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Lavouras em fase de colheita para doação na pandemia, são destruídas por tratores em Quinta do Sol

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Lavouras pertencentes aos trabalhadores no MST, que ocupavam o acampamento Valdair Roque, no município de Quinta do Sol, no Paraná, e que fizeram doações de comida durante a pandemia, são destruídas por tratores na área pertence à Usina Sabarálcool. Na manhã de sexta-feira (3), dois tratores destruíram lavouras já em fase de colheita, as quais foram plantadas por 50 famílias Sem Terra, em a ação executada com a presença de 14 homens, muitos armados e encapuzados, segundo relataram moradores da comunidade em matéria divulgada pelo MST e o site oficial da CUT. A matéria aponta que a empresa acumula 964 ações trabalhistas somente na Comarca de Campo Mourão.
Segundo o advogado das famílias, Humberto Boaventura, o descumprimento da função social das relações de trabalho levou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a manifestar interesse na área para destinação à Reforma Agrária, conforme prevê a Constituição Federal. No mesmo sentido, existe uma recomendação do Ministério Público Federal desde 2018 para que o Incra intervenha junto a esse conjunto de ações e execuções trabalhistas para adquirir e destinar a famílias acampadas. Boaventura ressalta ainda a gravidade do ataque diante do contexto de pandemia e do aumento acelerado do número de óbitos e casos da covid-19 no Paraná.
“Essa ação feita hoje, que atinge diretamente a paz social das famílias e da região, também é uma afronta às medidas de combate à pandemia que está instalada no nosso estado”, diz.
Há um decreto do Tribunal de Justiça do Paraná suspendendo os despejos por tempo indeterminado, enquanto durar a pandemia.
A coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra cobra que a Defensoria Pública, o Ministério Público e Governo do Estado impeçam a destruição dos alimentos e da comunidade. O advogado informa que estão sendo reunidas informações e documentos para tomar medidas junto ao Poder Judiciário e Executivo estadual.
Lavouras de onde saíram alimentos para doação
A comunidade existe desde setembro de 2015 e tem garantido produção de alimentos para o consumo das próprias famílias Sem Terra e também para doações à população da cidade, neste período em que a fome assola os lares de grande parte da população da periferia urbana. Uma horta comunitária foi iniciada no dia 2 de maio para garantir a continuidade das doações.
Na inauguração da horta, Paulo Antonio Fagundes, coordenador do acampamento, reforçou o compromisso da comunidade em avançar na produção para conseguir ajudar as famílias que estão passando dificuldade por conta da pandemia: “Tem muita gente desempregada e está fazendo falta o alimento. Então vamos contribuir com eles, estender a mão pra que eles também tenham o alimento pro dia a dia”.
No dia 7 de maio, as famílias participaram de uma doação de 1,5 toneladas de produtos entregues à Santa Casa e ao Comitê de Apoio às Pessoas em Situação de Risco Social do campus de Campo Mourão da Universidade Estadual do Paraná (Unespar).
Denúncia ao MPF
A organização de Direitos Humanos Terra de Direitos apresenta o caso em reunião virtual do Fórum por Direitos e Contra a Violência no Campo, na tarde desta sexta-feira.
O Fórum reúne 50 representantes de organizações da sociedade civil e do Poder Público ligadas à defesa dos direitos das populações campesinas – a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal (MPF), integra o organismo. Ao final da reunião, a denúncia será protocolada no MPF.

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Fonte: MST

 

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Mais 18 Casos Confirmados de COVID-19 em Ubiratã Nesta Quinta-feira

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Os pacientes estão no momento estáveis e encontram-se isolados no domicilio, as medidas para o bloqueio da transmissão já foram tomadas pela equipe da Secretaria de Saúde.

8 desses casos de hoje são contatos de pacientes que foram positivados no início da semana. Os outros 10 são casos novos, que ou viajaram, ou tiveram contato (visitas) com pessoas de outras cidades.
Está cada vez mais evidente que a aglomeração, sem uso de máscara e medidas de higiene são a maior fonte de disseminação do vírus.
Mesmo em ambiente familiar é preciso manter o distânciamento, usar máscara e higienizar as mãos, protegendo principalmente os idosos e pessoas com baixa imunidade.
Reforçamos que o vírus pode estar em qualquer lugar.

Nossa grande preocupação e começar a lotar os hospitais e os leitos de UTI. Hoje estamos com 07 internadas nos hospitais em Ubiratã, 01 confirmado e 06 suspeitos de COVID-19.
A pessoa que estava na UTI há alguns dias, recebeu alta hoje.

Se apresentar febre, tosse, perda de olfato e paladar, falta de ar ,diarreia , vômito procure IMEDIATAMENTE sua unidade de saúde ou o hospital. Quanto antes se inicia o tratamento, maior a chance de recuperação.

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É importante ressaltar que se continuar acelerando a disseminação do vírus, será preciso reduzir a flexibilização dos estabelecimentos.

Cada um precisa fazer sua parte.
Use máscara; Evite aglomeração; Mantenham distanciamento e Lavem as mãos frequentemente.

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