Saúde

Hemorio lança campanha para receber doação de sangue em condomínios

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O Instituto de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio) lança campanha para receber doações de sangue em condomínios localizados no município do Rio. O diretor do Hemorio, Luiz Amorim, disse que o lançamento será nesta terça-feira (31) e a primeira coleta amanhã (1º), em um condomínio da Barra da Tijuca, na zona oeste da capital.

Os últimos detalhes da operação estão sendo finalizados com a Secretaria estadual de Saúde. O nome do condomínio onde começa a campanha não foi informado. O Hemorio vai enviar ao local uma equipe de 10 a 12 profissionais para fazer a coleta. O grupo passará o dia no local.

Os síndicos ou responsáveis pela administração do condomínio que estiverem interessados na presença da equipe podem procurar o instituto para se inscrever. Só podem participar os condomínios com mais de 500 adultos aptos à doação. A campanha vai durar enquanto permanecerem as medidas de isolamento social. “Eles nos contactam. Neste momento, não tem como visitar cada um [para ver antes as condições], mas eles podem mandar fotos, a gente avalia se é possível e aí vamos encaixar na agenda. Geralmente, vai ser no salão de festa dos condomínios”, adiantou.

A operação vai ocorrer na capital porque não há condição de o Hemorio fazer o deslocamento de equipes para atender em outros locais do estado. “A gente não tem capacidade logística de ir, até porque as viagens estão com recomendação de que não sejam feitas, por isso será somente no Rio de Janeiro, onde há condomínios muito grandes. Só na Barra da Tijuca, no Recreio e na região do Autódromo são 570 condomínios. São muitos, e as pessoas estão em casa. A nossa ideia, então, é ir lá, as pessoas podem só descer no elevador e doar com hora marcada. Não precisa nem sair do prédio”, disse.

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Queda

A expectativa do diretor é de que a operação aumente em até 10% o total de doações e, com isso, reduza o impacto da queda que ocorreu nas duas últimas semanas. Luiz Amorim informou que, na semana passada, houve redução de 35% nas doações e, na anterior, de 20%, com uma queda no número de doadores. A média diária era perto de 260 e agora está abaixo de 180. Para o diretor, três fatores influenciam essa redução.

“O primeiro é que as pessoas não estão saindo de casa, seguindo a recomendação. É claro que para a doação há uma exceção, porém a recomendação geral é de isolamento social. A segunda é que as pessoas que saem para doar sangue têm a dificuldade de transporte. Na maioria das capitais, os transportes intermunicipais não estão funcionando e, claro, algumas pessoas também têm medo da doação de sangue. Mas é preciso dizer que não há risco nenhum de se contaminar com coronavírus doando sangue”, lembrou.

Amorim acrescentou que o Hemorio montou um esquema especial de atendimento. As cadeiras para a doação foram mais distribuídas, com espaço maior entre elas. Na entrada da sala há um profissional de enfermagem verificando a temperatura do possível doador. Caso ele tenha algum dos sintomas de covid-19, é orientado a procurar atendimento médico, e a doação não é aceita.

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“Temos uma enfermeira que fica na entrada do salão de doadores com termômetro sem contato. Se tiver com febre é recomendado que ele volte dali mesmo e procure um médico. Qualquer sintoma gripal também a pessoa nem entra. As cadeiras estão afastadas mais do que o habitual. Na sala de espera, as cadeiras estão afastadas e só entram pequenos grupos. Nossa equipe está usando máscaras. Estamos oferecendo o máximo de segurança”, disse.

O diretor orientou que os doadores façam o agendamento pelo número 08002820708, com ligações gratuitas ao Hemorio, para marcar data e a hora em que serão atendidos. “Isso diminui muito o período de permanência fora de casa”, afirmou.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Prefeitura de SP diz que deputados visitaram hospital sem autorização

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Após tomar conhecimento da visita de cinco deputados estaduais de São Paulo ao hospital de campanha do Complexo do Anhembi, realizada ontem (4), a prefeitura de São Paulo reagiu, afirmando que a abordagem foi feita sem autorização. 

Em vídeos que circulam em redes sociais, o grupo alega que se trata de uma fiscalização de interesse da população e é visto interpelando profissionais de saúde que trabalham na unidade, estruturada de forma emergencial para atender a pacientes com covid-19.

Em nota, a prefeitura afirmou que a passagem dos parlamentares pelo hospital transcorreu “de maneira desrespeitosa” e que incluiu agressões verbais e morais contra pacientes e funcionários.

No informe, também destaca que o grupo entrou nas instalações sem utilizar equipamentos de proteção individual (EPI), o que colocou em risco a saúde das pessoas que estão fazendo tratamento.

Segundo a prefeitura, o grupo, que teve a entrada barrada por seguranças, chegou a filmar pacientes sem que tivesse seu consentimento, sendo que muitos deles estavam sendo higienizados nos leitos no momento das gravações. 

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“A prefeitura de São Paulo mantém transparência pública, tanto é que vários veículos de imprensa nacional e de outros países já visitaram as instalações, respeitaram as regras sanitárias para garantir a própria saúde dos pacientes e dos profissionais, bem como parlamentares que respeitaram as regras vigentes também já foram atendidos”, acrescenta.

O hospital contempla 1,8 mil leitos e foi construído mediante a contratação do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), alvo da Operação Placebo, deflagrada pela Polícia Federal em 26 de maio, para investigar irregularidades que teriam sido cometidas pela organização social. 

No estado do Rio de Janeiro, o Iabas responde por sete dos nove hospitais de campanha abertos pelo governo e atrasou o cronograma de entrega das unidades.

Atualmente, 397 pacientes recebem tratamento na enfermaria do hospital do Anhembi, em São Paulo, e outros dez encontram-se em estabilização. Ainda segundo a prefeitura, desde que a unidade entrou em funcionamento, 3,7 mil pessoas já passaram pelo local, das quais 2,8 mil se recuperaram e tiveram alta.

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Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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