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Furna da Onça: Antes de operação ocorrer, MPF e PF já suspeitavam de vazamentos

Furna da Onça: Antes de operação ocorrer, MPF e PF já suspeitavam de vazamentos

Redação
Por: Redação
18/05/2020 às 19h45 Atualizada em 18/05/2020 às 22h45
Furna da Onça: Antes de operação ocorrer, MPF e PF já suspeitavam de vazamentos
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Agência Brasil
Abel Gomes, relator da operação, afirmou que sete dias antes da operação, no dia 1º de novembro, a PF o informou que "havia fortes indícios de vazamento"

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro e a Polícia Federal (PF) já tinham indícios do vazamento de informações sobre a Operação Furna da Onça para deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) antes mesmo da operação ser executada, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (18) pelo UOL .

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A operação ocorreu em 8 de novembro de 2018 e 22 pessoas foram presas, dez dessas eram deputados estaduais. Três desses deputados foram presos preventivamente, enquanto os outros foram presos temporariamente. Para que o MPF conseguisse autorização para as prisões preventivas, o órgão alegou que havia indícios de vazamento de informações aos investigados.

O argumento foi feito ao Tribunal Regional da 2ª Região (TRF-2). O MPF afirmou que "houve indícios de que alguns investigados tiveram acesso a informações da operação antes de ela ser deflagrada, o que provocou perdas no cumprimento dos mandados de busca e apreensão que eram considerados úteis para o melhor andamento das investigações".

Os desembargadores do TRF-2 concordou com a posição e permitiu as prisões preventivas. O relator da ação Abel Gomes afirmou que havia indícios documentais de que os deputados "tinham conhecimento prévio das ações policiais, não só se 'preparando', mas atuando para o impedimento da arrecadação, alteração ou destruição de elementos de convicção". 

Abel Gomes também afirmou que sete dias antes da operação, no dia 1º de novembro, a PF o informou "de que havia conversas entre deputados de que essas ações [operações] seriam executadas na Alerj" e que "havia fortes indícios de vazamento".

Leia também: Paulo Marinho diz ter provas do vazamento da PF para Flávio Bolsonaro

Essas informações se alinham com as divulgadas no último sábado (16) pelo empresário Paulo Marinho, presidente estadual do PSDB-RJ, de que houve o vazamentos de informações da PF para o então deputado estadual pelo Rio Flávio Bolsonaro.


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