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Mike Pompeo encontrará venezuelanos em Boa Vista na sexta-feira

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O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, visitará Boa Vista na sexta-feira (18) para se reunir com imigrantes venezuelanos em Roraima, disseram autoridades do Brasil e dos Estados Unidos nesta terça-feira (15), no momento em que o governo dos Estados Unidos da América (EUA) aumenta a pressão para derrubar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

A viagem de 17 a 20 de setembro também levará Pompeo a outros vizinhos da Venezuela, como Colômbia, Suriname e Guiana, para encontrar os líderes destes países, informou o Departamento de Estado norte-americano.

As visitas ocorrem em um momento em que os esforços internacionais para promover uma mudança democrática na Venezuela parecem ter estagnado e Maduro sustentou seu controle no poder, apesar da turbulência política e econômica na Venezuela que levou 5 milhões de venezuelanos a fugir do país.

A viagem vai “destacar o compromisso dos Estados Unidos em defender a democracia”, disse o Departamento de Estado. Em Boa Vista, Pompeo visitará “imigrantes venezuelanos que fugiram do desastre causado pelo homem na Venezuela”, acrescentou o departamento em um comunicado.

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Boa Vista

Pompeo fará uma parada de 3 horas e 20 minutos na capital de Roraima na tarde de sexta-feira para visitar um centro de triagem para receber imigrantes venezuelanos e se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, segundo informou o Itamaraty.

A fronteira brasileira com a Venezuela está fechada desde 18 de março devido à pandemia de coronavírus, e o fluxo de imigrantes que chega ao Brasil caiu de uma média de 600 por dia para poucos venezuelanos que fazem trilhas para entrar no país.

As sanções dos EUA contra a indústria petrolífera da Venezuela reduziram as exportações de petróleo venezuelanas ao nível mais baixo em décadas, mas não conseguiram afrouxar o controle de Maduro no poder – algo que frustrou o presidente dos EUA, Donald Trump.

Com a aproximação das eleições presidenciais de novembro nos EUA, o governo Trump se prepara para endurecer sua posição, especialmente com mais sanções contra as indústrias de petróleo e ouro da Venezuela.

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Internacional

Governador diz que Nova York revisará qualquer vacina contra covid-19

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O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, disse nessa quinta-feira (24) que o governo estadual vai conduzir suas próprias revisões de vacinas autorizadas pelo governo federal devido às preocupações com a possível politização do processo de aprovação. 

Cuomo, um político democrata que tem criticado repetidas vezes o presidente Donald Trump e a condução de seu governo republicano na pandemia do novo coronavírus, disse a jornalistas que formaria um comitê de revisão para aconselhar o estado sobre a segurança da vacina. 

“Francamente, eu não vou confiar na opinião do governo federal”, disse Cuomo. “O estado de Nova York fará sua própria revisão quando o governo federal terminar e disser que é seguro”.

Uma porta-voz da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, recusou-se a comentar as declarações do governador. Na quarta-feira (23), o comissário da FDA, Stephen Hahn, disse a um comitê do Senado que a agência só aprovará uma vacina se ela for segura e eficiente.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) também se recusou a comentar, dizendo que o assunto é do Departamento de Saúde dos EUA. O departamento não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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“A escolha dos estados, de revisar de maneira independente a segurança e eficácia de produtos, é um sinal problemático. Este país está em apuros se chegarmos ao ponto de não confiar na FDA ou no CDC”, disse o dr. Paul Offit, um especialista em doenças infecciosas na Universidade da Pensilvânia e no Hospital Infantil da Filadélfia, em comentário enviado à Reuters por e-mail. 

Declarações recentes de Trump e de seu secretário de Saúde sobre a concessão de autorizações de vacinas para a covid-19, que estão atualmente em fases avançadas de testes, causaram preocupação entre especialistas da área sanitária, que querem saber se as decisões da FDA podem continuar independentes de questões políticas. 

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