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Na estrada com "Illegal", Supla fala sobre política, maconha e briga com a mãe

Na estrada com "Illegal", Supla fala sobre política, maconha e briga com a mãe

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15/11/2019 às 10h37 Atualizada em 15/11/2019 às 13h37
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Detentor de estilo único e personalidade irreverente, Supla está viajando o mundo para divulgar seu último álbum, "Illegal", que além de grande apelo social, contempla 16 músicas que ele canta em três línguas - inglês, espanhol e português -, tudo isso com intuito de projetar na indústria fonográfica atual uma obra universal, ou seja, sem fronteiras.

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Divulgação
Supla

"É um álbum bem político em relação à imigração, canto em espanhol, português e inglês, e quando canto nesses três idiomas é justamente para dar a ideia de ‘sem barreiras’", declara Supla , que completa citando a música que dá nome ao projeto. "A mensagem é: Nenhum ser humano é ilegal, somos descendentes de algum ancestral".

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Com 35 anos de carreira, o Charada Brasileiro, como é conhecido, já cantou sobre muitos assuntos, questionado por quê resolveu abordar a imigração e a segregação, ele disserta. 

"É uma coisa que estamos vivendo, eu lembro que fiz a música [que dá nome ao álbum] quando fui a Los Angeles, eu precisava de uma semana para  sair do Brasil, ficar longe de tudo, fui simplesmente para descansar e fumar maconha", relembra. 

"Eu já tinha vários vistos de trabalho, aí o parça [autoridade da fronteira] me deu mó canseira, então falei: ‘Estou vindo gastar meu dinheiro nos EUA, você devia deixar eu entrar porque fiz tudo legalmente, não sou ilegal’, depois disso, eu cheguei onde estava hospedado e escrevi essa música Ilegal", continua o cantor. 

"Eu sei que é utópico mas deveria existir uma identidade que diz: ‘Você é um cidadão do mundo’, se têm uma coisa que Karl Marx fala, que vai para o socialismo, que ele têm em comum com o Paul Smith, que é do capitalismo, é a liberdade de ir e vir, até pelo fluxo do dinheiro mesmo, mas estamos vivendo tempos complicados", reflete o intérprete de Garota de Berlim, fazendo referência às dificuldades que imigrantes têm para atravessar fronteiras.

Ao falar sobre a turnê mundial, que já passou, inclusive, pelo Rebellion Festival, considerado o maior evento de punk do mundo, o artista descreve a rotina na estrada. 

"Eu sobrevivo muito de música e as turnês, geralmente, são de quinta, sexta, sábado e domingo, ou seja, todo final de semana tem que tocar. Ainda bem que eu gosto muito do que eu faço, acho que é por isso que estou aí até hoje", comenta.

Questionado sobre a diferença de tocar em  território nacional e no exterior, o artista não pestaneja. "A grande diferença é que eu sou famoso aqui, lá nos EUA e na Inglaterra não, é algo de muita batalha, para mim é muito legal tocar fora, é um desafio, ninguém sabe quem você é, dá um fogo no rabo. É um pinto duro mesmo, você vai que vai". 

Antes de tocar no maior festival de punk do mundo, o roqueiro lançou uma música, Hard Times , do projeto S&V, que mantém em parceria com a norte-americana Victoria Wells. 

A canção fala sobre união e amor incondicional, e é uma homenagem notável à progenitora do cantor, Marta Suplicy , senadora da república (MDB). Indagado sobre o motivo de enaltecer a mãe por meio de sua arte, ele demonstrou respeito e sensibilidade.

"Primeiro: eu nunca tinha homenageado ela em uma música, e segundo: eu fiquei meio brigado, não brigado… ela ficou meio chateada porque eu penso diferente em relação à política. Aí eu tive a infelicidade de dizer que meu pai era petista, minha mãe golpista e eu anarquista", relembra ele, que completa: "Então eu falei: ‘Você tem razão mãe, fui um idiota’. Tudo isso caiu na mídia, e ela ficou chateada comigo".

Continuando o assunto, o intérprete de Parça da Erva citou um trecho da música em homenagem à mãe e falou sobre a reação da mesma ao ver o projeto concluído. "Nosso amor é indestrutível, ela entendeu tudo e adorou a música". 

Ao olhar para as raízes do roqueiro, é fácil notar que ele cresceu em um antro familiar que emana política. Filho de Eduardo e Marta Suplicy, correligionários brasileiros de grande destaque, ele nega que tenha vontade de se candidatar algum dia e afirma que deveria concorrer apenas quem realmente têm interesse de ajudar ao povo.

"Estamos vivendo tempos difíceis. Eu poderia ter me candidato a muito tempo ou criar um canal no Youtube e dar minha opinião todos os dias, mas prefiro falar nas minhas músicas". 

Supla voando (mais) alto

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Supla

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Trabalhando no álbum " Illegal " desde 2018, Supla já têm planos para um sucessor. Misterioso, ele não revelou detalhes, mas o mesmo deve ficar para 2020 já que o roqueiro demonstra intenção de impulsionar mais músicas do atual trabalho. 

Fonte: IG GENTE
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