Segunda, 18 de Janeiro de 2021
44 99157-4575
Anúncio
Dólar comercial R$ 5,3 0.009%
Euro R$ 6,41 +0.03%
Peso Argentino R$ 0,06 -0.14%
Bitcoin R$ 207.151,89 +1.876%
Bovespa 121.241,63 pontos +0.74%
Economia Plano

Plano para economia envolve aprovação de reformas, diz Funchal

Plano para economia envolve aprovação de reformas, diz Funchal

26/11/2020 18h50 Atualizada há 2 meses
0
Por: Redação
Plano para economia envolve aprovação de reformas, diz Funchal

O plano para conter a dívida pública e alavancar o crescimento da economia em 2021 envolve a aprovação, nas próximas semanas, de reformas paradas na Câmara e no Senado, disse hoje (26) o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal. Ele negou qualquer divergência entre o Ministério da Economia e o Banco Central (BC) e informou que o projeto fiscal existe e está em andamento.

Segundo Funchal, a equipe econômica trabalha para que o Senado aprove, após o segundo turno das eleições municipais, as propostas de emenda à Constituição emergencial (PEC) e do Pacto Federativo. A primeira PEC introduz gatilhos para segurar os gastos públicos quando a dívida pública atinge níveis altos. A segunda descentraliza recursos da União para estados e municípios.

Na Câmara dos Deputados, informou o secretário, o ministério trabalha para a aprovação do projeto de lei que libera o uso de dinheiro parado em fundos públicos para o pagamento de despesas. Funchal também citou o projeto que concede autonomia ao BC e liberaliza diversos marcos regulatórios.

Alinhamento

Em relação ao Banco Central, Funchal reiterou que o Ministério da Economia está "totalmente alinhado" com a autoridade monetária. "Todos fazem parte do mesmo governo", declarou Funchal em entrevista para explicar o déficit primário de R$ 3,56 bilhões em outubro.

Ontem (25), Campos Neto defendeu, em evento promovido por cooperativas de crédito, a necessidade de retomada das reformas estruturais e de um plano fiscal para controlar o crescimento da dívida pública depois do fim da pandemia de covid-19. Mais tarde, o ministro da Economia, Paulo Guedes, respondeu e disse que a equipe econômica já tem um plano e pediu que o presidente do BC apresentasse o seu, caso tivesse um.

Reformas

Em comunicado que analisa o déficit primário de outubro, o Tesouro Nacional voltou a pedir reformas fiscais para que os gastos com o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus não transbordem para 2021. Na avaliação do órgão, somente com a continuidade das reformas estruturais - administrativa, emergencial e do Pacto Federativo - o Brasil conseguirá crescer de forma sustentável e com juros baixos a partir do próximo ano.

"Somente desta forma, a retomada do crescimento observada neste segundo semestre de 2020 e esperada para 2021 poderá se traduzir em avanço sustentável para 2022 em diante, baseado nos investimentos privados, que são geradores de emprego e renda. Sem reformas estruturais e com desgaste das regras fiscais, o cenário é oposto a este, com alta do juro e baixo crescimento", ressaltou o texto.

Sem citar uma eventual extensão do auxílio emergencial para 2021, o comunicado reiterou que não existe espaço fiscal para medidas que criem brechas para furar o teto federal de gastos. "O país já parte de um endividamento elevado em relação aos seus pares. Não há espaço para medidas que dificultem o processo de consolidação fiscal e fragilizem a regra do teto de gastos", concluiu a nota do Tesouro.

Edição: Liliane Farias

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias