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Pesquisador do Amazonas ganha Prêmio Capes de Tese 2021 com pesquisa sobre serpentes amazônicas

Estudo analisou características genéticas comuns e distintivas entre espécies de serpentes, e influência de variáveis ambientais sobre elas.

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Amazonas
01/10/2021 às 15h50
Pesquisador do Amazonas ganha Prêmio Capes de Tese 2021 com pesquisa sobre serpentes amazônicas
Trabalho foi intitulado “Evolução cromossômica em serpentes Neotropicais: uma abordagem comparativa” - FOTO: Érico Xavier/Fapeam

Um estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolvido pelo pesquisador Patrik Viana, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), está entre os melhores trabalhos de conclusão de doutorado do país. A pesquisa venceu o Prêmio Capes de Tese 2021, na área de Ciências Biológicas I, ao analisar que diferentes espécies de serpentes da região amazônica possuem em comum e distinto em sua genética, e de que forma as variáveis ambientais podem influenciar na vida delas.

O trabalho, intitulado “Evolução cromossômica em serpentes Neotropicais: uma abordagem comparativa”, buscou ainda entender como a distribuição das serpentes pode contar sobre a sua diversificação nos diferentes ambientes da Amazônia. Dentre as espécies analisadas no estudo estão algumas serpentes da família Boidae, grupo formado pelas jiboias, sucuris, suaçuboias, jiboias-arco-íris e jiboias-esmeraldas. “É muito representativo, porque fui a primeira pessoa da minha família a fazer mestrado e doutorado”, disse Patrik.

Segundo o pesquisador, para a maioria das pessoas, as serpentes sempre foram vistas como animais perigosos, a serem evitados. Para ele, esta é uma questão cultural e comum, mas pertinente.

“Ao longo desses anos de pesquisa tive a oportunidade de viajar pela Amazônia, conhecer diferentes culturas e pessoas. Sempre tentei levar um pouco do meu conhecimento científico para esses locais, trabalhando questões de educação ambiental, assim como para desmistificar esses animais, e demonstrar que todo animal tem seu papel, toda vida importa, até mesmo de uma serpente. Perceber que as pessoas agora enxergam esses bichos com outros olhos sem dúvida é muito gratificante”, acrescentou.

Falando acerca do apoio da Fapeam, Patrik destaca que veio de uma escola pública e que a Fundação o acompanha ao longo da sua jornada acadêmica e científica, desde a graduação, com bolsa de iniciação científica, assim como no mestrado e no doutorado.

“Acredito que deve ser algo muito representativo para a Fapeam também ter contribuído com a formação de um cidadão amazonense, agraciado com um dos prêmios científicos e acadêmicos mais importantes do país, mostrando que também somos capazes de fazer pesquisa de qualidade”, enalteceu.

Pesquisa

Patrik Viana explica que a evolução cromossômica é o estudo dos cromossomos (DNA) das espécies, a partir de uma ótica temporal, na qual se olha para o passado, presente e futuro, para entender como eram as prováveis configurações cromossômicas ancestrais, ou seja, estimar como possivelmente eram os cromossomos das espécies do passado e como chegaram às configurações/formas que existem atualmente, e para além disso, inferir como provavelmente as espécies atuais seriam e se comportariam em cenários futuros.

“Com o estudo foi possível entender melhor como ocorreu à diversificação dos diferentes números de cromossomos das espécies de jiboias (os 36, 40 e 44), além de verificar que espécies como, por exemplo, uma jiboia e uma jararaca, mesmo sendo tão diferentes, possuem tanto em comum e que várias partes de seu genoma, suas informações genéticas, foram mantidas ao longo dos milhares de anos. Ou seja, são diferentes peças nos contando a história evolutiva desse grupo de escamados tão interessantes”, finalizou o pesquisador.

A pesquisa foi desenvolvida no Inpa com o apoio das seguintes instituições: Centro Amazônico de Herpetologia (CAH); Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); University Hospital Jena, na Alemanha; e Institute for Applied Ecology da University of Canberra IAE/UC, na Austrália.

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