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Carreta da Mulher detecta alterações em 58 pacientes e Estado encaminha tratamentos

Iniciativa coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em parceria com o Gabinete da Primeira-dama e a Volkswagen do Brasil, no âmbito do...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
10/02/2026 às 12h10
Carreta da Mulher detecta alterações em 58 pacientes e Estado encaminha tratamentos
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Entre 16 de setembro e 12 de dezembro de 2025, a Carreta Saúde da Mulher atendeu 10.040 mulheres e realizou 19.852 consultas e exames, consolidando a iniciativa como uma ação fundamental para a saúde preventiva no Estado. Do total de procedimentos, 14.452 foram exames, incluindo mamografias, ultrassonografias e coletas de citopatológico. Desse universo, 58 mulheres apresentaram alterações que necessitaram de encaminhamento para exames complementares na rede de atenção especializada.

O sucesso da iniciativa vai garantir sua continuidade. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, confirmou que a estrutura se tornará permanente do Estado e novas ações serão desenvolvidas em 2026.

“Esse projeto inovador foi um sucesso. Agora, a carreta passará a ser patrimônio definitivo do Estado e seguirá percorrendo outras regiões, com equipamentos médicos de ponta à disposição da população paranaense”, afirmou o secretário. “Levar o atendimento para mais perto das mulheres que vivem em regiões mais distantes e regionalizar a saúde é um dos grandes objetivos da gestão”, complementou.

A Carreta Saúde da Mulher é uma iniciativa coordenada pela (Sesa), em parceria com o Gabinete da Primeira-Dama, Luciana Saito Massa, e a Volkswagen do Brasil, no âmbito do programa Paraná Competitivo.

DETECÇÃO E TRATAMENTO PRECOCE– Uma das atendidas pela carreta foi Lorete da Luz, de 53 anos, moradora de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba. Ela descobriu um câncer de mama justamente por conta dos exames realizados na unidade móvel. Hoje, em tratamento, ela é um exemplo de superação e da importância do diagnóstico precoce.

“Eu tinha a preocupação de um lado da mama, mas ao fazer o exame descobri o câncer do lado que não sentia nenhuma dor. Eu aconselho as mulheres a não terem medo de fazer o exame. Foi encontrado bem no início e se tivesse sido mais tarde teria mais consequências”, contou Lorete.

Ela destaca a agilidade de todo o processo, desde o exame na carreta até o início do tratamento. Ela realizou a cirurgia há pouco mais de um mês e aguarda o início da radioterapia. Lorete contou que, apesar do susto com o diagnóstico, o tratamento rápido foi fundamental.

“O atendimento foi surpreendente. Não tive tempo de pensar direito e as coisas foram acontecendo em poucos dias. Foi muito rápido, fui muito bem atendida e orientada. Só tenho a dizer que as mulheres precisam fazer o exame o quanto antes. Já fiz a cirurgia, tirei os pontos e continuo o tratamento para fazer a radioterapia”, relatou.

RESULTADOS– Segundo análise da Diretoria de Atenção e Vigilância da Sesa, os resultados da Carreta ficaram abaixo das estimativas de prevalência de alterações indicadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o que é um indicador positivo. Todas as mulheres com alteração no resultado de seus exames foram devidamente acompanhadas pelas equipes da Rede de Atenção à Saúde do Paraná.

No rastreamento do câncer de mama, foram realizadas 5.501 mamografias (4.844 de rastreamento e 657 diagnósticas), sendo 25,2% em mulheres de 40 a 49 anos, 74,3% em mulheres de 50 a 74 anos e 0,37% de outras faixas etárias.

Das mamografias de rastreamento, 10 mulheres apresentaram alterações que exigiram investigação adicional. Duas delas foram indicadas para análise histopatológica (biópsia) e as outras oito para ultrassonografias complementares. Conforme os parâmetros técnicos do INCA para o câncer de mama, o número de encaminhamentos para biópsias foi consideravelmente inferior ao estimado para a amostragem.

Dos 2.069 exames citopatológicos (Papanicolau) realizados, 20 mulheres, com idades entre 35 e 63 anos, tiveram alterações. Destas, oito receberam indicação para colposcopia. A análise da Sesa aponta que, com base nos parâmetros do INCA, a expectativa seria de 42 mulheres encaminhadas para o mesmo procedimento, mostrando um resultado significativamente menor que o esperado.

Além disso, foram identificadas alterações em seis ultrassonografias de tireoide, 17 de mama e cinco transvaginais.

A diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes, garantiu que todas as pacientes receberam assistência para diagnóstico complementar e início do tratamento. “Todas as 58 mulheres que tiveram alterações em seus exames estão sendo acompanhadas de perto pela Sesa e pelas secretarias municipais de saúde para garantir todo o suporte necessário, desde a investigação diagnóstica até o tratamento, caso seja confirmado”, afirmou.

ACOMPANHAMENTO E TRATAMENTO– De acordo com estimativas dos órgãos de saúde, o Paraná deve registrar 3.650 novos casos de câncer de mama e 790 casos de câncer do colo do útero em 2026, doenças que estão entre as principais causas de morte precoce de mulheres no Estado.

Para os casos em que o diagnóstico de câncer for confirmado, o tratamento é assegurado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve iniciar no prazo máximo de 60 dias.

O Paraná dispõe de uma rede de atenção oncológica estruturada, com 24 estabelecimentos habilitados em 15 cidades, preparados para oferecer atendimento especializado e integral, entre eles:

Hospital da Providência, em Apucarana

Hospital Norte Paranaense - Honpar, em Arapongas

Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul

Hospital São Lucas e Hospital do Rocio, em Campo Largo

Hospital Santa Casa de Campo Mourão

Uopeccan e Ceonc, em Cascavel

Hospital Evangélico Mackenzie, Hospital Erasto Gaertner, Hospital Santa Casa, Hospital São Vicente, Hospital de Clínicas, Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba

Hospital Deus Menino (antigo Ceonc), em Francisco Beltrão

Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu

Hospital São Vicente, em Guarapuava

Hospital Universitário de Londrina e Hospital do Câncer, em Londrina

Hospital Santa Rita e Hospital do Câncer, em Maringá

Santa Casa de Ponta Grossa

Uopeccan, em Umuarama

Hospital Policlínica, em Pato Branco

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