Saúde

Interior já responde por 70% dos novos casos de coronavírus em SP

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Um balanço apresentado hoje (7) pelo secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, demonstrou que o interior paulista já é responsável por 70,87% dos novos casos de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, registrados no estado.

Dos casos registrados ontem em São Paulo, 12,47% foram na capital e 16,66% pelos municípios da Grande São Paulo, demonstrando o crescimento pelo interior. “Houve uma queda aguda na capital e queda um pouco mais leve na Grande São Paulo, e uma aceleração no interior do estado”, pontuou o secretário.

“O que a gente via, no início da pandemia até pouco tempo atrás, era uma curva que colocava majoritariamente os casos e óbitos [pelo novo coronavírus] na capital, seguido pela Grande São Paulo, com o interior em terceiro [lugar]. Quando verificamos os dados de ontem, por exemplo, e que tem sido uma constante, podemos verificar uma inversão dessa lógica, determinando interiorização da pandemia de forma mais contundente”, disse Vinholi.

Além disso, mais da metade [58,92%] dos óbitos registrados ontem no estado por covid-19 ocorreram em cidades do interior. A capital foi responsável por 17,85% das mortes, enquanto os municípios da Grande São Paulo responderam por 23,21% dos óbitos por coronavírus contabilizados ontem. “Essa curva vai se aproximando cada vez mais da lógica da população do estado, com crescimento dos casos e óbitos no interior e a redução na capital e também na Grande São Paulo”, detalhou Vinholi.

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Nas 24 horas entre a divulgação do boletim desta segunda-feira e o de hoje, o estado contabilizou 9.638 novos casos, somando 332.708 casos confirmados do novo coronavírus. O estado também registrou 341 novos óbitos, chegando agora à soma de 16.475 mortes pelo coronavírus.

Isolamento

Segundo Vinholi, o estado de São Paulo vem apresentando uma certa estabilidade em sua taxa de isolamento social nas últimas três semanas, entre 46% e 47%, apesar do início gradual do processo de retomada econômica depois do fechamento das atividades comerciais para evitar a propagação do vírus. Apesar disso, o governo paulista sempre defendeu que uma taxa de isolamento considerada satisfatória seria acima de 55%, o que ajudaria a diminuir a propagação do vírus e evitar um colapso no sistema de saúde.

“Podemos verificar, de forma muito clara, a estabilidade no isolamento em São Paulo pós estabelecimento do Plano São Paulo [de retomada econômica]. O isolamento social, nessas últimas três semanas, teve uma estabilidade nas taxas de isolamento em algo próximo a 47%”, falou Vinholi.

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Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Plataforma gera estatísticas da covid-19 em 91 municípios paulistas

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Um projeto de pesquisadores das universidades Estadual Paulista (Unesp) e de São Paulo (USP) reúne diariamente os dados relacionados à pandemia do novo coronavírus (covid-19) em 91 cidades do estado. A partir dos dados disponibilizados pelas prefeituras, a plataforma gera informações que permitem o acompanhamento da evolução da doença em cada município e comparações entre eles.

A iniciativa foi desenvolvida dentro do Centro de Ciências Matemáticas aplicadas à Indústria com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. São compiladas informações como número de casos confirmados, destacados e mortes causadas pela doença desde o final de março. A partir dessas informações, a plataforma calcula informações como o crescimento do número de casos, o percentual de casos descartados e a quantidade de mortes para cada grupo de 100 mil habitantes.

Previsões

Segundo responsável pelo projeto, Wallace Casaca, professor da Unesp em Rosana, depois de alguns testes também serão divulgadas previsões de evolução das doenças a partir do fim desta semana. “A gente pegou os dados e compilou para inferir quantos óbitos e novos casos da covid-19 cada departamento de saúde vai ter. A gente compilou esses dados e agrupou e agora a gente vai disponibilizar estimativas que quantos casos vai ter daqui a duas semanas, três e um mês”, disse.

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As estimativas vão ser baseadas em modelos matemáticos, a partir das tendências que os próprios dados têm apresentado nos últimos meses, junto com o trabalho de inteligência artificial. “A gente pegou dados da semana retrasada e testou [as previsões] para a semana passada e teve uma acurácia bem alta”, explicou Casaca sobre os resultados preliminares da nova ferramenta.

Checagem de informações

A ideia é que a plataforma seja, de acordo com Casaca, tanto uma forma de informar a população, quanto permitir o acompanhamento das ações do Poder Público. “Tanto para fins de informação quanto para fins de auditoria”, enfatiza o pesquisador. Ele explicou que, a partir do sistema, é possível observar, por exemplo, quais dados as prefeituras deixaram de atualizar.

“Têm cidades em que os números de casos confirmados é menor do que os de descartados, o que mostra que esse município não está testando”, disse Casaca sobre observações que podem ser feitas a partir da plataforma. 

Ele explicou que o normal é que existam cerca de três ou quatro casos descartados a cada confirmação, e que números menores do que esses podem ser um indicativo de que estão sendo feitos testes apenas em situações mais extremas, aumentando a subnotificação.

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Em menos de dois meses de funcionamento, a plataforma já recebeu, de acordo com o professor, 46 mil visitas. Por dia são, segundo ele, em média 200 usuários, número que chega até 3,7 mil em ocasiões de maior movimento.

A plataforma está disponível na página do projeto: https://www.viser.com.br/covid-19/info-tracker

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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