

O Labsenso faz parte do Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA) da UFPA, que está instalado no Parque Científico e Tecnológico do Guamá (PCT). Estruturado com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará (Funcacau) – que é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap)- o Labsenso analisa amostras e emite certificações que atestam características como cheiro, odor, cor e textura dos produtos, além das análises exigidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o que permite que produtores de boas amêndoas possam conseguir preços mais justos por seus produtos no mercado nacional e internacional.
A diretora de Agropecuária da Sedap, veterinária Brenda Caldas e a técnica do Pró-Cacau, a engenheira agrônoma Dulcimar Melo, visitaram o laboratório nesta quinta-feira (9) à tarde para conferir de perto os avanços já obtidos desde que o espaço foi entregue pela Sedap.
Pioneiro

A diretora de agropecuária da Sedap explicou que o Labsenso é o primeiro inaugurado na Amazônia. “Antes, o produtor que quisesse ter uma análise sensorial do seu produto, recorria ao espaço semelhante que só existia no estado da Bahia”, lembrou.
É importante que o produtor leve as suas amêndoas para fazer as análises e utilize os benefícios que o espaço oferece para a melhoria do seu produto, como destacou a engenheira agrônoma Dulcimar Melo.
“Se o produtor quer vender essa amêndoa com uma valorização maior, é importante que ele faça as análises”, ressaltou.
Esse incentivo ao produtor também foi enfatizado pelo diretor do Labsenso. “Nosso papel é incentivá-lo a fazer os processos de fermentação e secagem e com isso valorizar essa produção”, ressalta o especialista.
Análises

A comercialização de amêndoas para chocolate fino representa menos de 10% da produção total; a maior parte das amêndoas é comercializada com o cacau que não é selecionado, o chamado de cacau buck. “Nós estamos incentivando os produtores para que comecem a produzir amêndoas de qualidade para produção de chocolate fino, mesmo sendo em menor quantidade, possui uma importante agregação de valor”, garante. O prazo de retorno para o produtor, a partir do momento que as amostram chegam ao laboratório, é de uma semana, podendo ser dilatado no máximo até 15 dias.

Quando o produtor for vender seu lote de produção com os laudos das análises, terá uma segurança para pleitear um valor melhor junto aos compradores. “Normalmente, esses compradores são empresas que vão levar, de fato, essas amêndoas para a produção de chocolate de qualidade”, ressaltou o pesquisador.
Texto: Rose Barbosa/ Ascom Sedap