCPA)

Repasses- Após a quebra do sigilo bancário e fiscal, foi constatado que a Associação recebeu outros repasses de recursos da administração pública, por meio de convênios com secretarias de Estado que não foram executados. O montante chega a R$ 500 mil. O crime ocorreu na gestão anterior, e segundo o inquérito policial não há envolvimento de funcionários públicos.

De acordo com o ordenamento jurídico, o crime de estelionato majorado, praticado na modalidade continuada, e os delitos de lavagem de dinheiro e associação criminosa, somam uma pena mínima de 15 anos. As investigações continuam, a fim de prender os demais integrantes da quadrilha.

O acusado foi encaminhado à Sede da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção, onde foi interrogado. Após o procedimento de exame de corpo de delito, ele foi transferido para o sistema penitenciário, onde está à disposição da Justiça.

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