Fatores emocionais e sociais de uma época ou decorrentes de uma situação como uma pandemia, por exemplo, refletem nas nossas decisões. Inclusive, nas escolhas sobre qual carreira seguir. Nesse sentido, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios fez um estudo em seu site, entre 14 e 25 de fevereiro, com a participação de 28.202 jovens entre 15 e 29 anos, perguntando: “o que te fez escolher sua profissão?”. Como resultado, encontramos o retorno financeiro, progressão, prestígio, entre outras circunstâncias.
Questão financeira e progresso
Com 36,13% (ou 10.188) dos votos, a remuneração e chances de crescimento ocuparam o pódio do ranking. Atualmente, essas razões são um objetivo comum no mercado de trabalho. “Ao falar sobre rendimento, não trata-se apenas do salário em si, mas de todos os benefícios agregados a ele. Afinal, com uma renda alta existe mais segurança financeira, principalmente ao considerar o cenário atual do Brasil e do mundo, pois muitas pessoas estão vivenciando uma maior instabilidade”, avalia a analista de treinamento do Nube, Bianca Leal.
Contudo, ela faz um alerta: “existem alguns riscos em focar apenas na questão monetária sem levar em consideração outros aspectos. Eles estão relacionados à insatisfação, a grande responsável por levar ao mau desempenho, desmotivação e posteriormente, a uma transição devido ao desprazer”.
Já 29,42% (8.298) chegou ao veredito final após fazer pesquisas sobre tal área. “Grande parte dos jovens recorrem à Internet, conversas com especialistas ou uma aula experimental na universidade, por exemplo para tentar acertar no caminho. Não há uma ‘receita de bolo’, mas existem formas de aumentar as chances de se sentir feliz e realizado”, explica a analista.
Pensando nisso, Bianca elencou algumas dicas para ajudar nesse processo. Veja:
Ainda, para 24,85% (7.007), o aconselhamento com base nas características pessoais é a condição determinante. “O teste vocacional quando é um caminho para conhecer melhor a si e as nuances dos ofícios é uma possibilidade válida. Sendo assim, o jovem terá um encaminhamento maior e mais insumos para realizar uma medida consciente e com mais êxito”, avalia a especialista.
Entretanto, ela ressalta: “se o exame for usado de maneira isolada, sem considerar os demais aspectos, pode ser equivocado. Dessa forma, esse pode ser um recurso, mas não deve ser o único critério”.
Para outros 7,19% (2.028) o status da área na sociedade é significativo. “Isso é arriscado, pois depois de um determinado período, o sujeito pode ficar desmotivado. Logo, para escolher um ramo deve-se levar em consideração diversos fatores, tais como perfil, aptidão, afinidades, habilidades, entre outros”, adverte Bianca.
Por fim, 2,41% (681) julgam a opinião de amigos e familiares. “Muitos jovens convivem desde a infância com a expectativa dos parentes sobre seu futuro. Contudo, atualmente, uma pequena parcela deles considera esse parecer dos genitores relevante. Afinal, eles têm meios para pesquisar”, conclui a analista de treinamento do Nube.
Essas predileções da vida não são tarefas fáceis, é um momento de muitas incertezas, dúvidas e medo de não tomar a atitude certa. Portanto, é importante manter-se alinhado às tendências do mercado de trabalho competitivo e permanecer se atualizando.