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100 anos: Hospital de Dermatologia do Paraná é referência em atendimento, ensino e pesquisa

Fundado em outubro de 1926, como Hospital São Roque, a unidade se dedicava a pacientes de hanseníase. Hoje, após investimentos do Estado, o HDSP é...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
30/01/2026 às 08h55
100 anos: Hospital de Dermatologia do Paraná é referência em atendimento, ensino e pesquisa
Foto: SESA

Com uma história rica, marcada por momentos significativos e que acompanhou a própria evolução da medicina no Estado, o Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSP) se prepara para completar sua trajetória centenária. Fundada em outubro de 1926, a instituição, que fica em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), é gerida pela Funeas e mantida pelo Governo do Estado, e se tornou um polo estratégico de formação profissional e atendimento humanizado, atendendo pacientes de todas as macrorregiões paranaenses.

O HDSP se destaca como referência regional, prestando serviços de alta complexidade pelo SUS em dermatologia, hanseníase, cirurgia vascular e tratamento de feridas complexas. Sua área de abrangência engloba 56 municípios das 1ª, 2ª, 3ª e 6ª Regionais de Saúde. Atualmente, o Hospital dispõe de uma equipe com 27 médicos especialistas, 12 residentes em dermatologia e um total de 210 colaboradores, incluindo a ampla equipe multiprofissional e setores de apoio. A instituição desempenha papel essencial no tratamento clínico e também na reabilitação e no apoio psicossocial dos pacientes de hanseníase.

Mais do que assistência, desde 2023 o hospital se consolidou como um centro de produção de conhecimento, promovendo um programa de residência médica em dermatologia autorizado pelo Ministério de Educação Cultura (MEC). São 3 anos de formação, totalizando 12 médicos residentes, o que resulta no fortalecimento da política estadual de qualificação e amplia a capacidade do SUS de ofertar atendimento especializado de ponta. A formatura da primeira turma está prevista para fevereiro deste ano.

“É o resultado de um trabalho contínuo, que atravessa gerações e acompanha a evolução das políticas públicas de saúde", afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. "Reconhecemos e agradecemos a todos os profissionais que ajudaram a construir essa trajetória. E o Governo do Estado segue investindo para fortalecer a unidade", destaca.

O secretário lembra que somente no último ano foram aplicados R$ 38,5 milhões no hospital, garantindo a manutenção dos serviços, a qualificação da assistência e a continuidade do atendimento à população. "Ao longo dos seus 100 anos, o Hospital de Dermatologia Sanitária reafirma o compromisso com a saúde pública, a dignidade humana e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde no Estado", enfatiza.

INVESTIMENTO - Em 2020, a Unidade iniciou um novo ciclo assistencial com um processo de reestruturação que alterou seu perfil, passou de internações para atendimentos ambulatoriais. A iniciativa, em desenvolvimento, contempla a implementação de um Ambulatório de Multiespecialidades (AME), um centro de diagnóstico, medicina hiperbárica e um hospital-dia para cirurgias eletivas. Com um investimento superior a R$ 38 milhões em reforma e adequação, a Unidade amplia sua capacidade de 28 para 54 consultórios e passa a contar com um centro cirúrgico com 2 salas, 12 leitos de hospital-dia, serviço de oxigenoterapia hiperbárica e o centro de diagnóstico.

CRESCIMENTO - Os investimentos seguem resultando em um aumento significativo nos atendimentos do Hospital entre 2021 e 2025. Segundo a diretora-geral da instituição, Maristela Zanella, houve um crescimento de cerca de 545% no total de atendimentos realizados no período. Em 2021, o hospital registrava aproximadamente 25.899 atendimentos anuais e, em 2025, esse número subiu para uma média de 167 mil atendimentos por ano - ou cerca de 13 mil atendimentos por mês.

O ambulatório de feridas é o maior do Estado do Paraná, são atendidos em média 120 pacientes por dia somente neste ambulatório, com equipe especializada em estomaterapia e utilização de coberturas especiais, com tecnologia assistiva que propicia alto grau de resolutividade no tratamento de lesões de difícil cicatrização.

