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Indústria da construção civil registrou 50% de ociosidade em abril

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A indústria da construção civil foi duramente afetada em abril, afirmou hoje (22) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a Sondagem Indústria da Construção, a utilização da capacidade operacional foi de 50% no mês passado, o valor mais baixo da série histórica iniciada em 2012.

“Essa queda reflete os efeitos da crise provocada pelo coronavírus na atividade e não há dúvida de que a alta ociosidade da indústria deve permanecer enquanto durar o isolamento social”, diz o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, em nota.

A pesquisa mostra que os índices de evolução do nível de atividade e do número de empregados permanecem bem abaixo da linha de 50 pontos. O indicador de evolução do nível de atividade registrou 29,4 pontos e o índice de evolução do número de empregados recuou para 24,1 pontos. Esse dado varia entre 0 e 100 e todo valor abaixo de 50 é negativo.

Diante disso, o Índice de Confiança do Empresário Industrial da Construção (ICEI-Construção) registrou 37,6 pontos em maio, bem abaixo do ponto em que se iniciam expectativas otimistas.

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Edição: Graça Adjuto

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Índice de Desempenho da Pequena Indústria mostra recuo recorde

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O Índice de Desempenho da Pequena Indústria divulgado hoje (5) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra o impacto da pandemia de covid-19 no segmento. O indicador apresentou reduções de 13 pontos em março e 4,1 pontos em abril, quando o indicador ficou em 27,1 pontos numa escala de 0 a 100. Esse foi o menor índice da história.

Segundo a CNI, a retração foi sentida em todos os setores, com maior ênfase na transformação, com 17,7 pontos negativos e construção, queda de 15,7 pontos. Em menor escala aparece a extrativa, com uma redução de 6,9 pontos.

Nesse cenário, acrescenta a CNI, a situação financeira das pequenas indústrias se deteriorou. O Índice de Situação Financeira da pequena empresa caiu 9,1 pontos, para 32 pontos. O valor é 4,4 pontos abaixo do registrado no 1º trimestre de 2019 e 5,2 pontos abaixo da média histórica do índice.

“A falta de demanda, resultado das restrições impostas ao comércio, do isolamento e da piora da confiança dos consumidores, assumiu a primeira posição no ranking de principais problemas enfrentados pelas pequenas empresas da indústria de transformação”, destaca o relatório. “Como resultado da crise, nota-se, em todos os segmentos, aumento da importância da inadimplência dos clientes entre os principais problemas enfrentados pela pequena indústria. A falta de capital de giro também ganhou importância entre os principais problemas”, completa o documento.

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Expectativas

O otimismo registrado no início do ano se deteriorou diante da pandemia de covid-19. Com quedas consecutivas em março (-3,4 pontos), abril (-25,2 pontos) e maio (-0,1 ponto), quando atingiu 34,8 pontos, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) atingiu 34,8 pontos no último mês. “A falta de confiança contribui para a paralisação dos investimentos e dificulta a recuperação da atividade econômica”, diz o relatório.

Quadro semelhante pode ser percebido no Índice de Perspectivas da pequena indústria, que recuou 22,2 pontos em abril na comparação com o mês anterior e ficou em 29,2 pontos, menor patamar da série histórica iniciada em novembro de 2013. Em maio, o índice registrou pequena melhora, de 2,5 pontos, para 31,7 pontos. O índice aponta que as perspectivas da pequena indústria seguem pessimistas, 13,7 pontos abaixo da média histórica.

Edição: Maria Claudia

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