O prefeito de Campina da Lagoa, Padre Gianny, enviou à Câmara de Vereadores um Projeto de Lei que institui um piso salarial municipal para os servidores públicos. A proposta assegura que nenhum funcionário receba menos de R$ 2 mil reais, medida que visa valorizar a categoria e corrigir defasagens salariais.
A iniciativa atende a um compromisso de campanha do prefeito, garantindo mais equidade entre os servidores e aproximando a realidade salarial do município à de outras cidades da região. Atualmente, além dos profissionais de serviços gerais, outros cargos também possuem vencimentos abaixo do valor proposto, como motoristas do transporte escolar e de viaturas pesadas.
De acordo com Padre Gianny, este é apenas um primeiro passo. Futuramente, outras categorias que já possuem vencimentos um pouco mais altos também serão incluídas nas discussões para melhorias salariais, buscando uma equiparação mais justa dentro do funcionalismo público municipal.
Projeto avança na Câmara e pode ser implantado já em março
O Projeto de Lei foi apresentado na Câmara e passou por uma votação extraordinária nesta segunda-feira (17), recebendo aprovação em primeira discussão. Agora, a proposta segue para plenário na reunião ordinária desta terça-feira (18), onde será votada em segunda discussão.
Os vereadores que se comprometeram com o bem-estar dos servidores agilizaram a tramitação do projeto para garantir que a nova medida possa ser implantada já no mês de março, caso seja aprovada definitivamente.
Adicional noturno para garis
Outro ponto abordado pelo prefeito foi a possibilidade de pagamento de adicional noturno para os garis. A proposta previa que a coleta de lixo fosse realizada no período da madrugada, como acontece em diversas cidades do país, permitindo que os trabalhadores evitassem o sol intenso e, ao mesmo tempo, recebessem um adicional de 20% sobre o salário, conforme prevê a legislação trabalhista.
No entanto, a categoria optou por manter os horários atuais, sem aderir à mudança. Mesmo assim, o prefeito ressaltou que a valorização desses trabalhadores continua sendo uma preocupação da administração, e novas possibilidades poderão ser discutidas no futuro.
Agora, o projeto do piso municipal aguarda sua aprovação em segunda votação na Câmara para seguir para sanção do executivo.