Quinta, 26 de Fevereiro de 2026
16°C 32°C
Nova Cantu, PR
Publicidade

UEL concede título de mestre a sua segunda estudante indígena

A UEL concedeu o título de mestre em Estudos da Linguagem à segunda estudante indígena em mais de meio século de história. Damaris Kaninsãnh Felisb...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
12/10/2022 às 17h40
UEL concede título de mestre a sua segunda estudante indígena
Foto: O Perobal/UEL

A UEL concedeu o título de mestre em Estudos da Linguagem à segunda estudante indígena em mais de meio século de história. Damaris Kaninsãnh Felisbino defendeu sua dissertação no Colégio Estadual Indígena Benedito Rokag, em Tamarana. A defesa contou com a presença de professores da língua kaingang, estudantes e moradores da Terra Indígena Apucaraninha, território cuja linguagem característica serviu como objeto de pesquisa.

A banca examinadora foi formada pelo seu orientador, o docente do Departamento de Letras Marcelo Silveira, e pelo professor do Departamento de Serviço Social Wagner Roberto Amaral. Além dos professores da UEL, que são integrantes da Comissão Universidade para os Índios (Cuia), a banca contou com a presença da docente do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, da Universidade de Brasília (UNB), Ana Suelly Arruda Câmara Cabral.

O trabalho realizado pela estudante ajuda a fortalecer a língua e a cultura Kaingang, principalmente para a população da Terra Indígena Apucaraninha, onde ela vive e trabalha como professora. “Quem sempre escreveu e pensou a língua indígena foram os linguistas não indígenas. A Damaris representa essa ‘virada’, ou seja, uma indígena Kaingang pensando a língua do seu povo”, disse Ana.  

INCLUSÃO– A UEL foi uma das primeiras do País a pensar a inclusão de indígenas. A iniciativa que culminou na aprovação da Lei Estadual nº 13.134/2001 foi adotada em paralelo às movimentações políticas e educacionais realizadas na Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e na Universidade Estadual do Mato Grosso (Unemat). 

Com o avanço trazido pelo marco legal, indígenas moradores do território paranaense passaram a contar com uma política de ingresso específica ao Ensino Superior, contando com vagas suplementares através de um “vestibular indígena”, como é popularmente chamada a porta de entrada da população indígena na graduação.

Entre 2002 e 2020, as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) do Paraná e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizaram 19 edições do “vestibular indígena”.

“O Paraná é o único que tem este desenho de ingresso e permanência na universidade de forma permanente. Isso é um fato importante, então você imagina na pós-graduação. É uma grande novidade para eles e para a universidade. A Damaris representa justamente essa luta, de se projetar no curso de Letras, terminar a graduação e a pós-graduação”, disse o professor Wagner. 

Atualmente há 38 estudantes indígenas na UEL, em 15 cursos de graduação. Outros três estudantes atravessam a Pós-Graduação Strictu Sensu e Lato Sensu. Já quando consideradas as sete universidade estaduais do Paraná, o número de estudantes indígenas em cursos de graduação salta para 240. 

PIONEIRA– Em junho do ano passado, o Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Política Social da UEL concedeu o título à estudante Gilza Ferreira de Felipe Pereira, que se tornou a primeira indígena a obter o título de mestre pela UEL.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Nova Cantu, PR
16°
Tempo limpo
Mín. 16° Máx. 32°
16° Sensação
1.37 km/h Vento
95% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h22 Nascer do sol
19h02 Pôr do sol
Sexta
31° 17°
Sábado
32° 18°
Domingo
31° 17°
Segunda
30° 16°
Terça
28° 16°
Economia
Dólar
R$ 5,13 +0,09%
Euro
R$ 6,06 +0,15%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 369,518,24 -1,53%
Ibovespa
191,247,45 pts -0.13%
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias