A companhia Balé Teatro Guaíra (BTG) está de volta ao Paraná após uma temporada em Portugal. A turnê apresentou as coreografias "V.I.C.A." e "Castelo" em teatros de quatro cidades: Leiria, Loulé, Torres Vedras e Torres Novas. Os espetáculos aconteceram por meio da parceria entre o Centro Cultural Teatro Guaíra, a Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra e o Arte Institute.
De acordo com Luciana Casagrande Pereira, secretária de Estado da Cultura, a temporada em Portugal foi mais um marco na história do balé, marcado pelo sucesso de público e crítica. “Isso não aconteceu por acaso, mas pela conjunção de diversos fatores: a excelência e seriedade do trabalho desenvolvido no Centro Cultural Teatro Guaíra, a qualidade técnica e a entrega dedicada dos bailarinos, do corpo técnico e da direção magistral de Luiz Fernando Bongiovanni”, destacou.
“Contamos com uma equipe coesa, com grande sinergia, e isso foi fundamental. Além da técnica impecável, as apresentações revelaram uma sensibilidade única. Foi um capítulo memorável na história do Teatro Guaíra”, disse Luciana.
As coreografias contaram as experiências recentes. "V.I.C.A.", da coreógrafa Liliane de Grammont, marcou o retorno do BTG aos palcos após a pandemia e transformou o caos em movimento com uma trilha sonora vibrante, focando na coletividade. Já "Castelo", coreografia de Alessandro Sousa Pereira, mostrou as defesas emocionais em tempos incertos e ofereceu um olhar sobre a tensão entre proteção e vulnerabilidade, evocando a ideia de que os nossos próprios "castelos" emocionais podem ser tanto refúgios quanto prisões.
Áldice Lopes, diretor artístico do CCTG, conta que a turnê estreitou a parceria entre o Brasil e Portugal. “Foi um retorno muito bacana e vamos colher muitos frutos para o ano de 2026, quando a companhia deve se apresentar novamente no país”, afirmou.
Luiz Fernando Bongiovanni, diretor do Balé Teatro Guaíra, destaca que o público em Portugal, entre brasileiros e portugueses, foi muito receptivo e que aconteceram encontros importantes para a inserção da companhia no cenário internacional. “Recebemos muitos aplausos por onde passamos, nos reconectamos com alguns parceiros portugueses, estreitamos laços com a Companhia Nacional de Bailado, do Teatro Camões em Lisboa, e apresentamos a companhia para empresários internacionais”, destacou.
PRÓXIMA APRESENTAÇÕES– De volta ao Paraná, o Balé Teatro Guaíra se prepara para as próximas apresentações no palco do Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão). Após uma estreia de sucesso em novembro de 2024, o espetáculo "Orfeu e Eurídice" terá novas apresentações nos dias 9, 10 e 11 de maio. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Guaíra e no site Deu Balada.
Em breve, os bailarinos e bailarinas do grupo também vão mostrar a arte produzida no Paraná em uma temporada nacional, em Belo Horizonte e São Paulo.
Em agosto, o BTG fará uma nova temporada pela Europa, agora na Dinamarca. O diretor do Balé Teatro Guaíra acrescenta que a internacionalização da companhia é essencial para o reconhecimento do trabalho e para abrir novas oportunidades. “Esse prestígio é algo que reflete no Paraná como um todo e dá visibilidade a uma política pública em relação ao Teatro Guaíra e a produção de conteúdo cultural artístico para o estado e para além de suas fronteiras”, afirmou.
A turnê do BTG por Portugal foi viabilizada por meio da Lei Rouanet, com produção internacional do Arte Institute, patrocínio da Sanepar e Compagas e realização da Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra, PalcoParaná, Centro Cultural Teatro Guaíra, Secretaria de Estado da Cultura e Ministério da Cultura.
BALÉ TEATRO GUAÍRA– O Balé Teatro Guaíra é a terceira companhia de dança mais antiga do Brasil, fundada em 1969 pelo Governo do Paraná. Ao longo dos seus 55 anos, apresentou mais de 150 coreografias, incluindo grandes sucessos de público e crítica, como "O Grande Circo Místico", "Lendas do Iguaçu", "O Segundo Sopro" e "O Lago dos Cisnes".
Entre os seus diretores constam nomes renomados como Ceme Jambay, Yurek Shabelewski, Hugo Delavalle, Eric Valdo, Carlos Trincheiras, Isabel Santa Rosa, Jair Moraes, Marta Nejm, Cristina Purri, Suzana Braga, Carla Reinecke, Andreia Sério, Cintia Napoli, Pedro Pires e, atualmente, Luiz Fernando Bongiovanni.
O BTG tem dado ao longo desses anos uma contribuição expressiva para o desenvolvimento da dança no Paraná e no Brasil. É um organismo vivo que, em constante transformação, constrói a sua história a partir de produções que refletem diferentes formas de pensar a arte e a própria vida.
Um olhar breve sobre a produção da companhia ao longo desses anos permite afirmar que a companhia tem realizado – com excelência – a sua função principal: produzir e levar a arte da dança ao estado do Paraná e ao Brasil.