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Saúde reforça importância da vacinação dos alunos antes do início das aulas
Período é propício para transmissão de doenças pelo aumento da circulação de viroses e retorno da convivência em ambientes fechados. São 11 vacina...
20/01/2026 11h50
Por: Redação Fonte: Secom Paraná

Com a proximidade do início do ano letivo, em fevereiro, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a importância de pais e responsáveis verificarem e atualizarem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. A recomendação ocorre a menos de 15 dias do retorno às aulas e tem como objetivo garantir a proteção dos estudantes e de toda a comunidade escolar do Paraná. O período de volta às atividades é marcado pelo aumento da circulação de viroses e pelo retorno da convivência em ambientes fechados, o que favorece a transmissão de doenças imunopreveníveis.

Ambientes escolares favorecem a circulação de agentes infecciosos como vírus respiratórios, causadores de doenças diarreicas, infecções pneumocócicas e até meningites. A vacinação em dia reduz significativamente o risco de surtos e contribui para a diminuição de faltas escolares, internações e complicações graves.

Atualmente, o Calendário Nacional de Vacinação contempla 11 vacinas destinadas a crianças e adolescentes, todas disponibilizadas gratuitamente nas salas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Paraná.

Além de uma medida de proteção individual, manter o esquema vacinal em dia representa um compromisso com o bem-estar coletivo e atende à Lei Estadual nº 19.534/2018 , regulamentada pela Instrução Normativa Conjunta nº 01/2018 – da secretaria estadual da Educação (Seed) e da Sesa. A normativa estabelece que alunos de até 18 anos devem apresentar, no ato da matrícula ou rematrícula, a declaração de atualização vacinal em todas as escolas do Paraná, públicas e particulares, que ofertem educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

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De acordo com o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o ambiente escolar é caracterizado pela intensa circulação de crianças, adolescentes e adultos, o que aumenta o risco de transmissão de doenças. “É fundamental que pais e responsáveis garantam que os estudantes retornem às aulas com a vacinação em dia. A imunização contribui para a redução de contaminações, prevenindo afastamentos, internações e complicações graves, além de proteger toda a comunidade escolar”, afirma.

PROTEÇÃO CONTÍNUA - A Sesa reforça, ainda, que ações de educação em saúde, voltadas à imunização, devem ser desenvolvidas pelas escolas em parceria com as secretarias municipais de saúde, ao longo de todo o ano, com intensificação no início do período letivo.

Entre os imunizantes ofertados estão:

Difteria, tétano e coqueluche (DTP) (4 anos)- reforço contra difteria, tétano e coqueluche

Varicela (4 anos)– previne catapora

Febre Amarela (4 anos)– previne febre amarela

Influenza (menores de 6 anos)- protege contra formas graves de influenza

Covid (menores de 5 anos considerando histórico vacinal)- protege contra formas graves de infecção por covid-19

HPV na rotina – (9 a 14 anos)- protege contra tipos de câncer e verrugas genitais

HPV resgate – (15 a 19 anos)- protege contra tipos de câncer e verrugas genitais

Meningocócica ACWY (11 a 14 anos)– protege contra meningites

Hepatite B (considera histórico vacinal)– protege contra doença viral que afeta o fígado

Tríplice Viral (considera histórico vacinal)– contra sarampo, caxumba e rubéola

Dupla Adulto (dT) (reforço a cada 10 anos)– reforço contra difteria, tétano e coqueluche

Dengue (10 a 14 anos)- protege contra formas graves de dengue.

Atenção especial aos adolescentes:

A partir da pré-adolescência, o calendário prevê vacinas específicas, como a do HPV e a meningocócica ACWY. A vacina contra o HPV, atualmente em dose única, apresenta boa adesão, e o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate para jovens de 15 a 19 anos que não receberam o imunizante na idade recomendada.

A vacinação contra a dengue também segue disponível para adolescentes dentro da faixa etária preconizada, reforçando a importância da segunda dose para garantir a eficácia do imunizante.