A Fifa não atuou diretamente na elaboração e no lançamento da página, mas o Winterhill Hospitality é licenciado pela entidade, que, portanto, tem responsabilidade pelo episódio de desrespeito ao Estado de Israel. Os responsáveis foram afastados de suas funções e o site está em reformulação. Além de Israel, países como Armênia, Azerbaijão e Geórgia também ficaram de fora da lista e se manifestaram contra o caso.
Israel tem feito o possível para cooperar com o sucesso do Mundial. Junto às autoridades da Jordânia e da Europa, o país decidiu abrir seu espaço aéreo para voos internacionais de e para o Catar durante a Copa do Mundo para encurtar o trajeto e facilitar o caminho de torcedores. Além disso, Israel já havia fechado um acordo com a FIFA em junho que permitiria que israelenses viajassem ao Catar para participarem da Copa sem o uso de passaporte estrangeiro, a primeira vez em que isso seria permitido, pois o Catar não permite vistos para passaportes israelenses. Por conta disso, antes do acordo ter sido fechado, ainda havia especulações sobre se os israelenses poderiam de fato comparecer aos jogos.
Para o cientista político e presidente executivo da StandWithUs Brasil, André Lajst, é lamentável que haja descriminação e antissemitismo até para a compra de ingressos para a Copa. “O governo israelense tem colaborado de todas as formas com o evento, mas a organização precisa assegurar os direitos dos cidadãos de Israel e de todos aqueles que queiram assistir às partidas do time israelense”, diz o especialista.
No site licenciado pela FIFA, ainda é possível comprar os pacotes de hospitalidade, que contam com ingressos para os jogos e acomodações no local das partidas inclusos. No entanto, até o momento da publicação deste texto (em 12 de agosto, às 10h da manhã), o torcedor de Israel ainda não tem a opção de escolher agentes de vendas em seu país.