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No Dia Nacional da Araucária, necessidade de preservação é lembrada na Assembleia Legislativa

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O Dia Nacional da Araucária, comemorado neste 24 de junho, poderá ser celebrado de um modo diferente a partir deste ano. Uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná em maio vai auxiliar na preservação da árvore símbolo do Estado. Tanto a data quanto a lei nº 20.223/2020, que estabelece regras de plantio, cultivo e exploração comercial da espécie Araucaria angustifolia, foram lembradas por parlamentares na sessão remota desta quarta-feira (24). A lei, aprovada pela Assembleia e sancionada pelo governador, garante exclusivamente àquele que plantar a araucária “o direito de explorar direta e indiretamente estes indivíduos nos termos da lei”.

O deputado Emerson Bacil (PSL) lembrou que, além da lei nº 20.223/2020, a Assembleia tem outras propostas tramitando sobre o tema. “Hoje é o Dia Nacional da Araucária, este símbolo que tem grande importância histórica no Estado. Sempre trabalhamos na manutenção e ampliação das florestas. Nos últimos anos, no entanto, observamos a redução das matas. Temos a necessidade de ampliar pesquisa para recuperar esta árvore tão querida no Estado do Paraná”, comentou.  

O deputado Goura (PDT) concordou com a importância da lei. “A araucária é objeto desta proposição legislativa importante para regulamentar seu plantio, exploração e uso na forma indireta, como a colheita do pinhão, ou da madeira de acordo com critérios técnicos com a lei aprovada pela Assembleia”, disse. Ele externou ainda sua preocupação com a falta de políticas de preservação de florestas de araucárias.

A deputada Luciana Rafagnin (PT) também demonstrou preocupação com a necessidade de políticas públicas de preservação.  “Reforçamos a importância do Dia Nacional da Araucária. É importante lembrar esse dia para recordar o desafio de conscientização sobre os perigos do desmatamento. Ele tem colocado em risco às florestas. É preciso preservar e termos políticas de preservação”, disse.

A lei – Neste sentido está a lei aprovada pela Assembleia.  De autoria dos deputados Luiz Claudio Romanelli (PSB), Hussein Bakri (PSD) e Emerson Bacil, a legislação prevê que quem decidir plantar a espécie em imóveis rurais para exploração dos produtos e subprodutos madeireiros ou não, deverá realizar um cadastro da plantação no órgão ambiental estadual. A exploração deverá ser previamente declarada para fins de controle de origem, devendo a propriedade rural estar devidamente inscrita no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

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A nova legislação impõe regras para quem quer fazer o plantio da araucária. Algumas informações são necessárias para o cadastro de plantações de araucária em áreas rurais, entre eles “o perímetro da área da propriedade onde foi estabelecida a plantação de Araucaria angustifolia, com pontos georreferenciados”. Também são necessárias informações sobre o plantio, como “o tipo de plantio (puro ou em consórcios agroflorestais); idade ou ano da plantação; número de mudas plantadas e o tipo de produto a ser explorado”. A lei prevê também a necessidade de um cadastro das plantações ser realizado por responsável técnico habilitado em áreas de plantio superior a quatro módulos fiscais.

O texto determina que a exploração da araucária em imóveis urbanos é restrita a modalidade indireta, ficando o proprietário isento da necessidade de cadastro junto ao órgão ambiental estadual. Já o plantio para fins de exploração econômica na modalidade direta não poderá ocorrer em Áreas de Preservação Permanente (APPs), em Áreas de Reserva Legal e em áreas de remanescentes de vegetação nativa onde o desmatamento de vegetação nativa de Mata Atlântica tenha ocorrido de forma ilegal.

A Lei prevê ainda o incentivo à formação de cooperativas de agricultores para o plantio e exploração de plantação, assim como a educação do campo e ambiental dos agricultores sobre espécies em extinção e a importância da preservação dos remanescentes naturais. Também será incentivada a certificação florestal voluntária dos produtos madeireiros e não madeireiros gerados pela exploração.

Especialista – Em entrevista recente ao programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia, o professor Flávio Zanetti, pesquisador do setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e estudioso da Araucaria angustifólia, explicou a importância da legislação para a espécie. “Se não fosse esta Lei, em 100 anos poderíamos dar tchau para a araucária”, disse.

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Segundo ele, a nova regra dá tranquilidade ao produtor rural. “A importância da Lei é dar segurança jurídica a quem planta a araucária poder colher. Colher não só pinhão, mas colher a madeira também. Depois de muito tempo de prática extrativista, agora vamos plantar a araucária e depois colhê-la. A araucária, além de nos dar alimento, nos dá uma madeira fantástica. Este é o grande significado da Lei aprovada pela Assembleia”, destacou o estudioso.

