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Em Belém, Ophir Loyola oferta ambulatório exclusivo para o controle da dor

Hospital recebe pacientes por meio de encaminhamento, que é feito via sistema pela Unidade Básica de Saúde do bairro ou Secretaria de Saúde do município de origem

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
13/07/2021 às 10h10

Em diversos momentos da vida, todos irão sentir alguma espécie de dor, uma situação que é definida pela Associação Internacional Para o Estudo da Dor (IASP) como uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada a uma lesão real ou potencial dos tecidos corporais. É um sinal do corpo de que algo não está bem.

Durante o tratamento oncológico, a dor pode ocorrer em qualquer fase da doença, é mais frequente em estágios avançados, porém, também pode surgir em pessoas já curadas. E, por esse motivo, o Hospital Ophir Loyola, que é um Centro de Alta Complexidade em Oncologia, oferece o Ambulatório da Dor aos usuários, um serviço que atende aqueles com dores de difícil controle a fim de garantir a qualidade de vida dessas pessoas.

O neurocirurgião e chefe do serviço, Mauro Almeida, explica sobre o motivo da dor em pacientes com câncer. "Não há, necessariamente, relação da existência ou intensidade da dor com a gravidade da moléstia. A sensação dolorosa pode estar relacionada diretamente ao tumor, quando este comprime, invade ou destrói tecidos. A dor também pode ter como causa procedimentos terapêuticos ou diagnósticos indicados para a doença, como a dor associada a punções lombares, quimioterapia, radioterapia ou cirurgias, muitas vezes indispensáveis no tratamento dos pacientes”, esclarece.

Atendimento

O Ambulatório da Dor é um serviço de apoio que atende pacientes com dores persistentes, encaminhados de outras clínicas do hospital. Durante o atendimento é realizada um exame amplo, um tipo de entrevista para pesquisar a história da dor, ocorrências ao longo do tempo, como o paciente a descreve, intensidade, fatores de melhora e piora, histórico de outras doenças associadas, como diabetes, doenças circulatórias e inflamatórias. Também é feito um exame físico e um neurológico dirigido para a queixa.

 "Avaliamos o paciente como um todo. São feitos diversos testes, a exemplo de uma escala de dor para a intensidade. Há um questionamento acerca do comportamento no cotidiano diante da dor, antecedentes familiares de doenças, avaliação de exames complementares quando aplicável, assim como eficácia e eventuais efeitos adversos e alergias provenientes do uso de medicação", ressalta o especialista.

Existem dois tipos de dores, a aguda e a crônica, enquanto a primeira surge para a autopreservação, o mesmo não ocorre na dor crônica que é caracterizada pela persistência exagerada de uma dor inicialmente aguda, mas que ao longo do tempo leva a modificações no local onde iniciou.

"A dor aguda sinaliza que algo de diferente está acontecendo no nosso corpo oferecendo risco à saúde e a partir daí buscamos atendimento e o problema é resolvido. A dor crônica não tem previsão de término, desenvolve-se a distância em tecidos vizinhos e no sistema nervoso, o que faz a dor perpetuar mesmo na ausência de uma causa aparente", explica Almeida.

Uma paciente  de 70 anos, moradora de Icoaraci, realiza tratamento contra um câncer no HOL. Um dia começou a sentir muitas dores no quadril e perna. "Eu sentia muita dor, vinha para a emergência e tomava remédios fortes, mas apenas aliviada. Foi então que relatei para minha médica e ela me encaminhou para o ambulatório da dor. Eu já fui avaliada e hoje estou com a dor controlada".

O Ambulatório da Dor oferece acompanhamento de uma equipe multiprofissional, composta por psicologia, serviço social, enfermagem e médico. O paciente recebe orientações a respeito do tratamento medicamentoso. O HOL oferta, ainda, analgésicos opioides para enfermos com dor oncológica, em tratamento cirúrgico e ambulatorial.

 

Serviço:

Como referência no tratamento de câncer, o Hospital Ophir Loyola recebe pacientes de todas as regiões do Pará. O encaminhamento é feito via sistema pela Unidade Básica de Saúde do bairro ou Secretaria de Saúde do município de origem.

Texto: Lívia Soares/ascom

Por Luana Laboissiere (SECOM)
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