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Em Mamborê; Moradores deixam cestas básicas em frente à Câmara, contra auxílio-alimentação a vereadores

O valor é acrescido a um subsídio mensal que já é de R$ 8,6 mil para vereadores e de R$ 10,02 mil para o presidente da Câmara

Redação
Por: Redação Fonte: Tribuna do Interior
13/10/2025 às 12h25
Em Mamborê; Moradores deixam cestas básicas em frente à Câmara, contra auxílio-alimentação a vereadores
Reprodução

Em um ato de repúdio simbólico, moradores de Mamborê depositaram oito cestas básicas em frente à Câmara Municipal. O protesto, registrado nas redes sociais, foi uma resposta direta à decisão dos vereadores de derrubar o veto do prefeito Sebastião Antônio Martinez (PSD) e aprovar um polêmico auxílio-alimentação de R$ 400 para si mesmos.

A cena, acompanhada da frase "Deixamos a cesta básica aqui para que eles vejam o que realmente é essencial", sintetizou a indignação de parte da população. Os manifestantes classificaram o benefício como um "aumento salarial disfarçado" e um insulto às famílias que lutam para garantir o sustento básico.

A controvérsia gira em torno do Projeto de Lei 55/2025, que estabelece o pagamento do auxílio. O prefeito Martinez vetou a medida, argumentando que ela fere os princípios da moralidade e transparência administrativa. Em sua avaliação, o benefício onera os cofres públicos e desvia recursos de áreas essenciais como saúde e educação.

"O auxílio a vereadores, sobretudo por iniciativa do próprio Legislativo, pode gerar desconfiança na população e comprometer a credibilidade das instituições", justificou Martinez. Ele também alertou que, devido à falta de uma jornada de trabalho fixa para os parlamentares, o auxílio pode se transformar em um aumento de salário mascarado, prática vedada pela Constituição.

A Câmara, no entanto, derrubou o veto por 7 votos a 1. Apenas o vereador Dorneles Adão Cavali Junior (PSD) apoiou a posição do prefeito. O presidente da Casa, Maurício Jotta Massano (PSD), não precisou votar.

Em defesa do benefício, os parlamentares alegaram buscar a "isonomia" com os servidores do Executivo, que já recebem auxílio-alimentação. De fato, a lei municipal estabelece valores de R$ 400 para quem ganha acima de R$ 2.501 e R$ 500 para salários de até R$ 2.5 mil.

A decisão, porém, gera um custo adicional de R$ 43,2 mil por ano aos cofres públicos. O valor é acrescido a um subsídio mensal que já é de R$ 8,6 mil para vereadores e de R$ 10,02 mil para o presidente da Câmara, de acordo com a Lei Municipal 39/2023.

Com a medida, Mamborê torna-se a segunda cidade da região da Comcam a adotar o benefício, seguindo os passos de Barbosa Ferraz, onde o vale-alimentação aprovado foi de R$ 1.000.

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