De acordo com o professor, a nova legislação garante algo extremamente importante: a renovação. “Qualquer espécie, se não houver renovação, ele está fadado a extinção. Precisamos de renovação. O grande passo foi iniciar elas garantias de quem cultiva. Plantou tem direito a colher. Em seguida, o que fazer com a vegetação? Certamente haverá uma legislação inteligente que preserve a renovação, conservando todo o material genético”, explicou.

Um dos autores da proposta, o deputado Romanelli disse que a Lei cria um marco regulatório. “Agora o agricultor vai poder plantar uma floresta de pinheiro. Com uma grande produção de pinhão e subprodutos, podendo também explorar a madeira. Isso significa mais renda para a agricultura e retira a pressão sobre as florestas remanescentes. A lei vai virar o jogo das nossas florestas nativas”, opinou o parlamentar. 

Para o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), a lei é um marco inovador no Paraná e servirá de estímulo para a produção, com uma série de regras definidas, trazendo segurança para os produtores e, principalmente, aumentando as chances de recuperação da espécie. “Uma lei inovadora que propicia aos pequenos agricultores do Paraná a possibilidade de aumentar a rentabilidade nas suas lavouras. É um novo tempo no Paraná que vai permitir o plantio da araucária no estado”.

O programa Assembleia Entrevista com o professor Flávio Zanetti pode ser assistido pelo canal 16 da Claro/Net, em canal aberto no 20.2, ou pelo Youtube no link: https://youtu.be/JTSJFY9igPE.

 

 

 

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Política Estadual

Nutricionista lista os alimentos que ajudam na imunidade e reagem às infecções, entre elas as causadas pelo coronavírus

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Você deve saber que uma alimentação saudável, relacionada a um estilo de vida ativo, pode prevenir uma série de doenças. Mas consegue imaginar que os alimentos ricos em determinadas substâncias podem definir a forma com que seu corpo vai reagir às infecções, entre elas a da Covid-19, causada pelo coronavírus? Estas questões serão respondidas pela nutricionista Adriana Zadrozny no programa Assembleia Entrevista da TV Assembleia.

Mestre em Fisiologia Humana, Adriana explica quais os alimentos mais indicados para encarar os longos dias em casa durante a pandemia. “Algo que nos tem preocupado é a falta de radiação solar, estamos tomando muito pouco sol. Esta menor síntese de vitamina D em nossos organismos predispõe processos de ordem depressiva que, por sua vez, podem alterar o comportamento alimentar”, exemplifica.

Segundo ela, as pessoas têm buscado mais alimentos processados e industrializados, mais práticos, porém mais ricos em gorduras e açúcar. “Um estudo australiano com crianças obesas, comparando o padrão alimentar de um ano atrás e de agora, mostra que em média elas fazem uma refeição a mais por dia” alerta a nutricionista. 

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Adriana Zadrozny afirma que um conjunto de fatores resultam em um quadro imunológico adequado para que o corpo lide com situações como a da pandemia do Coronavírus. Entre os alimentos mais indicados para isto, estão a cúrcuma, a canela, a couve-flor, brócolis, repolho e couve de Bruxelas, ricas em vitamina C e substâncias anti-inflamatórias. 

“Mas não se pode depositar nossa confiança somente nisso. Temos uma imunidade indireta, os produtos fermentados criam uma condição intestinal que melhora a absorção de subprodutos da dieta que potencializam o sistema imunológico, é uma cadeia que melhoram a imunidade”, frisa.

Alimentos como kefir e vegetais orgânicos potencializam o crescimento de bactérias intestinais benéficas, com função probiótica. “Os vegetais orgânicos oferecem ao organismo o que eles nutricionalmente podem oferecer”, diz, lembrando que o vegetal não orgânico pode conter produtos tóxicos em sua proteção.

A nutricionista explica ainda que alimentos reduzem a alcalinidade sanguínea. “É algo conhecido por todos, mas pouco aplicado. Temos uma oportunidade muito rara de olharmos com mais atenção nossas geladeiras e nossas escolhas e tentar que algo de bom aconteça do ponto de vista alimentar a partir de agora”, completa.

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Assembleia Entrevista – A íntegra da entrevista com a nutricionista Adriana Zadrozny, além de muitas outras entrevistas já feitas pelo programa Assembleia Entrevista, pode ser conferida pela TV Assembleia através do canal aberto 20.2 e 16 pela Claro/Net, além do canal do Youtube pelo link: https://bit.ly/3k705Ag

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