Deivison Andrade de Lima, de 23 anos, morreu após ser linchado em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná. A agressão ocorreu em um caso de justiçamento por engano, motivado pela morte de outra pessoa.
De acordo com o delegado Luis Gustavo Timossi, a vítima foi atacada por familiares de Kelly Cristina Ferreira de Quadros, de 42 anos, que acreditavam, erroneamente, que Deivison era o autor do feminicídio ocorrido em 16 de janeiro. O corpo de Kelly havia sido encontrado em uma área de mata da cidade.
O linchamento aconteceu no dia 18 de janeiro. Deivison foi internado em estado grave, mas a polícia só tomou conhecimento do caso uma semana depois, em 25 de janeiro, quando a família do jovem decidiu registrar um boletim de ocorrência. No dia seguinte, 26 de janeiro, ele não resistiu aos ferimentos, após oito dias hospitalizado.
Entretanto, já no dia 19 de janeiro, um dia após o ataque a Deivison, a Polícia Civil havia identificado e prender o verdadeiro suspeito do crime. Um homem de 43 anos foi localizado com o auxílio de câmeras de monitoramento, que o mostraram caminhando com a vítima em direção ao local do crime. Ele inicialmente negou envolvimento, mas confessou o homicídio após ser confrontado com as evidências, alegando que o crime foi motivado por um desentendimento relacionado a drogas.
A investigação sobre o linchamento segue em andamento. Até a manhã desta quinta-feira (29), a Polícia Civil não havia confirmado a identidade de nenhum suspeito pela morte de Deivison. A corporação também informou que, embora o jovem tivesse passagens pela polícia, nenhuma delas estava relacionada à morte de Kelly Cristina.