Após mais de três meses do desaparecimento da aposentada Manoela da Silva, de 78 anos, em Campo Mourão, a família segue sem qualquer informação concreta sobre seu paradeiro. A angústia e a ausência de respostas marcam a rotina dos familiares desde 19 de janeiro, quando a idosa saiu de casa e não retornou.
Dona Manoela, como é conhecida, é negra, mede aproximadamente 1,60m de altura, tem cabelos castanhos e costuma usar óculos e lenço na cabeça. Informações que possam levar ao seu encontro devem ser comunicadas, de forma anônima, aos números 197 (Polícia Civil) ou 190 (Polícia Militar), ou ainda pelo telefone (44) 3518-5700. A família também disponibiliza contatos diretos: Camila Messias dos Santos, pelo (41) 99973-3410, e Maria das Graças, pelo (44) 99706-5979.
Procurada pela reportagem da TRIBUNA, a neta Camila Messias dos Santos relatou que as diligências se concentraram nos primeiros dez dias após o sumiço e, desde então, não houve progressos. “Já vai para quatro meses sem notícias. Estamos na luta e na apreensão porque não temos nada de novo”, desabafou.
De acordo com Camila, houve uma ampla mobilização inicial, com apoio de amigos, vizinhos, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Foram organizados mutirões e varreduras em diferentes pontos da cidade e da região. Passado esse período, a família ficou na dependência de novas pistas. “Depois, ficamos de mãos atadas, porque não sabíamos mais onde procurar. Estamos aguardando qualquer informação, mas até agora, nada”, afirmou.
À época do desaparecimento, a força-tarefa contou com buscas em áreas urbanas, rodovias e regiões de mata, além do emprego de cães farejadores e drones equipados com câmeras térmicas para reforçar o trabalho das equipes.
O desaparecimento
Dona Manoela foi vista pela última vez ao sair de casa, no Jardim Alvorada, por volta das 17h do dia 19 de janeiro. Imagens de câmeras de segurança sugeriram que ela poderia ter se dirigido a áreas próximas à rodovia PR-158 e a zonas rurais, o que motivou a ampliação das buscas.
Diagnosticada com Alzheimer — condição que eleva o risco de desorientação —, a idosa vestia shorts e blusa roxa no dia em que sumiu, além do característico lenço na cabeça e dos óculos.
Desde então, qualquer notícia é acompanhada com expectativa pela família. “Sempre que aparece alguma informação ou achado de corpo, a gente vai atrás para ver se é ela. Mas até agora nada foi confirmado”, contou a neta.
Segundo Camila, a Polícia Civil chegou a divulgar um cartaz de desaparecimento, porém nenhum novo dado relevante chegou ao conhecimento da família depois das primeiras semanas de investigação. “Mesmo sem respostas, ainda mantemos a esperança de encontrar minha avó”, ressaltou.