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Jair Bolsonaro é denunciado por Comissão de Direitos Humanos à OMS e ONU

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O presidente Jair Bolsonaro foi denunciado pela Comissão de Direitos Humanos nesta segunda-feira, 6



Foi enviado pela Comissão de Direitos Humanos nesta segunda-feira, 6, um documento endereçado às autoridades à frente da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pedindo para que providências contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sejam tomadas. Quem assina o documento é Helder Salomão (PT), presidente da comissão, ao lado de Padre João (PT), Túlio Gadelha (PDT) e Camilo Capiberibe (PSB), os vices.

O documento chama atenção às falas de Bolsonaro que minimizam os impactos do novo coronavírus e suas críticas ao isolamento social . Além disso, relembra do incentivo por parte do presidente para as manifestações pró-governo, que ocorreriam no dia 15 de março.

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A Comissão informa ainda que ao menos cinco petições foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) cujo alvo é o presidente, que teria colocado a saúde e a vida em perigo. Salomão explica que espera recomendações duras ao governo brasileiro e espera que ao menos sanções sejam feitas.

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Segundo Salomão, Bolsonaro em diversas ocasiões deixou claro seu posicionamento e desrespeitou as orientações de autoridades sanitárias do Brasile do mundo, o que configura, em suas palavras, “crime contra a saúde pública , flertando com o risco de genocídio e colocando em risco a vida de milhões de brasileiros”.

Dois dos três endereçados no documento já estiveram envolvidos em polêmicas com Bolsonaro. Em um de seus pronunciamentos, o presidente tirou de contexto faltas do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon , e disse que a quarentena não deveria ser adotada pela população.  Adhanon chegou a chamar atenção de Bolsonaro sobre o ocorrido.

Já a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet , que hoje está à frente da CIDH, teve seu pai atacado pelo presidente brasileiro . O pai de Bachelet foi preso e torturado pela ditadura do país.

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Atraso em boletins dos dados da Covid-19 foi ordem de Bolsonaro, afirma jornal

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Ordem para atrasar divulgação partiu do presidente

Desde a última quarta-feira (3), quem acompanha as divulgações do Ministério da Saúde sobre os dados da Covid-19 no Brasil notou uma mudança no horário em que as informações eram apresentadas. No primeiro dia, problemas técnicos foram alegados para o atraso. Porém, não houve qualquer explicação na quinta-feira e o horário das 22h se manteve. Nesta sexta, um porta-voz do governo explicou que tudo não passa de uma estratégia do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo informações do jornal Correio Braziliense, uma fonte do alto escalão do governo revelou que o “atraso” aconteceu por ordem de Bolsonaro e o novo horário deve ser permanente. Tudo para dificultar o trabalho dos telejornais noturnos, grupo do qual o Jornal Nacional, da Rede Globo, faz parte.

Ainda de acordo com a publicação, a intenção de atrasar a divulgação dos boletins epidemiológicos sobre o novo coronavírus (Sars-Cov-2) existem desde os tempos de Luiz Henrique Mandetta no comando da pasta da Saúde, mas o ministro sempre se recusou a aceitar tal decisão, alegando que ela poderia gerar impacto negativo no combate ao vírus.

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Nesta quinta-feira, a pasta confirmou um recorde de 1.472 novas mortes, o que elevou o total no Brasil a 34.021, fazendo o país ultrapassar a Itália em número de óbitos por Covid-19 .

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