O ex-zagueiro da seleção brasileira se dispôs a pagar à vítima de 23 anos uma indenização pelos ferimentos e danos morais sofridos, mas, segundo o El País, a própria mulher quer que Alves seja punido de acordo com a lei e condenado a uma pena de prisão.
A mulher de 23 anos que acusa o jogador Daniel Alves, 39, de tê-la estuprado em uma boate em Barcelona renunciou ao direito de pedir uma indenização em dinheiro como forma de compensação pela agressão. O atleta nega o crime.
O caso aconteceu no banheiro da boate Sutton Barcelona, na noite de 30 para 31 de dezembro. Segundo o depoimento dela, Alves as chamou à área VIP da boate e ofereceu taças de cava (espumante produzido na Catalunha), o que recusaram.
Então, o jogador teria se colocado atrás da vítima. "Ele pegou minha mão, colocou no pênis e eu tirei", disse no depoimento. Alves a teria levado ao banheiro, onde teria dito "que eu não podia ir embora e que eu tinha que dizer a ele que eu era sua putinha".
Sempre segundo o depoimento publicado por jornais espanhóis, Alves teria forçado a cabeça da mulher para seu pênis e depois lhe dado um tapa. Em seguida, teria virado a jovem de posição e a penetrado até ejacular.
Daniel Alves teria dito, então, "vou sair primeiro". Após comunicar aos seguranças, a vítima foi atendida no Hospital Clínic, cujo relatório médico apontaria traços condizentes a uma agressão.