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Kuwait abre mercado para a carne bovina brasileira

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi informado nesta quinta-feira (13) que o Kuwait passará a importar carne bovina do Brasil. “Mais uma boa notícia de abertura de mais um mercado para a carne bovina brasileira: o Kuwait, país que visitamos em setembro, quando iniciamos essa conversação. Hoje veio a boa notícia de mais um mercado para a carne bovina brasileira”, afirmou a ministra Tereza Cristina.

O Kwait foi um dos países em que a ministra esteve em setembro do ano passado, durante a missão ao  Oriente Médio. Atualmente a carne de frango (in natura) é o produto agropecuário brasileiro mais comprado pelo Kuwait. Em 2018, foram importadas 122.945 toneladas, o equivalente a US$ 185,7 milhões.

O Brasil também exporta para o Kuwait  milho, suco de laranja, café solúvel, farelo de soja, café verde, carne de frango (industrializada), carne de pato (in natura), castanha de caju e carne de peru (in natura). No ano passado, as exportações agropecuárias para o Kuwait totalizaram US$ 209,4 milhões, o equivalente a 215.463 toneladas.

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MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Queda no número de pessoas ocupadas na agropecuária é interrompida em julho

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Cepea, 30/09/2020 – A tendência de redução do número de pessoas ocupadas (PO) na agropecuária, que vinha sendo observada desde o trimestre móvel encerrado em março, foi interrompida no trimestre encerrado em julho (maio-junho-julho). Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, 8,049 milhões de pessoas estavam ocupadas na agropecuária em maio-junho-julho, com leve alta de quase 1% frente ao trimestre móvel imediatamente anterior (abril-maio-junho). Ainda assim, frente ao mesmo trimestre móvel de 2019, a população ocupada teve queda de 6,9%, o equivalente a 599 mil pessoas.

 

Quando considerado o modelo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o número de ocupados na agropecuária no trimestre móvel encerrado em julho continuou bastante aquém do limite inferior do que pode ser considerado normal. O número observado (8,049 milhões) foi 3,7% ou 310 mil pessoas abaixo do que esperado para esse período. Assim como observado no trimestre encerrado em junho, esse choque que ainda persiste em julho reflete sobretudo o efeito acentuado verificado em maio. Após a estabilização de junho, foi observada, inclusive, alguma melhora em julho no que tange à diferença entre o número observado e o esperado de empregos/ocupações na agropecuária.

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Segundo o relatório trimestral de mercado de trabalho divulgado pelo Cepea, houve forte recuo no número de pessoas ocupadas no agronegócio em geral entre os segundos trimestres de 2019 e de 2020. Foi a maior queda nessa comparação desde o início da série histórica do Cepea, em 2012 – possivelmente relacionada à pandemia de coronavírus. Setorialmente, os destaques em reduções foram: cana-de-açúcar, café, produção florestal e “outras lavouras” na agricultura, e vestuários e acessórios, produtos e móveis de madeira, massas e outros, papel e celulose e bebidas na agroindústria agrícola. Na agroindústria agrícola, apenas a de óleos e gorduras vegetais apresentou aumento da PO. No ramo pecuário, houve reduções para pesca e aquicultura e bovinocultura e para a indústria de couro e calçados de couro. Ao contrário, o número de ocupações cresceu para as criações de suínos e aves e para laticínios.

 

OUTROS SETORES – Para referência, considerando-se o cenário geral do País, no trimestre móvel encerrado em julho, 82,03 milhões de pessoas estavam ocupadas no Brasil, queda de 1,6% frente ao trimestre móvel encerrado em junho e de 12,3% frente ao mesmo trimestre móvel de 2019. Logo, embora o cenário para a agropecuária tenha aparentemente parado de se agravar desde junho e mesmo melhorado marginalmente em julho, esse não parece ser o caso para os demais setores econômicos.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de trabalho do agronegócio aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected]

Fonte: CEPEA

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