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Harvard e MIT desenvolvem máscara que acende ao identificar novo coronavírus

Harvard e MIT desenvolvem máscara que acende ao identificar novo coronavírus

Redação
Por: Redação
14/05/2020 às 12h55 Atualizada em 14/05/2020 às 15h55
Harvard e MIT desenvolvem máscara que acende ao identificar novo coronavírus
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Olhar Digital

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Máscara se acenderia ao identificar o vírus


Cientistas da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts ( MIT ) trabalham em uma máscara de proteção diferente, que promete acender uma luz fluorescente se detectar que a pessoa está infectada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). O "teste" será feito sempre que o indivíduo tossir, espirrar ou respirar.

Para os pesquisadores, a criação de um dispositivo com essa tecnologia pode ajudar com o problema da falta de exames de detecção em vários países. Basta colocar a máscara sobre o rosto de um paciente com suspeita da doença para rapidamente descobrir se ele está infectado.

Segundo Jim Collins, do MIT , disse ao Business Insider, a "máscara poderá ser usada até em aeroportos, quando passamos pela segurança, ou enquanto esperamos para entrar em um avião. Podemos usá-la para ir trabalhar. Hospitais podem usar em pessoas que estão nas salas de espera, ou para avaliar quem está infectado".

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No entanto, Collins admite que o projeto ainda está "no começo", mas que já apresentou resultados bastante promissores. O foco do projeto é conseguir fazer com que os sensores encontrem partículas do vírus  em pequenas amostras de saliva. A expectativa do pesquisador e sua equipe é provar que o projeto funciona na prática em breve.

A tecnologia foi adaptada de um estudo já existente, feito pelo MIT em 2014. Na época, pesquisadores começaram a desenvolver um sensor que poderia detectar o vírus do ebola uma vez que ele estivesse congelado em papel. Com o passar dos anos, o dispositivo já era capaz de detectar SARS, sarampo, hepatite c, influenza, entre outras doenças.

Como funciona

Para serem ativados, os sensores precisam de duas coisas: umidade e conseguir encontrar a sequência genética do vírus. O primeiro requisito é facilmente adquirido na saliva quando alguém tossir dentro da máscara, por exemplo. Em seguida, esses resquícios serão congelados no tecido da proteção, fazendo com que seja possível analisar a presença do vírus.

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A análise pode levar de uma a três horas, mas isso é ínfimo se comparado a alguns testes que necessitam de, no mínimo, 24 horas ou mais para terem um resultado concreto. A criação também pode ser um trunfo quando se fala na detecção de pacientes assintomáticos, eliminando a utilização de termômetro para medir a temperatura e, consequentemente, saber quem pode ter o vírus, mas não apresenta sintomas.

No entanto, para que sejam viáveis a atendam à demanda durante a pandemia , as máscaras devem ser de baixo custo e com possibilidade de produção em massa. Porém, essas questões ainda podem demorar um pouco para serem discutidas, já que a tecnologia ainda está em fase inicial de testes.

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