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Começa hoje 2º Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciência em SP
Evento anual reúne comunicadores da área, profissionais e amadores
08/09/2023 14h35
Por: Redação Fonte: Agência Brasil

O Instituto Principia de Física Teóricasedia,a partir de hoje (8), em São Paulo, a segunda edição do Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciência.O evento tem atividades até o próximo domingo (10) e inclui grupos de trabalho e mesas de conversa sobre meio ambiente, política e a comunicação como canal de difusão de pesquisas.

O encontro é organizado peloBlogs de Ciência da Unicamp, rede que reúne mais de 150 blogs, e pelo instituto,que promove diversas atividades de divulgação científica.A primeira edição do encontro foi realizada no ano passado. A ideia de colocá-lo em prática surgiu a partir da vontade de aproximar distintos perfis de divulgadores ede jornalistas a museus, tendo em vista que, durante a pandemia de covid-19, os idealizadores observaram uma diversificação de tipos de pessoas que se dedicaram a dar visibilidade a conhecimentos.

O físico Eduardo Sato, do Instituto Principia, um dos organizadores do evento, tem mérito na divulgação científica, pois faz demonstrações de experimentos na internet. Ele conta que, à medida que foi produzindo conteúdos, teve que aprimorar habilidades como o manejo de microfone e câmeras e que, até hoje, tem que vencer a engrenagem da internet para alcançar mais visualizações.

"O que percebo é que, no ambienteonline, você consegue atingir um público maior, mas, em compensação, o impacto não é tão forte, porque as pessoas estão mais distraídas quando estão usando a internet, procurando algum tipo de distração, que é diferente de quando elas tomam um tempo para ir a um museu, ver uma palestra, algo desse tipo. E, na internet, tem sempre a necessidade de você estar lutando contra os algoritmos, as bolhas de assunto que se formam. Cada um tem suas peculiaridades", disse.

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Para Sato, um dos benefícios trazidos pela pandemia de covid-19 foi o revigoramento da comunidade científica, que ofereceu credibilidade em uma fase na qual a desinformação imperou. Ele comentouque, como resultado, o que deve ter havido e o que se espera é um crescimento de profissionais da editoria de ciência nas redações de jornalismo.

"Como teve essa incrível avalanche necessidade de cobrir pautas, muitas pautas envolvendo ciência e saúde, acredito que tenha um investimento ou, pelo menos, um olhar mais atento dos jornais. E uma coisa que espero que tenha melhorado é o contato entre cientistas e jornalistas, porque o que ouço é que a dificuldade está nesse contato, porque, às vezes, o pesquisador não atende ou explica de um jeito muito complexo, não quer que você faça uma analogia, uma adaptação de linguagem", afirmou.

Segundo Sato, para que o jornalismo e a ciência consigam estabelecer um pacto melhor de colaboração, ambos devem entender que trilham os caminhos em compassos diferentes. "O que ouço, normalmente, é que as perguntas que os jornalistas fazem ainda não têm respostas fechadas, porque ainda estão sendo produzidas as pesquisas. O jornalista, com essas pautas quentes, precisa de muitas respostas imediatas, que, muitas vezes, os cientistas não têm."

Mais informações sobre a programação podem ser consultadas no perfil do evento no Instagram e por meio do site oficial .