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Universidade de Stanford consegue prever infecção viral através de smartwatch

Universidade de Stanford consegue prever infecção viral através de smartwatch

Redação
Por: Redação
16/04/2020 às 14h35 Atualizada em 16/04/2020 às 17h35
Universidade de Stanford consegue prever infecção viral através de smartwatch
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Unsplash/Luke Chesser
Smartwatches detectam informações importantes


Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford planeja identificar a presença de infecções virais em pessoas através de dispositivos vestíveis, como smartwatch e pulseiras inteligentes. O grupo fez uma parceria com a marca Fitbit , atualmente pertencente ao Google. 

Os pesquisadores estão desenvolvendo um algoritmo para identificar as infecções a partir dos dados obtidos através dos wearables , sobretudo os de frequência cardíaca. Assim, será possível detectar pessoas contaminadas antes mesmo que elas percebam ou apresentem sintomas, o que poderia diminuir o contágio. "Esses algoritmos podem ajudar as pessoas a determinar se devem ficar em casa caso seu corpo esteja lutando contra uma infecção", explica Michael Snyder, professor Faculdade de Medicina de Stanford e coordenador do projeto.

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A novidade pode ajudar não apenas durante a pandemia de Covid-19 , mas também para outras infecções virais já existentes ou que possam vir a surgir. "Os relógios inteligentes e outros dispositivos vestíveis fazem muitas e muitas medições por dia, pelo menos 250.000, o que os torna dispositivos de monitoramento tão poderosos", afirma o professor. "Meu laboratório deseja aproveitar esses dados e ver se conseguimos identificar quem está ficando doente o mais cedo possível - potencialmente antes que eles saibam que estão doentes".

Como funciona a tecnologia

O principal dado que os pesquisadores vão usar para identificar se as pessoas analisadas possuem alguma infecção viral é a frequência cardíaca. Um estudo anterior do mesmo grupo identificou padrões específicos de alteração da frequência cardíaca quando o corpo do paciente está lutando para combater um vírus, mesmo que não haja sintomas. 

Outros dados também serão combinados para criar o algoritmo , como temperatura da pele. Para que a pesquisa seja realizada, a Fitbit vai doar mil smartwatches para o grupo de pesquisa. Além disso, a empresa vai conscientizar seus usuários sobre o estudo, dando a eles a oportunidade de participar caso queiram.

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