Após oito anos foragido e quase uma década à frente de uma das organizações criminosas mais violentas do interior paranaense, um dos criminosos mais procurados da região de Campo Mourão foi capturado em uma operação de alto impacto realizada nesta quarta-feira (14). A ação, fruto de uma investigação conjunta da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), localizou e prendeu o homem em uma mansão em Matinhos, no Litoral do Estado.
O suspeito é apontado como líder máximo de uma facção responsável por espalhar terror e violência no Centro-Oeste do Paraná. De acordo com as investigações, ele tem participação direta em cerca de 40 homicídios, todos ligados a brutais disputas pelo controle do tráfico de drogas em Campo Mourão, Cianorte e cidades vizinhas. Mesmo foragido desde 2017, ele continuava a comandar as ações do grupo à distância, coordenando ataques e a expansão do crime a partir do litoral.
A operação, batizada de "Ponto Final", também resultou na prisão de dois outros homens, considerados pilares do suporte logístico da organização. Eles eram responsáveis por garantir o funcionamento da estrutura criminosa no interior e por executar no terreno as ordens emanadas pelo líder.
O cerco começou a se fechar em agosto de 2025, a partir da atuação integrada entre a Subdivisão Policial de Campo Mourão e o Grupo Tigre, especializado em crimes de alta complexidade. "Era um criminoso de altíssima periculosidade, que comandava à distância com mão de ferro. Sua captura desarticula o comando central dessa organização", afirmou o delegado Thiago Teixeira, um dos coordenadores da ação.
No cumprimento dos mandados na mansão em Matinhos, as equipes apreenderam um arsenal: armas de fogo de calibre restrito e grande quantidade de munições. Além de responderem pelos homicídios e associação criminosa na região de Campo Mourão, os três foram autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Após as prisões, os acusados foram encaminhados ao sistema penitenciário de segurança máxima, onde ficarão à disposição da Justiça. A operação é considerada um duro golpe na cúpula do crime organizado no Paraná e demonstra a eficácia da inteligência policial integrada no rastreamento de foragidos de alto risco.