Economia Negócios
Atuação de MEIs gera impacto de quase R$ 70 bi na economia
Segundo a avaliação do Sebrae, o número de MEIs subiu de 4,6 milhões em 2014 para 14,6 milhões no ano passado, um crescimento em torno de 215%
03/07/2023 13h45
Por: Redação Fonte: Agência Dino
GLOBAL SWISS LEARNING

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) divulgou, neste mês de junho, uma análise de impacto realizada em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas), que apontou que a atuação dos microempreendedores individuais (MEI) gera um impacto de até R$ 69,56 bilhões na economia do país por ano. 

Conforme o levantamento, a participação é resultado do aumento de renda em até 25%, proporcionado pela formalização dos empreendedores. Os MEIs, com efeito, chegam a ganhar quase o triplo em relação a autônomos não formalizados.

Segundo a avaliação do Sebrae, o número de MEIs subiu de 4,6 milhões em 2014 para 14,6 milhões no ano passado, um crescimento em torno de 215%. Já em 2023, até abril foram abertos outros 1.022.760 MEIs - a modalidade representa 76,8% das empresas abertas no primeiro  quadrimestre  de  2023 e 57,9% dos negócios ativos no país, conforme boletim Mapa de Empresas

O Diretor Global da Swiss Learning no Brasil, Gilmar Chagas, afirma que o empreendedorismo faz parte da cultura brasileira por se tornar uma oportunidade de atuação frente às necessidades socioeconômicas enfrentadas por grande parte da população.

Continua após a publicidade

“Há mercado para todos os perfis de microempreendedores. No entanto, o profissional deve dedicar-se ao aprimoramento da empresa e de seus conhecimentos, buscar novas referências para atender ao seu público e se destacar”, pontua Chagas. O levantamento do Sebrae apontou que, com base em dados de 2022, a categoria tem cerca de R$ 135,4 bilhões em empréstimos solicitados por 6,1 milhões de microempreendedores individuais. 

Para o master trainer da Global Swiss Learning, Abner Ivan, em geral, novos empreendimentos surgem a partir de oportunidades ou necessidades identificadas por profissionais, que direcionam, em um primeiro momento, a atenção para o estabelecimento da empreitada no mercado, deixando de focar em questões técnicas de suma importância. 

“No ramo da confeitaria, por exemplo, muitos iniciam um negócio e depois buscam lidar com outras questões, como legislação, aperfeiçoamento e capacitação da equipe, gestão de pessoas, entre outros aspectos”, diz o profissional. “No entanto, a maioria acaba focando apenas nas ‘receitas’ e se esquece de todo o restante.” conclui.

Ele cita, neste sentido, como exemplo, a importância dos cursos e metodologia Richemont Suíça, que agora estão disponíveis no Brasil, como instrumentos de auxílio àqueles “que estão começando um negócio ou se sentem perdidos em seu pequeno empreendimento”. A criação de bons organogramas e fluxogramas de produção, e otimização de custos operacionais, para Ivan, são estratégias que não podem ser deixadas de lado por profissionais que almejam o sucesso de um empreendimento.

Capacitação como investimento empresarial

O acesso a linhas de crédito do governo é uma das vantagens para o profissional que trabalha por conta própria na informalidade e decide se inscrever como MEI, uma das opções de registro empresarial no Brasil criada em 2008. Possuir um CNPJ, alvará, aposentadoria, tributação simplificada, emissão de nota fiscal e poder vender para o governo são outros dos benefícios apontados por Chagas.

Neste cenário, investir em cursos que coloquem o microempreendedor à frente de seus concorrentes é uma das formas de impulsionar o desenvolvimento da empresa. Para Ivan, a falta de mão de obra especializada pode ser uma oportunidade para o MEI que deseja mudar esse cenário. 

De acordo com Ivan, para se diferenciar da concorrência, o profissional deve optar por cursos com um currículo que abranja aspectos além da atividade fim do negócio, que o ajude a entender detalhes que refletem na saúde financeira da empresa. “O curso ideal ensina a criar um bom organograma e fluxograma de produção, a otimizar custos operacionais e evitar desperdícios, por exemplo”.

Para saber mais, basta acessar: https://www.richemontbrasil.com/