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Em Campo Mourão; Homem invade fórum, ameaça servidores e é preso por manter mulher em cárcere privado
A mulher contou que era mantida em cárcere privado pelo companheiro, sofria agressões diárias e tinha até os horários de alimentação controlados por ele
11/02/2026 12h25
Por: Redação Fonte: Tribuna do Interior
Imagem Ilustrativa

Uma cena de tensão e desespero marcou a manhã desta terça-feira (10) no Fórum de Justiça de Campo Mourão. Um homem de 33 anos foi preso pela Polícia Militar após invadir o prédio, ameaçar funcionários e provocar tumulto, tudo isso enquanto era alvo de uma denúncia da própria esposa por cárcere privado e agressões constantes.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Centro de Operações (COPOM) após vigilantes da 2ª Vara Criminal identificarem uma situação de grave risco. O suspeito, que já era alvo de investigações, tentava forçar a entrada em áreas restritas e desacatava servidores, gerando pânico entre quem circulava pelo fórum.

Ao chegarem ao local, os policiais se depararam com um homem em nítido estado de embriaguez, que se recusou a obedecer às ordens iniciais. Foi necessária intervenção tática para contê-lo. Durante a ocorrência, porém, os agentes fizeram uma descoberta estarrecedora: uma mulher de 38 anos estava escondida em um dos setores do fórum.

Visivelmente abalada e com marcas de violência pelo corpo, a vítima revelou aos policiais que via na ida ao Fórum, onde precisava assinar documentos, a única oportunidade de escapar do ciclo de agressões. Emocionada, ela contou que era mantida em cárcere privado pelo companheiro, sofria agressões diárias e tinha até os horários de alimentação controlados por ele.

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Os policiais constataram lesões recentes: cortes provocados por faca, hematomas no abdômen e no rosto, indicativos de socos e apertões. Diante da gravidade das acusações e das provas físicas, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 16ª Subdivisão Policial (SDP).

A vítima foi imediatamente acolhida e encaminhada à rede de proteção à mulher, onde passará por acompanhamento psicológico e social, conforme prevê a legislação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.