"Descobri o câncer de pele e, seguindo a orientação médica, procurei um especialista em dermatologia. Desde então, passei por duas cirurgias para tratar a condição e atualmente sigo em tratamento contínuo aqui no Centro de Dermatologia. Estou muito satisfeita com o acompanhamento", disse Isabel, paciente da unidade. "Os atendimentos são ótimos, com profissionais atenciosos e qualificados, e tudo é muito organizado, desde a marcação de consultas até a realização dos procedimentos", elogiou.

UMA HISTÓRIA MARCANTE - A unidade, foi fundada em 20 de outubro de 1926, como Hospital São Roque e dedicada ao tratamento da lepra, como era conhecida a hanseníase. A instituição do Governo do Estado era administrada por uma congregação religiosa da ordem das irmãs franciscanas de São José.

Na época, o país enfrentava uma crise sanitária devido à falta de tratamento para a doença e as políticas de isolamento, como os hospitais colônias e leprosários.

Em razão do isolamento compulsório, como forma de conter o avanço da doença, o Hospital acompanhou as transformações nas políticas públicas de saúde e no conhecimento científico ao longo das décadas. A unidade chegou a abrigar 1300 pacientes simultaneamente e funcionava como uma espécie de cidade. No local, havia prefeito, igreja, cinema, correio, cemitério e até uma cadeia, assim como duas áreas de moradia.

O modelo de isolamento foi superado, dando lugar ao atendimento ambulatorial, à humanização do cuidado e a ações voltadas à redução do estigma associado à doença, em consonância com as diretrizes do SUS.

Em 1983, quando foram descobertos os mecanismos de controle e cura da hanseníase, a unidade passou a ser gerida pela Secretaria de Estado da Saúde, deixando de ser um hospital colônia e passando a se chamar Hospital de Dermatologia São Roque. Em 1990, recebeu o nome de Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSP).

JANEIRO ROXO- O trabalho da unidade é fundamental no enfrentamento da hanseníase, especialmente durante campanhas de conscientização como o Janeiro Roxo, mês dedicado ao tema, que busca comunicar a população sobre os sinais e sintomas da doença, incentivar o diagnóstico precoce e reforçar que a hanseníase tem cura, com tratamento gratuito disponível pelo SUS.

Em alusão ao Janeiro Roxo, o Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSP) promoveu uma série de ações estratégicas focadas em educação permanente, capacitação de profissionais e informação à população.

Na terça-feira, 27 de janeiro, a equipe do HDSP participou de um evento promovido pela 1ª Regional de Saúde em Pontal do Paraná. A capacitação reuniu cerca de 50 profissionais da atenção primária à saúde, incluindo médicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas e fisioterapeutas para aulas teóricas. Os temas abordados incluíram suspeição diagnóstica, avaliação neurológica simplificada, prevenção de incapacidades, tratamento das lesões hansênicas e os impactos da hanseníase sobre a saúde bucal.

Já na quarta-feira, 28, a unidade realizou internamente o "Pipocando Informação". Esta ação, que chegou à sua quarta edição anual, utilizou recursos criativos para informar pacientes e colaboradores sobre os primeiros sintomas da hanseníase, suas formas de transmissão e o acesso ao tratamento gratuito pelo SUS, reforçando a conscientização e o combate ao estigma da doença.

Para finalizar o calendário especial, nesta sexta-feira (30), o HDSP sedia uma capacitação global. A iniciativa faz parte do cronograma de educação permanente da unidade e envolverá colaboradores de todas as áreas, tanto de suporte quanto assistenciais. O treinamento intensivo tem como objetivo aprimorar os conhecimentos técnicos sobre a hanseníase, facilitando a suspeição e o diagnóstico precoce, além de ser um momento para celebrar e valorizar os cem anos de história do HDSP.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Com o tratamento adequado, é possível evitar sequelas e interromper a transmissão da doença.

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